Foi uma montanha, mais especificamente o Kilimanjaro, o propósito de um encontro liderado por João Vieira de Almeida, com quem subimos até ao ponto mais alto de África, localizado no nordeste da Tanzânia, perto da fronteira com o Quênia. O advogado é um dos fundadores e Senior Partner da Sociedade Vieira de Almeida que está […]
Foi uma montanha, mais especificamente o Kilimanjaro, o propósito de um encontro liderado por João Vieira de Almeida, com quem subimos até ao ponto mais alto de África, localizado no nordeste da Tanzânia, perto da fronteira com o Quênia.
O advogado é um dos fundadores e Senior Partner da Sociedade Vieira de Almeida que está a caminho de completar 50 anos de atividade. Foi na sua sede, em Lisboa, que o grupo de Conselheiros da Líder se reuniu para ouvir a apresentação A montanha por achar – o que aprendi na montanha, pela voz de João Vieira de Almeida.

Antes de começar a ascensão ao topo, o nosso ‘guia’ deixa dois avisos. Primeiro, na montanha o sucesso é uma tarefa conjuntiva. «Subimos melhor e aumentamos a probabilidade de todos chegarem lá acima, se funcionarmos como um. Mas a segurança é disjuntiva, isto é, basta uma pessoa para pôr em risco o sucesso de todos». Daí é feito um ‘pacto’ – quem estiver mal deve falar, assumir a responsabilidade, e se for o caso, desce.
Outra premissa é a de que cada um tem o seu summit. «Há o cume da montanha, e o cume que cada um tem, e muitas vezes não são coincidentes. Temos de estar preparados para, eventualmente, não o atingir», e refere que falhou tantos quantos já tentou subir.
«Uma boa liderança é aquela que cria espaço para que cada um chegue ao seu próprio summit. As montanhas não se conquistam quando chegamos ao topo, mas sim quando chegamos vivos cá abaixo. O processo é o que conta.»
Conforme diz, o que se retira da montanha «são coisas básicas que todos sabemos, mas são diferentes quando as vivemos».
«Uma montanha é uma metáfora, quase simplista, da vida».
Mesmo no Kilimanjaro, considerada uma montanha para iniciados, sem necessidades técnicas ou equipamentos, somos «largados como se estivéssemos em Marte, num sítio que não conhecemos e onde não sabemos o que nos espera». Além de a experiência ser um ‘equalizer’ que junta todo o tipo de pessoas que partem do mesmo ‘patamar’.
«Todos têm um monte de ansiedade, uma mochila e uma tenda. É como renascer num Mundo novo».
Na montanha é reproduzido um ecossistema semelhante ao que é a vida, que começa por um caminho desconhecido, e à medida que se vai avançando, «vão-se ganhando mais competências, vamos subindo». Tudo acontece a um «ritmo muito lento, que se faz passo a passo, em direção ao objetivo».


