O burnout em contexto de trabalho surge devido a condições negativas sistémicas, como oportunidades de promoção desiguais, falta de autonomia ou flexibilidade, sensação de não pertença ou um desalinhamento de valores. Assim, é importante que os candidatos a emprego estejam preparados para fazer perguntas durante as fases de entrevista e fazer observações pertinentes aos recrutadores, […]
O burnout em contexto de trabalho surge devido a condições negativas sistémicas, como oportunidades de promoção desiguais, falta de autonomia ou flexibilidade, sensação de não pertença ou um desalinhamento de valores.
Assim, é importante que os candidatos a emprego estejam preparados para fazer perguntas durante as fases de entrevista e fazer observações pertinentes aos recrutadores, para identificarem “red flags” antes de aceitar o emprego. A Harvard Business Review deixa-lhe dicas para evitar entrar num emprego que, à partida, já está desalinhado com o que pretende.
Falta de Autonomia
Pode sentir-se em burnout quando sente que tem pouco poder de escolha em como e quando trabalhar. Os gestores de uma organização saudável vão confiar em si para fazer o seu trabalho da melhor forma. Para avaliar como uma empresa encara a autonomia, pergunte:
- Tenho flexibilidade sobre quando faço o meu trabalho durante o dia?
- Como avaliam as minhas horas de trabalho?
- Como atribuem as cargas de trabalho e prazos?
- Se houver trabalho por turnos, quanto tempo de antecedência dão em termos de mudanças de horário?
Preste atenção: é importante garantir que o seu manager é aberto, flexível e que não faz “micromanaging”. Respostas claras a essas perguntas indicam que as expectativas estão alinhadas em toda a equipa e que os colaboradores recebem a autonomia adequada.
Falta de justiça
Quando o seu trabalho não é valorizado ou não se sente tratado com igualdade , é fácil sentir-se em burnout ou desmoralizado. Para evitar que entre numa organização que não valoriza os colaboradores, pergunte:
- Que tipo de métricas são recolhidas para fazer avaliações?
- Como é que se decide quem é promovido?
- Têm um processo para revisões de equidade salarial?
- Tem um responsável de diversidade?
- Como são comunicadas as metas de diversidade?
O importante é saber se a empresa possui processos proativos que garantem um maior património e quantos recursos a eles são alocados. Se a empresa não estiver a recolher dados sobre a diversidade ou equidade, ou se o entrevistador não se sentir à vontade para responder a essas questões, é improvável que as considerem relevantes na empresa.
Carga de trabalho insustentável
De acordo com o estudo da Gallup “Employee Burnout, Part 1: The 5 Main Causes”, os colaboradores têm 70% menos probabilidade de sofrer um burnout quando têm tempo suficiente para fazer o seu trabalho.
Para entender como um potencial empregador valoriza o seu tempo dentro e fora do local de trabalho, pergunte:
- Quais são as horas de trabalho padrão? Com que frequência as pessoas precisam de trabalhar aos fins de semana?
- Quanto tempo se gasta em reuniões? Para quando estão programadas?
- Qual é o tempo de resposta esperado nos e-mails?
- Como se priorizam tarefas e reduzem a sobrecarga?
- Como é que a equipa comunica quando tem muito a fazer?
Com as respostas que recebe, parece que a empresa tem uma cultura agitada em que todos precisam estar disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana? Espera-se que assuma muitas tarefas não remuneradas? As reuniões são agendadas regularmente no início da manhã ou depois das quatro? Preste atenção também em como é tratado durante o processo de entrevista. Os recrutadores chegam no horário agendado? Mantêm o contacto durante todo o processo?


