A Fundação LIGA e a CGI juntaram-se num projeto que cruza fotografia, inclusão e tecnologia, dando origem à exposição ‘O Futuro’, integrada na iniciativa ‘Um Olhar (In)Diferente’, que será inaugurada no próximo dia 12 de janeiro, às 17h30, no Cinema São Jorge, em Lisboa. A mostra estará aberta ao público até 18 de janeiro. O […]
A Fundação LIGA e a CGI juntaram-se num projeto que cruza fotografia, inclusão e tecnologia, dando origem à exposição ‘O Futuro’, integrada na iniciativa ‘Um Olhar (In)Diferente’, que será inaugurada no próximo dia 12 de janeiro, às 17h30, no Cinema São Jorge, em Lisboa. A mostra estará aberta ao público até 18 de janeiro.
O projeto envolveu pessoas com diversidade funcional, que tiveram acesso a equipamento fotográfico adaptado, permitindo-lhes explorar a fotografia como meio de expressão artística e reflexão pessoal. O resultado é uma coleção de imagens que aborda diferentes perspetivas sobre o tema do futuro, convidando o público a refletir sobre diversidade, inclusão e participação cívica.
A CGI, empresa independente de consultoria em tecnologias de informação e negócio a nível mundial, contribuiu para a iniciativa através do fornecimento de equipamentos adaptados, garantindo condições de acesso à criação artística. O apoio permitiu ultrapassar barreiras técnicas e promover a fotografia como ferramenta de inclusão cultural.
Em Portugal, cerca de um milhão de pessoas vive com diversidade funcional
Em Portugal, cerca de 10% da população — aproximadamente um milhão de pessoas — vive com algum tipo de limitação funcional de caráter duradouro, segundo dados nacionais e europeus. Estas limitações podem ser físicas, sensoriais, intelectuais ou psicossociais e tendem a ter impacto no acesso ao emprego, à cultura, à mobilidade e à participação social, sobretudo quando os contextos não estão adaptados. É neste quadro que iniciativas culturais inclusivas ganham relevância, ao criar condições concretas de participação ativa.
O conceito de diversidade funcional surgiu precisamente para substituir termos como «deficiência» ou «incapacidade», deslocando o foco da limitação individual para a diversidade natural das capacidades humanas. Em vez de definir pessoas pelo que não conseguem fazer, o termo sublinha que as dificuldades resultam, muitas vezes, de barreiras físicas, sociais ou tecnológicas impostas pela sociedade.
Para Conceição Zagalo, presidente do Conselho de Administração da Fundação LIGA, o projeto demonstra o impacto do acesso a recursos adequados. «Este projeto mostra como a expressão artística pode transformar-se em participação ativa quando existem condições e parceiros que acreditam no potencial de cada pessoa», sublinha.
Também a CGI destaca a dimensão social da iniciativa. Em comunicado, Carlos Lourenço, Senior Vice-President da CGI em Portugal, afirma que a parceria reflete o compromisso da empresa em colocar a tecnologia ao serviço das pessoas, promovendo inclusão, diversidade e inovação social através do acesso à cultura.
Mais do que uma exposição, ‘O Futuro’ propõe um diálogo alargado ao longo de 2025, partindo de experiências e reflexões pessoais traduzidas em imagens captadas nos contextos reais das comunidades dos participantes. A iniciativa procura reforçar a ideia de que, apesar das diferenças individuais, os caminhos imaginados para o futuro tendem a cruzar-se.
A exposição afirma-se assim como um exemplo de convergência entre arte, tecnologia e responsabilidade social, evidenciando o papel das parcerias institucionais na criação de valor partilhado e no fortalecimento de comunidades mais inclusivas. Num trabalho publicado no último mês, a Líder recolheu relatos de quem lida diariamente com diversidade funcional, reforçando que a participação e o acesso não podem continuar a ser privilégio de poucos. Pode ler aqui.



