Dois anos após o começo da Pandemia, começam a surgir os casos denominados de Covid de Longa Duração, ou Long Covid (Covid Longo). Não é claro ainda qual o gatilho que ativa a doença, ou quem está mais sujeita a contraí-la. Especialistas afirmam que os grupos de maior risco serão pessoas já com problemas de […]
Dois anos após o começo da Pandemia, começam a surgir os casos denominados de Covid de Longa Duração, ou Long Covid (Covid Longo). Não é claro ainda qual o gatilho que ativa a doença, ou quem está mais sujeita a contraí-la. Especialistas afirmam que os grupos de maior risco serão pessoas já com problemas de saúde associados, quem, ao ficar infetado por Covid-19, teve 5 ou mais sintomas, grupos socioeconómicos mais desfavorecidos, e mulheres.
A revista Inc. partilha a situação nos Estados Unidos da América (EUA) e deixa algumas pistas sobre como podem as empresas ajudar. Atualmente, de acordo com o U.S. Government Accountability Office, entre 7.7 milhões e os 23 milhões de pessoas sofrem de Long Covid, o que ajuda a explicar em parte a falta de mão-de-obra no país.
Líderes das empresas e chefias devem reconhecer que o Covid de Longa Duração é uma condição séria e debilitante. Esta condição tem impactos bastante claros no local de trabalho, mesmo quando a condição do colaborador e os seus sintomas sejam completamente subjetivos. Tradicionalmente, gestores e supervisores tendem a olhar para sintomas subjetivos como problemas pessoais. Um trabalhador que tenha fadiga extrema, um dos sintomas mais frequentes, é por norma olhado pela chefia como preguiçoso. Os departamentos de RH precisam de estar a par destas novas condições, e atualizar os seus discursos.
A Covid de Longa Duração foi classificada pela organização Americans with Disabilities como uma incapacidade, e é considerada por uma lei que se aplica a empresas com 15 ou mais empregados. Esta lei protege as pessoas de discriminação, e aponta que as organizações podem ter de fazer ajustes aos colaboradores com a condição. Não é compatível para as organizações contar com pessoas que necessitem de se ausentar por longos períodos de tempo.
Deve haver um esforço de acomodação dos colaboradores conforme as suas condições e sintomas. Disponibilizar equipamento ergonómico poderá ser uma ajuda, ou até mesmo ajustar a temperatura do escritório, ou a intensidade das luzes ajuda a aliviar alguns sintomas, como as dores de cabeça. Oferecer modelos de horários flexíveis, aumentar oportunidades de trabalho remoto, ou permitir mais dias de baixa por questões de saúde, são outras medidas.
Em Portugal, em março deste ano, a DGS publicou uma nova norma “Condição pós-COVID-19” que define linhas orientadoras para identificar e tratar a Covid longa. Dificuldades respiratórias, dores de cabeça, alteração olfato e paladar, alterações de memória e concentração, ansiedade e tonturas são alguns dos sintomas mais comuns.



