A febre da Inteligência Artificial e o que ela esconde
Nos últimos anos, a Inteligência Artificial (IA) tornou-se o protagonista das conversas sobre inovação empresarial. De algoritmos que preveem comportamentos de consumo a assistentes que respondem a e-mails, a promessa é mais eficiência, mais personalização, mais vantagem competitiva. Mas estaremos a tirar o máximo partido dos nossos sistemas de gestão antes de investir em IA? Porque, por mais avançada que seja a tecnologia, sem uma base sólida, os resultados serão sempre limitados.
Softwares de gestão: o alicerce esquecido da transformação digital
Softwares de gestão são os sistemas que sustentam o funcionamento diário das organizações. Centralizam e estruturam os dados operacionais; automatizam tarefas repetitivas e críticas; garantem rastreabilidade e conformidade legal e servem de base para análises avançadas e decisões estratégicas. Sem estes sistemas bem implementados e utilizados, qualquer projeto de IA corre o risco de ser apenas uma demonstração tecnológica sem impacto real.
IA sem dados fiáveis é só ilusão
A IA precisa de dados. Mas precisa de dados estruturados, atualizados e confiáveis. E isso só é possível com softwares de gestão bem configurados e alimentados. Um ERP com lacunas ou um BI com dashboards irrelevantes não só limitam a IA, como podem gerar decisões erradas. A Inteligência Artificial não é mágica: é tão boa quanto os dados que recebe.
Minimal: um exemplo português de software de gestão
Entre os vários softwares disponíveis no mercado, temos o Minimal, uma solução portuguesa 100% na nuvem, pensada para simplificar a gestão empresarial sem perder profundidade. Entre as principais características, destacam-se: modular e acessível (subscrições a partir de 9€/mês); módulos para RH, tesouraria, projetos, qualidade e operações; integração com Power BI; ideal para PME e entidades públicas que querem digitalizar sem complexidade. O Minimal mostra que não é preciso recorrer a gigantes internacionais para ter uma gestão eficaz e preparada para a IA, basta escolher soluções que entendem o contexto local e as necessidades reais.
Diagnóstico: está a sua organização pronta para a IA?
Antes de investir em Inteligência Artificial, vale a pena refletir: os dados estão centralizados e atualizados? Os sistemas são usados de forma consistente? Existem indicadores e dashboards relevantes? A liderança valoriza dados na tomada de decisão? Se a resposta for “não” à maioria destas perguntas, talvez o foco deva incidir primeiro na maturidade dos sistemas de gestão – e só depois na IA.
Conclusão: menos hype, mais estratégia
A Inteligência Artificial é uma ferramenta poderosa, mas não substitui uma base sólida de gestão. Investir em softwares como o Minimal, garantir a qualidade dos dados e promover uma cultura de utilização eficaz dos sistemas é o verdadeiro caminho para uma transformação digital com impacto. Porque, no fim, a IA não é um fim, é um meio. E esse meio só funciona quando a casa está arrumada.
Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui.
