Há mais de dois anos que a inflação continua a ser a principal preocupação das pessoas, apesar de ter atingido o nível mais baixo desde abril de 2022. A mais recente análise mensal What worries the world elaborada pela IPSOS (julho 2024), revela a opinião da população sobre as questões as globais urgentes, junto de […]
Há mais de dois anos que a inflação continua a ser a principal preocupação das pessoas, apesar de ter atingido o nível mais baixo desde abril de 2022. A mais recente análise mensal What worries the world elaborada pela IPSOS (julho 2024), revela a opinião da população sobre as questões as globais urgentes, junto de 29 países, com um painel de cerca de 20 mil inquiridos.
Veja aqui as principais conclusões:
Inflação
Um terço dos inquiridos (33%) afirma que a inflação é uma das três maiores questões que afetam o seu país. Esse índice está 5 pontos percentuais abaixo do que estava há um ano. A proporção de americanos que listam o aumento dos preços como uma das suas principais preocupações aumentou 4 pontos percentuais, atingindo um em dois (50%). Este é o terceiro maior nível de preocupação dos americanos e 5 pontos percentuais maior do que há um ano.
Sete países apresentaram uma diminuição de dois dígitos na preocupação em relação ao ano passado. Argentina (48%) e Polónia (39%) apresentaram quedas de 20 pontos desde o mesmo período do ano passado. Da mesma forma, a preocupação na Suécia (14%) caiu 19 pontos percentuais desde julho passado.
Vários outros países europeus estão menos preocupados com o custo de vida em comparação ao ano passado. Nomeadamente Alemanha , Países Baixos, Espanha, Hungria e Grã-Bretanha.
Pobreza e desigualdade social
As menções à pobreza e desigualdade social não mudaram e permanecem como a terceira maior preocupação. Semelhante à preocupação com crime e violência, o número de mexicanos que citam pobreza e desigualdade social como uma questão importante aumentou significativamente em 16 pontos percentuais. Cerca de 41% o menciona, oito pontos a mais do que em julho passado, e o maior índice registado desde junho de 2021.
Hungria e Tailândia estão empatados em primeiro lugar, com 43% de preocupação com a desigualdade. O Peru teve uma queda no seu nível de preocupação de 9 pontos percentuais para um quarto (25%).
Saúde
Em julho de 2024, uma em quatro pessoas (23%) menciona os cuidados de saúde como uma questão, sem mudança em relação ao mês passado (junho 2024). A Grã-Bretanha alcançou um nível histórico de preocupação com cuidados de saúde em julho deste ano, com um aumento de 10 pontos percentuais, para um em dois (50%) cidadãos britânicos a expressar preocupação. Este é o maior nível registado na Grã-Bretanha nos últimos dez anos. A investigação terminou um dia antes do anúncio dos resultados das eleições gerais.
A França também registou seu maior índice em dez anos, agora em 30%. A última vez que mostrou um número tão elevado foi em junho de 2022 (também 30%). Da mesma forma, na Singapura a preocupação pelos cuidados de saúde aumentou significativamente em julho, com um aumento de 18 pontos percentuais para 44%.
Situação económica atual
Em média, cerca de 37% dos inquiridos dos 29 países, afirma que a situação económica atual no seu país é boa. Os EUA apresentam o maior aumento mensal, com uma subida de 6 pontos percentuais para 44%. Esta é a maior pontuação favorável do país em quase três anos. O índice de economia favorável na Argentina continua a aumentar, com um aumento de 13 pontos percentuais em relação a igual período no ano passado.
No entanto, na Europa o sentimento económico positivo está em queda, com Grã-Bretanha, França e Bélgica a apresentar as maiores quedas desde junho de 2024. Exceção para os Países Baixos, cujo índice económico positivo subiu quatro pontos em relação ao mês passado e 24 pontos em relação há um ano.


