Os tapetes de algas cobrem o fundo do mar e abrigam milhares de criaturas marinhas. Porém, estas plantas são mais do que um refúgio para a vida selvagem – os investigadores defendem que elas podem desempenhar um importante papel no combate à crise climática. Estas importantes pradarias de ervas marinhas têm diminuído severamente e projetos […]
Os tapetes de algas cobrem o fundo do mar e abrigam milhares de criaturas marinhas. Porém, estas plantas são mais do que um refúgio para a vida selvagem – os investigadores defendem que elas podem desempenhar um importante papel no combate à crise climática.
Estas importantes pradarias de ervas marinhas têm diminuído severamente e projetos como o Seagrass Ocean Rescue estão a trabalhar para reverter o declínio. Esta iniciativa, em conjunto com o Project Seagrass, a Universidade de Swansea e a WWF, está a semear as águas costeiras em redor ao Reino Unido, para criar novas pradarias de ervas marinhas, de acordo com o World Economic Forum.
O objetivo deste projeto é plantar 1 milhão de sementes de algas e impulsionar projetos semelhantes em outras áreas do Reino Unido, que perdeu 90% das pradarias marinhas na sua costa e estuários nos últimos anos.
O processo de recuperação consiste em plantar as sementes no fundo marinho dentro sacos de juta, presos com cordas. A juta irá degradar-se e as sementes vão germinar e regenerar as florestas subaquáticas.
Como podem as algas combater as alterações climáticas?
As algas marinhas cobrem apenas 0,2% do leito marinho, mas representam 10% da capacidade do oceano de armazenar carbono, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Estas plantas podem capturar o carbono da atmosfera 35 vezes mais rápido do que as florestas tropicais.
Estes ecossistemas subaquáticos estão a desaparecer rapidamente, com mais de um terço a ter desaparecido nos últimos 40 anos, de acordo com dados do Project Seagrass. A pesca destrutiva, poluição e a crise climática estão a contribuir para este decréscimo das pradarias marinhas.
Para além de armazenarem até 400 quilos de carbono por hectare de pradaria marinha por ano, as algas também são a casa de muitos jovens peixes, tornando-se especialmente importantes nos países mais pobres que dependem da pesca para subsistir.
Esta é mais uma razão para proteger estes ecossistemas, uma vez que o peixe e marisco são a fonte de proteína primária de 3 mil milhões de pessoas no mundo.



