Este livro começa na Idade Média e acaba na madrugada do próximo sábado. É uma história vertiginosa e embriagante do Cais do Sodré noctívago, das tavernas do passado longínquo às discotecas transformadoras dos anos 1980 — e ainda mais além. Aqui cabem todos, e aconteceu de tudo.
Nascido fora das muralhas de Lisboa em bairros de operários navais, marinheiros, mercadores e muita gente suspeita, o Cais do Sodré foi sempre uma espécie de cidade‑livre dentro da cidade. Um dos modos de o narrar é entrar na sua noite. Nela descodificam‑se as marginalidades e identificam‑se mutações sociais, hedonísticas, culturais e políticas, todas conectadas, que continuam a fazer do Sodré um lugar único. Esta é uma obra de história, tão concisa quanto fragmentária, porque o Cais é um caleidoscópio desde o começo. Como chegou ao estatuto infame de red light district? Como se rejuvenesceu nos anos 1980‑90? Como alcançou o sucesso turístico no século XXI? A verdade é que, ainda hoje, o Sodré não pára de se reinventar.
Um livro de: João Macdonald (coordenação e texto), Guiomar Belo Marques (texto), Carlos Machete Ramadinha (produção) e Luís Carlos Amaro (design).
Chancela da Tinta da China.


