A mudança de cargos e empregos em si é benéfica para os colaboradores para que estes acumulem competências e experiência. Em média, revela um novo estudo, os trabalhadores mudam de cargo ou função a cada 2 a 4 anos, dependendo do país em análise. E o fator que mais determina os rendimentos de vida e […]
A mudança de cargos e empregos em si é benéfica para os colaboradores para que estes acumulem competências e experiência. Em média, revela um novo estudo, os trabalhadores mudam de cargo ou função a cada 2 a 4 anos, dependendo do país em análise. E o fator que mais determina os rendimentos de vida e as aprendizagens de novas skills é a experiência de trabalho, e não tanto a educação.
O recente relatório do McKinsey Global Institute “Human Capital at Work” analisou os benefícios das mudanças e da valorização da experiência de trabalho no capital humano, aquele que é o recurso mais importante em todas as economias e organizações. Cada pessoa é única e põe em prática as suas capacidades de forma diferente, especialmente tendo em consideração que cada uma tem uma geografia, família e educação diferentes.
O estudo calculou com base no primeiro emprego qual seria o seu rendimento total de vida. O que se verificou foi que um terço dos trabalhadores dos EUA, Alemanha e Reino Unido, ao progredir na carreira planeava subir um quinto ou mais nos ganhos totais de vida, concluindo assim que compensa mudar de emprego, especialmente quanto maior for a mudança.
A experiência no trabalho é ainda mais relevante para pessoas que não tenham investido tanto na educação, não tendo certificações formais. Em geral, essas pessoas começam a trabalhar em condições mais precárias, ou com salários mais baixos que a média geral. Assim, a experiência que vão adquirindo será essencial para que quando fizerem a mudança, tenham um aumento significativo no rendimento.
As skills adquiridas no trabalho irão necessariamente ser aperfeiçoadas, e a previsão é a de que o colaborador desenvolverá novas competências, fortalecendo assim o seu currículo. Assim, o efeito cumulativo não deve ser visto como algo negativo, mas sim benéfico, quer para o colaborador, quer para a organização.
As empresas que têm uma boa saúde organizacional em geral são mais prováveis de conseguir manter os colaboradores por mais tempo, partindo do princípio que apostam na formação e na progressão de carreira, e nas oportunidades de cargos laterais, que permitem que os colaboradores explorem novas áreas, desenvolvendo novas skills.
Cerca de 80% das pessoas que mudam de cargo, mudam de empresa ao fazê-lo. Assim, a McKinsey deixa algumas dicas para as organizações se tornarem mais apelativas para colaboradores:
– Ver o potencial nas pessoas: estar aberto a contratar pessoas que tenham currículos foram de comum, focando-se nas suas competências intrínsecas e skills adaptáveis.
– Aceitar a mobilidade: celebrar as pessoas que saem com histórias de sucesso; criar mais opções para os colaboradores serem promovidos, poderem progredir na carreira.
– Reforçar Coaching: integrar a aprendizagem e formação no dia-a-dia da organização.

