Bill Gates, Jack Ma e Elon Musk, têm dois pontos em comum: são três bilionários do mundo dos negócios e estão entre os gestores de topo que mais usam a “regra das cinco horas”. Considerada por muitos, como sendo um método eficaz para atingir o sucesso, uma hora por dia dedicada à leitura e à aprendizagem, cinco horas por semana é a “arma secreta” que pode fazer a diferença num percurso profissional mais ou menos promissor.
A CEO Magazine destaca o tema e lembra que este método de valorização pessoal foi usado pela primeira vez por Benjamin Franklin no século 18. O polímata e um dos grandes nomes da história dos Estados Unidos, já na sua época afirmava que “Um investimento em conhecimento paga o melhor interesse”. O conceito assenta no princípio do aumento dos níveis de sabedoria usando um esforço de 60 minutos diários de dedicação intencional. Um hábito com provas dadas pelos muitos exemplos dizem os especialistas, que marcaram e ainda marcam a atualidade no rol dos maiores sucessos mundiais.
A dedicação de Benjamin Franklin passava por acordar cedo para ler e refletir sobre as metas pessoais antes de começar o dia de trabalho, responder a perguntas de auto-reflexão para depois transformar as suas ideias em experiências. Com o conhecimento veio o poder e esta ”regra das cinco horas” acabou por conduzi-lo a uma jornada empreendedora de vitórias, ficando o seu nome para a história e servindo de inspiração a muitos outros líderes e empreendedores em todo o mundo.
Considerado um dos maiores investidores de todos os tempos, Warren Buffett passa até seis horas por dia a ler. “Leia 500 páginas todos os dias” recomenda, “É assim que o conhecimento funciona. Ele aumenta, como os juros compostos. Todos podem fazer isso, mas eu garanto que muitos não o farão. ”
Bill Gates é outro dos leitores vorazes mais conhecidos, lê cerca de 50 livros todos os anos e admite que essa prática tem facilitado a vida “Se lermos o suficiente, conseguimos uma semelhança entre as coisas, o que torna tudo mais fácil, porque essa coisa é como uma outra coisa”, disse Bill Gates. “Havendo uma estrutura ampla, então há um lugar para colocar tudo.”
Também Barack Obama conseguiu reservar tempo para ler uma hora por dia na Casa Branca e enquanto Presidente dos EUA afirmou que “Ler é a habilidade de entrada que torna possível todas as outras aprendizagens, desde problemas complexos de palavras e o significado da nossa história, à descoberta científica e tecnológica”.
A mesma linha é seguida por alguns influenciadores de pensamento. Michael Simmons, fundador da Empact e CEO de uma das maiores organizações americanas focada no apoio a jovens empreendedores por meio da cultura e da comunidade, adotou a “ regra das cinco horas”, transmitiu-a a terceiros e não tem dúvidas de que “Os efeitos de longo prazo da complacência intelectual são tão insidiosos quanto os efeitos de não praticar exercícios, comer bem ou dormir o suficiente”. Depois de se tornar um íman do conhecimento e de desenvolver processos para pensar sobre os erros e desafios, experimentar e refletir sobre o que se aprendeu, é considerado um próximo passo lógico e é uma parte fundamental desta regra.
Sobre este tema do impacto da leitura no conhecimento, o World Economic Forum avisa que será determinante para os empregos e para a empresas. “No futuro, veremos que as empresas mais competitivas são aquelas que mais investiram no capital humano – nas habilidades e competências dos seus funcionários”, disse Saadia Zahidi, Diretora do WEF. Em média os americanos gastam 20 minutos por dia na leitura. Em Portugal os últimos dados mostram um desinteresse crescente dos jovens pelos livros. Num inquérito sobre o Plano Nacional de Leitura 2017-2027 a maioria admitiu passar mais de um ano sem ler um livro por prazer.