Da Hungria à Itália, da Argentina aos EUA, passando pela França e por Portugal, parece ter sido acionada uma máquina irresistível que empurra
os resultados eleitorais para uma direita cada vez mais extremista. Como é que isto pode ser explicado? Em cerca de 60 vinhetas bem-humoradas, este livro defende que é um erro identificar a política com o conteúdo das ideias e dos programas. O que faz a direita ganhar é um certo estado das nossas formas e infraestruturas mediáticas, cujo metabolismo liga diretamente os seus discursos e imaginários às nossas dinâmicas emocionais. Trata-se também de uma incapacidade coletiva de nos dotarmos dos meios para enfrentar os nossos problemas mais urgentes.
Disponível a 15 de janeiro pela edições 70.


