O preço do cabaz alimentar essencial voltou a subir e atingiu um novo máximo histórico. Segundo a mais recente análise da DECO PROteste, o conjunto de 63 produtos essenciais custa agora 257,95 euros, o valor mais elevado desde o início desta monitorização, em 2022.
Só na última semana, entre 1 e 8 de abril, o cabaz registou um aumento de 2,95 euros, confirmando a tendência de subida contínua dos preços dos alimentos em Portugal. A escalada dos preços não é recente. Desde o início de 2026, o cabaz alimentar já aumentou 16,12 euros, o equivalente a 6,67%.
A comparação anual reforça esta tendência: há um ano, os consumidores pagavam menos 19,79 euros pelos mesmos produtos. Já face a 2022, a diferença é ainda mais expressiva, sendo o cabaz agora 70,25 euros mais caro, o que representa um aumento de 37,42%.
Massas e atum lideram subidas semanais
Entre os produtos que mais encareceram na última semana, destacam-se:
- Massa esparguete: +24% (1,18 euros);
- Massa espiral: +18% (1,37 euros);
- Atum posta em óleo vegetal: +16% (1,65 euros).
Estes aumentos refletem uma pressão transversal em categorias básicas da alimentação, com impacto direto no orçamento das famílias.
Peixe e legumes entre os que mais subiram num ano
Numa análise homóloga, os maiores aumentos de preço registaram-se em produtos frescos:
- Carapau: +55% (6,40 euros);
- Couve-coração: +49% (2,12 euros);
- Brócolos: +42% (3,71 euros).
A subida nestes produtos evidencia o impacto da inflação alimentar também em bens considerados essenciais para uma alimentação equilibrada.
Carne, ovos e hortícolas lideram aumentos desde 2022
Desde o início da análise da DECO PROteste, em janeiro de 2022, os aumentos mais expressivos verificaram-se em:
- Carne de novilho para cozer: +124% (13,03 euros/kg);
- Couve-coração: +113%;
- Ovos: +84%.
Estes dados confirmam uma tendência prolongada de encarecimento do cabaz alimentar, com impacto estrutural no custo de vida.
Pressão sobre o consumo mantém-se em 2026
O cabaz analisado inclui produtos de várias categorias – carne, peixe, laticínios, mercearia, frutas e legumes – representando o consumo alimentar base das famílias portuguesas.
Num contexto de inflação persistente nos alimentos, a evolução dos preços continua a colocar pressão sobre o poder de compra, obrigando os consumidores a ajustar hábitos e procurar alternativas mais económicas.



