Até ao dia das eleições legislativas, 30 de janeiro, a Líder vai publicar diariamente as opiniões e contributos de várias personalidades a quem foi lançado o desafio de responderem à pergunta: O que precisamos mudar? Homens, mulheres, jovens, seniores, caucasianos, negros, crentes e não crentes, qualquer que seja a orientação sexual terão a sua opinião […]
Até ao dia das eleições legislativas, 30 de janeiro, a Líder vai publicar diariamente as opiniões e contributos de várias personalidades a quem foi lançado o desafio de responderem à pergunta: O que precisamos mudar?
Homens, mulheres, jovens, seniores, caucasianos, negros, crentes e não crentes, qualquer que seja a orientação sexual terão a sua opinião na Líder e serão capa.
Na Líder a capa é de todos.

Cristina Guerra é galerista e proprietária da “Cristina Guerra Contemporary Art”, em Lisboa. A galeria tem uma programação de diversas exposições anuais e foca o trabalho de cerca de 25 artistas contemporâneos, nacionais e internacionais.
O que eu quero verdadeiramente para Portugal, é um país mais fácil para quem cá vive, ou seja, mais organizado, com visão, estratégia e eficácia. Menos burocracia, mais economia e impostos justos para quem trabalha e produz.
A nível da cultura, é absolutamente necessária uma estratégia bem definida a 10 ou mais anos, inteligível e racional. Há necessidade absoluta de um Museu de Arte Contemporânea, para que haja legitimação e referências, e assim se possam criar novos públicos interessados e interessantes. Um país sem passado existe apenas no presente, de uma forma vacilante e sem qualquer futuro.
Porque é que a lei do mecenato não é funcional? E o IVA das obras de arte não é igual ao dos livros? E porque não se cria uma economia competitiva para as artes em vez dos subsídios de migalhas sem consequências?
O Ministério da Cultura desde há muito que não é funcional, não tem força política, é um faz de conta, uma cortina de fumo. Resolvem-se apenas os problemas do dia-a-dia sem qualquer estratégia, é completamente desorganizado, destruturado, desorientado.
O que eu queria mesmo era melhores políticos e que os portugueses tivessem uma exigência de políticas de excelência.


