As marcas querem continuar a tocar os consumidores e a chegar mais longe, para isso procuram estratégias que remetam ao passado, que toquem nas memórias das pessoas, enquanto catalisadores das emoções. Este tem sido um dos motes das grandes campanhas de publicidade, que nos levam pela mão e embrenham em cenários que nos fazem sonhar […]
As marcas querem continuar a tocar os consumidores e a chegar mais longe, para isso procuram estratégias que remetam ao passado, que toquem nas memórias das pessoas, enquanto catalisadores das emoções. Este tem sido um dos motes das grandes campanhas de publicidade, que nos levam pela mão e embrenham em cenários que nos fazem sonhar e deixam marca no nosso imaginário.
À comunicação do produto, hoje sobrepõem-se os valores, que acabam por imprimir uma relação emocional.
Colocámos a pergunta a alguns criativos: Estarão as marcas mais sensíveis? João Madeira, Co-CEO e Chief Creative Officer da Fuel, aceitou o desafio.
Trabalha há 17 anos no universo de marcas como o Continente, Worten, Caixa Geral de Depósitos, NOS, Lidl, Super Bock, entre muitas outras, e já conquistou prémios nacionais e Internacionais. Paralelamente, foi jurado em festivais como Eurobest e One Show e escreveu para o programa 5 para a meia-noite.
De acordo com o Co-CEO e CCO da Fuel, que já passou pela BBDO, Havas, O Escritório e VMLY&R:
«As marcas sempre foram sensíveis. Claro que há diferentes momentos e pontos de contacto, que, por vezes, podem ser mais comerciais, ou mais táticos, mas, por norma, as marcas nunca esquecem uma estratégia maior, suportada por valores, objetivos e uma missão que procura estabelecer uma relação com as pessoas. Para o fazer, precisam de sensibilidade, de observação, de conhecimento.
O que temos assistido recentemente, é uma vontade das marcas assumirem posições perante temas ambientais, sociais e políticos, muitas vezes fraturantes. Nesse sentido, percebo que falemos numa maior sensibilidade, mas também acho que há um interesse e uma necessidade de adaptação ao contexto, para a marca não ficar fora da conversa.
Atualmente, o propósito é incontornável. Cada vez mais, as nossas escolhas recaem sobre marcas que demonstram ter as mesmas preocupações do que nós. Se isso contribuir para, de alguma forma, se combaterem injustiças e diminuírem desigualdades, saímos todos a ganhar.»
Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder.
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