Ir para a faculdade, casar, ter filhos, uma casa e uma carreira de sucesso são apenas algumas das expectativas que todos têm para as suas vidas. E por que tantos seguem este “caminho” tradicional, tanto da vida real, como na cultura popular ocidental, aprendemos desde muito novos a modelar e emular estes comportamentos. A família […]
Ir para a faculdade, casar, ter filhos, uma casa e uma carreira de sucesso são apenas algumas das expectativas que todos têm para as suas vidas. E por que tantos seguem este “caminho” tradicional, tanto da vida real, como na cultura popular ocidental, aprendemos desde muito novos a modelar e emular estes comportamentos.
A família e tradições culturais ditam o que é esperado por nós ao longo da vida, particularmente com as mulheres, o que pode gerar ansiedade quando esses objetivos não são alcançados. Neste sentido, a Vox dá dicas sobre como sair desse círculo vicioso, estando mais consciente do que realmente quer para si.
O que diz a ciência
“O que os investigadores averiguaram é que as pessoas moldam os seus comportamentos em conformidade com os dos que nos rodeiam, maioritariamente para ser aceites em sociedade”, diz Daryl Van Tongeren, professor associado de psicologia na Hope College. “Então, muitas vezes, fazemos o que os outros fazem porque queremos fazer parte do grupo, queremos ser aceites, e queremos que gostem de nós.”
A pressão externa da família, amigos e comunicação social acentua esses sintomas, potencialmente criando conflitos emocionais no que toca a determinar o que realmente quer para o futuro. Com tempo e reflexões, pode usar os seus valores e motivações como guias para viver uma vida autêntica.
Viver em piloto automático
Muitas pessoas não param para pensar o que realmente querem para as suas vidas. Vamos assistindo aos nossos amigos e familiares mais próximos a viver as suas vidas e a riscar as suas checklists de objetivos e sonhos, e tentamos seguir esse guião estritamente.
Quando a vida está cheia de exigências – “deves ir para a faculdade, deves casar, comprar uma boa casa, ter filhos, chegar ao topo da carreira”, etc – há muito pouco espaço para improvisação.
Como muitos destes eventos estão ligados à riqueza e poder de compra, os que não têm forma de pagar propinas ou pedir um crédito habitação podem sentir que estão a falhar.
No entanto, só quando nos desviamos do caminho e saímos do modo piloto automático – propositadamente ou não – é que consideramos se o caminho até então é o certo para nós.
Refletir
Para realmente entender o que quer para si e para a sua vida, tem de fazer uma reflexão e entender realmente o que o motiva.
Quando pais, amigos, ou outras pessoas fazem pressão para, por exemplo, seguir uma carreira de medicina, e na verdade o seu sonho é a moda, pode se sentir-se com stress, ou preocupado por desapontar os pais se se desviar do caminho, diz Jeremy Nicholson, um psicólogo social.
As coisas para as quais está intrinsecamente motivado para fazer são as que o fazem sentir mais autêntico. No entanto, se cresceu com certas expectativas e obrigações, saber o que o motiva pode ser difícil. Nicholson recomenda prestar atenção aos seus sentimentos quando confrontados com grandes eventos de vida.
Tenha em consideração os seus valores
“O que eu gosto de fazer na vida?” é uma pergunta enganosamente difícil.
Como ninguém entra neste mundo enquanto ser humano plenamente realizado, isto requer um processo de tentativa-erro. Assim, o ideal é considerar o que naturalmente o entusiasma, e alimentar esses desejos.
“Se morasse numa ilha e não houvesse ninguém por perto para agradar ou impressionar, o que gostaria de ter na sua vida? O que é que estaria a fazer? Quais são as suas paixões e competências naturais?
Pense nas coisas que mais valoriza na vida e avalie suas decisões em relação a esses valores. Por exemplo, se você está a pensar aceitar um novo emprego com um salário mais alto que talvez pareça bom no papel, mas envolveria afastar-se das pessoas mais chegadas, reflita sobre o quanto você valoriza sua autonomia, relacionamentos e finanças.


