Aconteceu este janeiro...
- Trump mandou caçar Maduro enquanto este dormia. Descreveu a ação como incrível. Não tendo nenhuma simpatia por Maduro, pergunto o que acharão os cidadãos americanos desta forma de atuação.
- Na Venezuela, a repressão apertou. Nada de inesperado.
- Depois da aventura na Venezuela, Trump volta a pensar na Gronelândia. Não há nos EUA limites institucionais para a irresponsabilidade? Os checks and balances não dão para mais que isto?
- O discurso de Mark Carney em Davos é um tratado de defesa da ideia de Ocidente. Abençoado.
- O Irão está a ferro e fogo. O povo é reprimido. Por cá isso não vale uma manifestação.
- As esperas à chegada ao aeroporto de Lisboa tornaram-se um motivo de vergonha nacional. Envergonham-nos a todos, incluindo quem nada tem a ver com o assunto.
- Lê-se no jornal que advogado de Sócrates “deu parte de doente”. O julgamento foi suspenso. Um espanto.
- O primeiro-ministro processou judicialmente um cidadão por este ter sido ofensivo. Os tribunais já não estão suficientemente entupidos? O primeiro-ministro quer mesmo fazer isto?
- O problema do futebol português não eram as maçãs podre. É a barrica que as apodrece.
- É por isso que vale a pena seguir Varandas: multas a sério para quem falar dos árbitros. Mas aposta-se que vai ficar tudo na mesma: ter bodes expiatórios dá sempre jeito.
- Em Espanha uma em cada sete pessoas já cortou relações por desavenças políticas. A polarização é isto e não faz bem à democracia…
- Copy-paste dos meses anteriores: a guerra que Trump ia acabar ainda não acabou.
- Uma frase para meditar: “hoje muitos intelectuais não são intelectuais: são militantes” (Samuel Fitoussi).
- Um livro para começar bem o ano: O Louco de Deus, de Javier Cercas. Um grande escritor, anticlerical, reflete sobre Deus no âmbito de uma viagem à Mongólia, um país onde praticamente não há católicos, a convite de, diz ele, outro anticlerical: o Papa Francisco.
Que fevereiro seja melhor que janeiro. Não será difícil.
