80% dos portugueses preferem regimes híbridos ou totalmente remotos sendo, entre os participantes europeus, os que mais valorizam modelos de trabalho flexíveis.
Os resultados constam de um estudo desenvolvido pela MARCO, que revela as principais conclusões da terceira vaga do seu Relatório Global de Consumo, com foco no crescimento e adoção do trabalho híbrido.
O estudo, que contou com a participação de 4,500 participantes de sete países (Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, México e Brasil), analisa a evolução do trabalho híbrido enquanto tendência global, as preferências dos trabalhadores e o impacto destes modelos na cultura organizacional.
Flexibilidade no topo das escolhas dos trabalhadores portugueses
A preferência pelo trabalho híbrido continua a crescer. Portugal lidera na preferência pelo trabalho híbrido e remoto, com 79% dos inquiridos a colocar estes modelos no topo das suas escolhas, um crescimento de 9% em relação a 2024, e um resultado acima da média global de 70%.
Estes resultados evidenciam a crescente importância da flexibilidade no mercado de trabalho nacional e reforçam a necessidade das organizações se adaptarem às expectativas dos colaboradores, integrando modelos capazes de responder às motivações pessoais e profissionais.
Ainda assim, enquanto o trabalho exclusivamente presencial perde popularidade entre os portugueses, países como França e Alemanha valorizam mais a presença no escritório, evidenciando diferenças nas dinâmicas do trabalho entre os países europeus.

«O futuro do trabalho pertence às organizações que colocam as pessoas no centro. O talento é cada vez mais atraído por ambientes onde a flexibilidade, o propósito e oportunidades de crescimento caminham lado a lado. Ao investir no desenvolvimento dos seus colaboradores e ao promover relações baseadas na confiança, as empresas não só atraem os melhores profissionais, como também potenciam todo o seu valor», conclui Carlos García, Diretor de Comunicação Interna da MARCO.
Perceção do impacto do trabalho híbrido nas relações entre colaboradores
A crescente procura e implementação do trabalho híbrido levanta questões relativamente às relações interpessoais e à identificação com a cultura organizacional. Sobre este tema, o relatório demonstra ainda que 67% dos inquiridos a nível mundial acredita que este modelo não prejudica a relação com colegas nem o alinhamento com a cultura da empresa.
Em Portugal, esta perceção é ainda mais evidente: 74% dos inquiridos afirmam que o regime híbrido não compromete as relações com colegas ou o envolvimento com a empresa, demonstrando que a proximidade profissional não depende apenas da presença física no escritório, mas sim de fatores como a liderança, o propósito e a possibilidade de crescimento.



