Este ano assinala-se o V Centenário do nascimento de Camões. Não se tem dado muito por isso. Antes pelo contrário. Percebe-se que Camões se tornou um personagem incómodo para alguns setores, talvez por poder ser associado ao regime da outra senhora e, sacrilégio, aos Descobrimentos. A comemoração estava por isso reduzida a pouco – mas […]
Este ano assinala-se o V Centenário do nascimento de Camões. Não se tem dado muito por isso. Antes pelo contrário. Percebe-se que Camões se tornou um personagem incómodo para alguns setores, talvez por poder ser associado ao regime da outra senhora e, sacrilégio, aos Descobrimentos.
A comemoração estava por isso reduzida a pouco – mas bom. Que eu tenha notado, destaco dois agentes:
1) A editora Guerra e Paz, que lançou várias obras. “O Pensamento de Camões”, de Jorge de Sena. A edição de “Os Lusíadas e a Visão Herética” de Camões e Sena, descrita justamente pelo editor como especial – capa dura, limitada . “Babel e Sião”, o terceiro volume Camões/Sena. Sairão ainda as “Cartas e Poemas” de Camões e “O Reino da Estupidez”, em que Jorge de Sena “entrevista sensacionalmente Camões” –cito o editor.
2) Francisco José Viegas, que nas suas crónicas do Correio da Manhã nos tem dado a ler Camões – com gosto.
O Governo da nação tinha feito greve. Até que saiu o nome do novo aeroporto. Tarde, mas saiu alguma coisa relevante. Salvo melhor opinião Camões não é um joguete político: é um dos vultos da literatura universal. Há-de chegar para dar nome a um aeroporto.
