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Home Artigos Leading People O que somos e o que fazemos. Afinal, para que serve o trabalho?

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O que somos e o que fazemos. Afinal, para que serve o trabalho?

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11 Julho, 2022 | 12 minutos de leitura

“Nós somos o que fazemos. O que não se faz não existe. Portanto, só existimos nos dias em que fazemos. Nos dias em que não fazemos apenas duramos.”

Padre António Vieira

 

Comecemos pelo princípio. No início está a palavra e a palavra é trabalho. Do latim tripalium, termo formado pela junção dos elementos tri, que significa “três”, e palum, que quer dizer “madeira”, este era o nome de um instrumento de tortura composto por três estacas de madeira, utilizado na Europa, em tempos remotos. No sentido original, os escravos e os pobres eram os que sofriam as torturas no tripalium. Trabalhar significava “ser torturado”.

Hoje, o trabalho ocupa uma parte importante da condição humana e tem um significado para cada um de nós, seja numa dimensão existencial ou social. O sentido do trabalho é multidimensional e tem uma dupla faceta, positiva e negativa. Trabalhar é fonte de satisfação, do prazer que vem da autorrealização, do reconhecimento e das expectativas de acordo com a escolha de uma profissão. Mas o trabalho também é fonte de mal-estar e sofrimento, com experiências de stresse que podem levar à incapacidade e doença física e mental.

É errado considerar que as existências profissional e social são dissociáveis, pois cada vez mais o mundo do trabalho e o mundo pessoal são um só. A profissão é o que fazemos, mas nós nunca somos só a nossa profissão. Tal nunca foi tão claro quando há dois anos surgiu uma Pandemia que veio fundir de forma surpreendente os dois mundos. E foi aí que o Homem se começou a questionar. A apologia da profissão, profundamente enraizada na sociedade e cultura modernas, caiu por terra. O fenómeno “Great Resignation”, que levou a valores históricos de taxas de despedimentos em 2021, é agora uma “Great Reflexion”. Em causa está o sentido do trabalho e o que fazemos, mas também a reflexão sobre quem somos ou queremos vir a ser.

Mónica Roque Fernandes e Francisco Barros dos Santos são dois casos de um novo “fazer” que se fundamenta com aquilo que se quer “ser”. Tanto pelas circunstâncias da Pandemia, como pela necessidade de um equilíbrio, sobretudo mental, estas são duas histórias de quem escolheu uma nova profissão.

Se tudo mudou, por que havemos de estar sempre a fazer o mesmo?

 

Quando trabalhar é fazer a escolha do que é certo

Mónica Roque Fernandes, 23 anos 

A meu ver, não é preciso refletir muito para percebermos que a estrutura atual de trabalho está desequilibrada. É de facto verdade quando dizem que as 24 horas do dia não chegam para tudo. Recentemente, deparei-me com essa dificuldade de equilibrar trabalho-tarefas- -lazer. Choquei com a realidade profissional da minha área, Medicina Veterinária, e rapidamente comecei a questionar–me sobre a sua viabilidade. Não me interpretem mal, eu amo veterinária, mas não o impacto mental que tem em mim. Durante os anos de curso, e assim que comecei a viver a profissão na prática e fora dos livros, começou a surgir a incerteza – pelos horários, pela exigência do trabalho em si versus a remuneração e pela exigência emocional que requer. Será que queria dar a minha vida à profissão?

Este último ano, o 6.º ano de curso que equivale ao estágio final, encontrei uma grande paixão pela reabilitação e fisioterapia animal, mas deparei-me com o fardo que é estar encarregue de vidas e da sua melhoria de bem-estar e qualidade. Na verdade, penso que seja assim para todas as áreas que trabalham com a saúde e tenham vidas em jogo. É desafiante o estofo emocional que é exigido e que advém de tanta responsabilidade associada. É necessário ter a capacidade de separarmo-nos dos casos, especialmente dos que não conseguimos ajudar, dos que “falhámos”. E isto não é fácil de conseguir, de digerir, e rapidamente percebi seria demasiado para mim.

Para além disso, estava constantemente exausta e nunca queria fazer nada no meu tempo livre. Só queria recuperar da semana. Vi um caminho facilmente depressivo. Li os sinais do corpo e da mente e comecei a repensar, a ponderar novas alternativas.

Paralelamente começou a surgir uma nova paixão, velejar. Não tinha ligação nenhuma com o mundo náutico, a ideia surgiu há um ano, quando estava fechada em casa, pela Pandemia, a ter aulas online, e vi um vídeo. Estava farta, só queria espairecer e sair do ambiente em que estava “presa” a semana inteira, e o vídeo transmitiu-me uma sensação de liberdade contagiante. E muito desejada. Necessária até. Não pensei muito, apenas pesquisei onde poderia experimentar. Inscrevi-me e fui. E foi a melhor decisão que fiz até hoje. Velejar devolveu-me aquela sensação de estar num recreio a brincar, tal como o que sentimos quando somos crianças. Devolveu-me a liberdade que tanto ansiava e comecei a ponderar a hipótese de ser mais do que um hobby. Neste momento estou a escrever a tese, pelo que não é opção não terminar o curso, especialmente porque sinto a necessidade de respeitar o meu trabalho e investimento financeiro nos últimos seis anos da minha vida. Mas seguir esse caminho profissional talvez não, por agora. Fica em aberto. Agora, ressoa em mim investir neste desporto e em todas as emoções positivas e cativantes que me entrega.

Este último ano dediquei-me a treinar, a aprender e a manter esta chama e presença. Comecei a tirar a carta de patrão local e patrão de costa e a investir no meu currículo neste novo mundo. E já começam a surgir as oportunidades de trabalho. Tudo o que posso dizer é que estou entusiasmada! E por isso sei que estou num bom caminho.

Mas também sei que não teria mudado nada no meu percurso. Ter escolhido Veterinária e ter feito parte desse mundo foi incrível, e se não o tivesse feito estaria hoje provavelmente a imaginar que essa é que seria a minha paixão. Acima de tudo, estou orgulhosa de não me ter feito refém de uma decisão que tomei com 18 anos. É aceitar que os gostos mudam, as prioridades mudam, e, no fundo, é aceitar a mudança em si. Porque pode levar a outros caminhos fantásticos que nunca imaginámos. E se correr mal? É confiar que somos capazes de nos levantar e seguir em frente, disparar noutras direções. Porque a realidade é que pode sempre correr mal, quer seja pela via académica ou por qualquer outra. Mas quero acreditar que quando a nossa escolha é consciente, com o nosso Eu no momento presente, as coisas tendem a encaixar. E isso não quer dizer que não haja dificuldades pelo caminho, mas quando é algo que nos motiva pontapeamos essas pedras com outra garra.

Hoje, a lição que retiro desta montanha-russa é que é fundamental encontrarmos o nosso rumo, e para isso é importante refletirmos sobre o que tem mais valor para nós e como visualizamos a nossa rotina. Se é ter um horário fixo ou turnos, se é trabalhar sempre no mesmo sítio ou ter vários locais de trabalho ao longo da semana, se é ter um grande ordenado e agenda cheia ou ter mais tempo livre e receber menos. E aqui todas as escolhas estão certas, há para todos os gostos. Acredito que não há trabalhos bons nem maus, apenas temos de encontrar o trabalho certo para nós.

 

De voar com a Rainha de Inglaterra a pastar ovelhas na Serra da Estrela

Francisco Barros dos Santos, 40 anos

Para Francisco, estar num escritório das 9 às 17h nunca foi uma hipótese, mas fez do trabalho um meio para cumprir os seus desejos e estar mais próximo do que mais gosta: animais e Natureza. A questão do sucesso ou de atingir um determinado status, não tem para si qualquer relevância. E a única ambição que se lhe conhece é a de ter terra. Hoje, o seu rebanho de ovelhas e cabras, e o sítio onde vive, em Paços da Serra, no Sopé da Serra da Estrela, são o resultado do que conquistou pelos 16 anos a viver entre Londres, Barcelona e mais tarde Odemira, sempre a trabalhar como Comissário na British Airways, em que chegou a receber a bordo a Rainha de Inglaterra.

Nos idos anos 80, o Livramento, uma localidade no Estoril, era uma aldeia rodeada de campo, com vacas e ovelhas, onde as galinhas e os coelhos andavam pelo quintal da bisavó Laura, com quem Francisco aprendeu a fazer queijo e a cuidar dos animais. Esse chamamento fê-lo optar por um curso em Gestão Agrícola e com 20 anos seguiu para o Algarve, onde trabalhou num Agrupamento de Defesa Sanitária, tratando das vacinações dos rebanhos e manadas, desparasitações e recolhas de sangue para despiste de Brucelose. A mesma doença que acabou por contrair e o levou a interromper o seu trabalho e regressar ao Estoril, por questões de saúde.

Seguiu com a profissão mais perto de casa, mas a situação precária fê-lo escolher um novo caminho. A aviação. O seu plano era voar um período de dois anos para ganhar o suficiente e conseguir um pedaço de terra e animais. Em 2004, com 23 anos entrou para a British Airways, e foi viver para Londres, deixando os dois cães, uma cabra e as galinhas no Livramento. E assim foi a sua vida durante 16 anos.

“Trabalhar nos aviões era como uma festa, tinha muito prazer no meu trabalho. Mas nunca perdi o bichinho de voltar para Portugal, comprar uma quinta e ter uma vaca.”

Nunca se rendeu ao mundo urbano, mas ainda teria de passar por Barcelona para finalmente regressar a Portugal. Foi com o seu companheiro, Laryn, também Comissário de bordo, que tomou a decisão de comprar um monte em Odemira e a raça Bordaleira levou-o até à Serra da Estrela de onde trouxe duas ovelhas e um carneiro. Por ali ficaram cinco anos, ambos a trabalhar e a conciliar os planos de voo com o trabalho no campo. Mas a seca e o aumento do rebanho levaram Francisco e Laryn a escolher a Serra da Estrela para se fixarem e dedicarem à criação da raça portuguesa.

É no lugar de Paços da Serra, no sopé da Serra da Estrela, que estão, desde o final de 2018, as cabras e as ovelhas deste pastor que mesmo assim, durante dois anos, foi-se mantendo na profissão de Comissário. Na Quinta contava com a ajuda da mãe e de Laryn, e por vezes de um amigo, que garantiam o trabalho nas suas ausências. Só em 2020, em plena Pandemia, é que decidiu abandonar de vez a aviação. Todo o movimento e a correria começaram a cansá-lo. A empresa começou a tornar-se muito exigente a nível de objetivos, mesmo quando já na fase final tinha uma carga horária reduzida de 33% – três semanas as voar e seis a descansar. “Era caótico. Foi muito stressante toda a pressão que sentia em cima, mesmo antes da Pandemia. Os ordenados eram cada vez mais reduzidos e mais horas de trabalho. Depois estive em layoff, de março a julho de 2020, altura em que tomei a decisão de sair. Acabou por ser um movimento natural que me fez seguir a minha vocação. Os meus amigos chamam-me o Noé!”

Não questiona a sua vocação, mas confessa não ter capacidade para gerir o impacto emocional de se ligar aos animais que depois são vendidos para abate e posterior consumo. Os dois ordenados e os subsídios que recebe pelo Ministério da Agricultura não chegam para conseguir fazer a produção e venda de leite e queijo, que era o seu plano. O elevado investimento levou Francisco a questionar novamente o seu caminho. O projeto agrícola, com ovinos e caprinos, não será para continuar, estando a vender parte dos seus rebanhos.

Quer continuar na Serra, sim, mas dedicado à agricultura vegetal. Não põe de parte voltar um dia à aviação, mas seria sempre na conciliação entre as duas coisas e dando prioridade ao equilíbrio que precisa para se sentir bem. Estar na rua, sentir o vento e o sol, mexer na terra, ver os animais a nascer e também a morrer, fazer o possível por estar tudo em sintonia e harmonia, fora e dentro de si. Francisco não deixa de partilhar que sente falta das pessoas, amigos e família que estão longe e de lugares onde se sente como “peixe na água”, como a Serra de Sintra. E do mar. Ainda tem 40 anos e a vida pode vir a ter outras versões. Para Francisco, o sucesso nunca foi uma meta, mas a forma como vive cada dia é a sua maior conquista.

“Contento-me com pouco, desde que seja suficiente. Vejo pessoas da minha idade com tanta ambição e chegam a altos cargos. Será que são felizes? Nunca ambicionei ter um bom carro ou uma casa grande. Gostava de ter mais terra, sim! Mas hoje tenho o que me chega e sou feliz assim. A minha felicidade é realmente a simplicidade das coisas. Poder ver a família e os animais bem. Ter as flores e a horta cuidada. O que me satisfaz é ver um prato composto por tudo o que cultivei. Isso sim faz-me sentir realizado.”

 

Por Rita Saldanha

Este artigo foi publicado na edição de verão da revista Líder. Subscreva a Líder AQUI.

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