Os aumentos salariais em Portugal deverão manter-se estáveis em 2026, com as empresas a preverem uma média de 3,4%, em linha com os valores registados este ano. A conclusão é do Salary Budget Planning Report da consultora WTW, que auscultou 360 organizações no país. Orçamentos salariais mantêm-se estáveis Mais de metade das empresas (56%) não […]
Os aumentos salariais em Portugal deverão manter-se estáveis em 2026, com as empresas a preverem uma média de 3,4%, em linha com os valores registados este ano. A conclusão é do Salary Budget Planning Report da consultora WTW, que auscultou 360 organizações no país.
Orçamentos salariais mantêm-se estáveis
Mais de metade das empresas (56%) não registou alterações nos orçamentos face às projeções anteriores. Entre as que ajustaram as previsões, os principais fatores foram: recessão prevista ou resultados financeiros mais fracos (35%); aumento dos custos operacionais (32%); pressão da inflação (23%); escassez de recursos (19%).
Apesar da estabilidade global, a distribuição dos aumentos tornou-se mais seletiva. «As empresas estão a ser mais criteriosas na forma como alocam os aumentos salariais e na definição dos objetivos estratégicos» sublinha Sandra Bento, Associate Director de Work & Rewards da WTW.
Retenção de talento melhora ligeiramente
A rotação voluntária situa-se nos 5,3% e a involuntária nos 4,9%. Ainda assim, verifica-se uma ligeira melhoria na retenção: a percentagem de empregadores que afirmam não enfrentar dificuldades passou de 18% em 2024 para 25% em 2025. Além disso, há algumas estratégias além do salário. Entre as medidas mais comuns para apoiar os trabalhadores destacam-se: reforço da experiência do colaborador (49%); aposta na diversidade e inclusão (46%); alterações nos benefícios de saúde e bem-estar (45%); maior flexibilidade laboral.
Assim, algumas empresas recorrem a ajustes na remuneração: revisões salariais globais (26%), aumentos dirigidos a grupos específicos (24%), contratação com salários mais elevados (21%) e subida dos salários de entrada (20%).
Contudo, apesar da legislação em vigor, apenas 6,5% das empresas colocam a equidade salarial como prioridade nos seus programas de compensação.
O inquérito da WTW foi realizado entre abril e junho de 2025, com cerca de 29 mil respostas em 155 países.


