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Leonor Wicke

Armindo Monteiro (CIP): «Os salários não podem ser aumentados por decreto»

13 Junho, 2023 by Leonor Wicke

O novo Presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro diz emprestar a sua vocação associativa à CIP e ainda fazer bom uso de tudo o que a palavra liderança impõe, com a consciência da luta que tem pela frente na continuidade de uma empreitada de transformação no mundo empresarial. Este é o momento para implementar um novo Pacto Social e também chamar à Confederação um novo acrónimo – CEP. 

Desde 30 de março, o dia em que assumiu a liderança da Confederação, que não quer ser conhecido como o patrão dos patrões e não deixa de parte o seu papel de empresário, Armindo está focado em redefinir alguns conceitos – o de valor acrescentado nas empresas e o de sofisticação do negócio – e alterar a carga fiscal em Portugal. 

À margem da Leading People – HR Conference, Armindo aceitou falar com a Líder, e explicar-nos o seu desígnio e outras ideias à volta da liderança. 

 

A liderança deve ser feita de que matéria? 

A liderança nas empresas é como uma orquestra, se tiver apenas instrumentos de uma natureza, só de cordas ou percussão, fica sempre uma melodia imperfeita e incompleta. A liderança é sobretudo trazer para as empresas o que existe na sociedade e nas famílias. Começámos a fazer essa transformação nas famílias e na sociedade. Por que não a fazemos nas empresas? Muitas vezes, por causa dos tais preconceitos que se atribuem a determinadas questões, como por exemplo o achar-se que o feminino é frágil, o feminino não planeia, o feminino não executa, não entrega. Isto são só disparates!  

Hoje, as lideranças e as competências não são só femininas ou masculinas, têm características femininas e masculinas. Numa empresa as pessoas são absolutamente o essencial. E num País como Portugal, onde não temos petróleo, nem esse tipo de recursos, se não formos performante ao nível das empresas, e isto significa encontrarmos projetos que se tornem globais e virados para fora, a nossa economia vai continuar a ser pobre. 

Nós, de facto, em termos de riqueza somos o 4.º país mais pobre da Europa, isso não nos deve orgulhar e sobretudo deve dar-nos uma intranquilidade e ter um pouco mais de exigência com todos. Mas tudo começa pelas pessoas. 

Se excluirmos as pessoas e dissermos que agora só vamos jogar com estes, estamos a limitar ainda mais a possibilidade de termos empresas performante. 

As empresas devem ser reinventadas, disse há pouco no palco da Leading People – HR Conference. Na prática, o que é que isso significa? 

O nosso sistema ainda é muito na base de patrões. Em Portugal, patrão tem uma conotação negativa. Patrão é o que tem sempre razão; o que pode, quer e manda; o que é omnipresente; e isto tudo são assuntos que deveriam ser do passado.  

 

Depreendo que não queira ser conhecido como “o patrão dos patrões”. 

Esse é um desígnio que este cargo carrega. Gostava de ser conhecido como a liderar líderes.  

Hoje precisamos de lideranças e brilho nos olhos, de projetos que nos façam sentir parte das empresas e viver nas empresas. Não é apenas trabalhar nas empresas, mas viver nas empresas e isso consegue-se com outro tipo de mentalidade.  

Os empresários têm de desenvolver muitas soft skills, que não têm apenas a ver com a propensão ao risco, mas com a parte da liderança, com a parte motivacional. “Vamos lá, vamos embora, vamos fazer das tripas coração! Vamos chorar, vamos rir”. Vamos fazer tudo nas empresas, porque isso é viver nas empresas.  

E isto é a reinvenção que as empresas precisam, naturalmente com um fito e um propósito que é tornar as empresas eficientes e rentáveis. Sem o sentido de cumprimento de pena. É este o sentido, transformar tudo com respeito pelo outro e cumprimento de objetivos e missão da empresa. Não querendo formatar as pessoas, deixando-as respirar e ser livres.  

Se se impuser muitos códigos, cânones e ortodoxias, estamos a coartar aquilo que o ser humano tem de mais especial: espontaneidade, criatividade, capacidade para resolver os problemas. Se nós nos formatarmos todos, vamos ficar muito robots, autómatos, e para isso já temos a IA. 

 

O que podemos esperar do seu mandato 2023-2027? 

Desde logo, um sentido de compromisso muito forte. Já tinha uma agenda bastante ocupada empresarial continuo a ser empresário, estou apenas emprestado a esta função associativa e aquilo que gostaria era de ajudar a transformar.  

Sinto que, neste momento, precisamos de dar continuidade à transformação no mundo empresarial, de modo mais intenso. Estamos num momento de viragem.  

A digitalização da economia não é uma abstração intelectual, não é uma quimera, um discurso, é apenas aproveitarmos a oportunidade em Portugal, uma vez que já falhámos e não tivemos uma verdadeira Revolução Industrial.  

Hoje com a economia digital, ainda que sejamos um País periférico, um País pequeno, um País com uma economia frágil, o facto de termos todas estas ferramentas podemos ser globais. Hoje conseguimos vender para locais onde não estamos, recrutar talentos onde não estamos, ter inclusões na cadeia de produção onde não devemos estar, tudo isto é o digital que permite. A empresa pode ser pensada à escala global.  

As cadeias de valor são muito longas e não nos preocupamos muito com isso, o just in time, o stock no outro lado do Planeta… Vimos com a pandemia que ficámos isolados. Isto está a obrigar as empresas a repensarem as suas bases de produção. Os EUA fizeram isso com o IRA, que no fundo é dizer que as empresas americanas que estão a investir lá fora regressem aos EUA que damos melhores condições. Isto está a fazer regressar muito investimento aos EUA.  

Também a Comissão Europeia, com o conceito de autonomia estratégica, começou a fazer isso. Ou seja, as empresas europeias instalam-se de novo na Europa para produzir cá.  

Nós, em Portugal, também precisamos. E isto não tem a ver com protecionismo, mas com conceitos mais parecidos com nearshoring. Acredito na economia global, mas estamos muito dependentes destas cadeias muito longas e complexas, hoje qualquer produto é construído em 50 países diferentes. E se pudermos ter em Portugal alguma desta autonomia ficamos menos frágeis, com fenómenos como a pandemia. Note que nessa altura não tínhamos máscaras, nem gel, nem ventiladores, não tínhamos rigorosamente nada. Depois lá conseguimos produzir máscaras e gel, mas se não conseguíssemos comprar ventiladores noutros locais não tinha corrido bem. 

Não estou a defender um protecionismo, mas temos de ter alguma capacidade próxima de produção para conseguirmos ter autonomia estratégica. 

 

Quais é que vão ser as suas grandes bandeiras na CIP? 

 A subida na cadeia de valor é absolutamente estratégica para que não seja uma comoção nacional sempre que se fala em aumentar salários. Os salários não podem ser aumentados por decreto têm de acompanhar o valor acrescentado. Para aumentar os salários temos de aumentar o valor acrescentado e o próprio negócio das empresas.  

E as empresas não podem ter competitividade apenas com base nos custos de produção baixo, isto vai naturalmente desaparecer. Estamos na Europa e num mercado que quer ser de primeira divisão. Se estamos na primeira divisão como queremos competir com baixos salários e com fatores de produção baixo?  

E, por último, a carga fiscal, seja para a família ou para as empresas, é a pior da Europa. E isso é algo que verdadeiramente tem de mudar. É um contrassenso sermos o país mais pobre e ao mesmo tempo termos a maior carga fiscal.  

Não faz sentido que um salário de 2 mil euros tenha uma taxa de IRS de 40%. Ou que as empresas tenham um imposto maior que toda a OCDE. Diria que estes três pontos são absolutamente fundamentais e espero durante este mandato poder contribuir para eles.  

Acredita que a importância de Confederações como a sua sai reforçada nos tempos atuais? 

Acredito que a eficiência coletiva é essencial. O mundo das empresas é demasiado complexo para se estar sozinho. Sou particularmente sensível à ideia de criação de valor em conjunto, à ideia de fileira de valor. Outros países, fazem-no muito bem, quando exportam não vão sozinhos. E isso ajuda a penetrar no mercado e a conquistar mercado de forma muito mais eficiente do que se cada um for isoladamente.  

Se conseguirmos, e a Confederação tem essa missão, servir de umbrella para juntar esses valores e forças individuais, acreditamos que fica mais fácil vencer a internacionalização. Qualquer país é maior do que o nosso, portanto a internacionalização traz uma escala grande.   

A Confederação pode ajudar nisso. Pode ajudar na sensibilização do Governo para as exigências da vida empresarial, para a necessidade de trabalho em equipa no sentido de um País próspero precisar de empresas prósperas e isso só pode ser feito em conjunto. É verdade que somos muito individualistas em Portugal, mas também isso está a mudar, estas novas gerações de empresários também começam agora a perceber que “indo sozinho pode-se ir mais rápido, mas se formos em conjunto vamos mais longe”.  

E o nosso tecido empresarial seguramente que ganha se houver mais participação e mais partilha, do que se houver long rangers ou comboys solitários. Todos ganhamos mais se formos em conjunto e espero que a Confederação consiga reforçar esse sentimento. 

Vamos poder esperar uma nova CIP?  

Creio que ela já está a acontecer. Nós vamos até ao final do mandato fazer algumas transformações e eu creio que rapidamente vamos anunciá-las. 

Se reparar chama-se CIP, mas depois diz Confederação Empresarial de Portugal… 

Neste momento, estamos empenhados no Pacto Social, que propusemos à sociedade civil, neste caso aos sindicatos. Achamos que as empresas e o País ganham mais se não estiverem sob a tutela do Estado, simplesmente para evitar este paternalismo que vem sempre do Estado, tem de estar em tudo, isto não é verdade. O Estado tem de ter uma função regulatório, que respeitamos e por essa razão desafiámos as Federações sindicais, como representantes dos trabalhadores, a discutir connosco um Pacto Social. Este Pacto Social tem a velha forma de Jean-Jacques Rosseau, que acreditava que a presença do Estado era prova da incompetência ou incapacidade de terceiros não se entenderem e aceito essa ideia. Se realmente os parceiros sociais se entendem não é necessário que o Estado esteja a regular relações. Se nós, sindicatos e representantes dos empregadores vivemos nas empresas porque não conversarmos, conhecermo-nos melhor e resolvermos os problemas de uns e de outros, porque naturalmente todos têm problemas que carecem de ser ouvidos e é nesse desafio que temos estado a trabalhar no Pacto Social.  

Neste momento, está na fase de ser avaliado pelos sindicatos, que dirão se concordam com as medidas que propomos. São medidas relacionadas com um conjunto de questões – produtividade, política salarial, regulações do trabalho, tributações – que nos parecem importantes para dar o salto qualitativo que a nossa Economia precisa. 

Arquivado em:Entrevistas, Notícias

«Não há ciência sem o aspeto emocional, temos de vibrar com o que fazemos», diz Ana Maria Sebastião (Instituto de Farmacologia e Neurociências)

13 Junho, 2023 by Leonor Wicke

Pode ser difícil conciliar o lado racional e emocional em áreas como a ciência e a economia, mundos pautados pela objetividade, mas «o ideal é conseguir equilibrar estes dois aspetos indissociáveis».  

Quem o diz é Ana Maria Sebastião, Professora Catedrática e Diretora do Instituto de Farmacologia e Neurociências da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, que participou no debate “As emoções na economia e na ciência”, com Cláudia Custódio, Professora Associada de Finanças na Imperial College Business School. 

Esta conversa foi conduzida por Luís Maia, jornalista da SIC, no âmbito do evento Leading People, International HR Conference que teve lugar no Centro Cultural de Cascais no dia 31 de maio.  

Uma provocação dirigida à Professora Cláudia inaugurou a conversa: «Poderá o homo economicus (outra designação para um agente económico) tomar uma decisão de forma pragmática e racional ou deixa-se afetar pelas emoções?». A docente da Imperial College of Business assume «que um perfeito homo economicus, não iria responder a provocações» e tomaria a decisão da forma mais racional possível. 

«Novos campos da economia, como a economia comportamental, têm-se desviado da ideia de que o agente económico é puramente racional e têm incorporado o papel das emoções ou desvios daquilo que é o comportamento racional na tomada de decisão» 

Para exemplificar esta questão, a Professora de Finanças apresentou um excerto da série Seinfeld. No vídeo apresentado, «as personagens comportam-se exatamente como este homo economicus». 

Este foi o excerto projetado até ao minuto 1:45 durante a entrevista:

«Aquilo que queria enfatizar é que eles comportam-se como robôs numa linha de montagem. O chefe que produz esta sopa fantástica não tem qualquer emoção, ele quer que o processo continue» explicou a docente. 

As emoções são úteis ou só atrapalham? 

Também Ana Maria Sebastião constatou que «não há ciência sem o aspeto emocional, temos de vibrar com o que fazemos». 

«Por experiência própria, se alguém teve um conflito ou passou mal a noite, mais vale não trabalhar no laboratório porque só se vão fazer disparates. A atividade experimental é muito sensível ao nosso estado de espírito», referiu a neurocientista. 

Relativamente aos mercados bolsistas, Cláudia afirmou que também estes contextos acabam por ter comportamentos emocionais, uma vez que é possível «identificar os efeitos destas emoções nos comportamentos dos mercados». «Os índices de inflação ou qualquer índice bolsista resultam do agregado daquilo que é o comportamento de agentes individuais», acrescentou a especialista em Finanças Corporativas. 

«Há estudos que mostram que as cotações das ações refletem resultados de jogos de futebol ou a música que é ouvida em determinada altura. Isto não é consistente com agentes puramente racionais, mas também agentes que tomam decisões de forma mais emocional» 

O papel da Inteligência Artificial na tomada de decisões 

Ana Sebastião constatou que, eventualmente, será possível incorporar componentes emocionais na Inteligência Artificial (IA), que tanto se tem infiltrado nas nossas vidas. «Talvez assim o homem possa ficar mais liberto, os computadores surgiram e todos pensámos que poderíamos ter mais tempo livre e foi exatamente o contrário», acrescentou, entre risos. 

«As emoções na IA parecem-me uma boa ideia, a menos que seja para manipular as emoções. Nós queremos compreender as emoções, não manipulá-las» 

Cláudia não descarta a importância do ser humano no processo de tomar decisões, «pelo facto de as emoções serem mais desafiantes enquanto objetos do que números e processos logísticos». Enquanto não existir algo como uma «IA emocional», «a um líder é cada vez mais pedido que saiba lidar com emoções e com pessoas», concluiu a docente de Finanças. 

 

Veja o vídeo completo:

Tenha acesso a todas as intervenções e conteúdos na Líder TV, disponível on demand, de acesso universal e gratuito, posição 165 do MEO e 560 da NOS. 

Tenha acesso à Galeria de imagens aqui. 

Arquivado em:Leading People, Notícias

Qual o papel das empresas no combate à pobreza?

13 Junho, 2023 by Leonor Wicke

A pobreza é muito mais do que números e é imperativo dar-lhe um rosto humano. E as empresas podem ter um papel preponderante, desde os critérios de recrutamento, à política de salários (salário emocional), à preparação para a reforma ou até para o despedimento. 

Estas são parte das principais conclusões do encontro “O Papel das Empresas no combate à Pobreza”, realizado em Lisboa no final do mês de maio, com o objetivo de sensibilizar as organizações para o tema da pobreza, tendo em conta o papel-chave que podem desempenhar na qualidade de vida dos colaboradores mais desfavorecidos. 

A iniciativa da associação empresarial GRACE – Empresas Responsáveis, contou com a participação da ACEGE (Associação Cristã de Empresários e Gestores) e da EAPN – Rede Europeia Anti-Pobreza. Durante o evento foi apresentado o Semáforo Anti-Pobreza, uma ferramenta, em fase-piloto, que avalia o nível de pobreza financeira dos trabalhadores dentro das empresas e pode ser útil para a identificação e apoio dos colaboradores mais desfavorecidos. 

Atualmente as famílias portuguesas enfrentam um contexto caracterizado pelo aumento da inflação, dos preços, e das taxas de juros do crédito à habitação. Globalmente, um quarto da população mundial encontra-se em situação de pobreza ou exclusão social.  

  

Juntos como empresas temos a responsabilidade de devolver à sociedade aquilo que ela nos dá 

João Batista Leite, CEO da UNICRE  

 

Arquivado em:Notícias

A felicidade no trabalho é uma responsabilidade de todos e de cada um

13 Junho, 2023 by Leonor Wicke

Se considerarmos que, em média, uma pessoa passa 90 mil horas no trabalho ao longo da vida, diria que é importante descobrir a forma de nos sentirmos bem, felizes e realizados com este tempo que é gasto a “ganhar a vida”.  

O desafio da felicidade no trabalho é que esta emoção, como todas, é um estado passageiro, não permanente. Temos tendência para valorizar que um ou dois grandes eventos terão um efeito profundo e duradouro em matéria de felicidade. No entanto, está demonstrado que a felicidade é a soma de um conjunto de pequenos eventos. Podemos assim inferir que a frequência das experiências positivas é mais importante do que a intensidade dessas mesmas experiências na predição da felicidade.  

Trabalhar numa organização com uma cultura de experiências positivas exige uma estratégia holística, com várias camadas, responsabilidades partilhadas e onde todos têm um papel a desempenhar.  

Começando pelo macro, a organização deve ter uma forte cultura assente num propósito claro e objetivo que favoreça a identificação do significado do trabalho das suas pessoas. As pessoas que se concentram no significado na sua vida profissional são mais predispostas a reconhecer o bem-estar. O trabalho com significado impacta os níveis de produtividade que tendem a aumentar, assim como o comprometimento e o desempenho.  

As lideranças terão de fazer o walk the talk, migrando de um posicionamento de comando e controlo para uma liderança baseada na confiança, autonomia, flexibilização e responsabilização das suas equipas com espaço para a aprendizagem através do erro. Têm um papel absolutamente crítico e impactante na felicidade e bem-estar das suas pessoas, uma vez que grande parte dos pequenos eventos acima mencionados emanam desta relação chefia-colaborador.  

Numa outra camada temos os pares que devem também ser desafiados a ter um papel ativo na construção deste ambiente positivo através da criação de mecanismos informais de apoio e ajuda ao outro, reforçando o sentido de pertença mútuo e favorecendo as relações sociais e de bem-estar.  

Por fim, e a um nível individual, cada um deve ser capacitado para construir a sua jornada com significado na organização, procurando o autoconhecimento e subsequente desenvolvimento individual.  

O bem-estar não pode ser entendido como self-care onde a organização apenas coloca à disposição das suas pessoas um conjunto ferramentas para auto-uso. Não chega, porque o sentido pleno do bem-estar está alicerçado na ligação e na aceitação por parte de outros, sejam chefias, pares ou subordinados, impondo um sentido de comunidade, de tribo, onde todos contribuem e são, ao mesmo tempo, corresponsáveis pelo suporte, apoio e reconhecimento mútuos que contribuirão para a criação de mais pequenos eventos que reforçarão a continuidade da felicidade nas organizações. 

 

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder. 

Subscreva a Líder AQUI. 

 

Arquivado em:Artigos, Notícias

Miguel Bilimória é o novo Chief Product Officer da PHC Software

13 Junho, 2023 by Leonor Wicke

Miguel Bilimória foi nomeado administrador da PHC Software, depois de ter liderado durante sete anos a direção de desenvolvimento de software da empresa. O profissional junta-se ao Conselho de Administração composto pelos fundadores Ricardo Parreira e Miguel Capelão, Rute Ablum, Rogério Canhoto e Francisco Caselli. 

Com cerca de trinta anos de experiência na área tecnológica, o novo administrador tem desenvolvido um percurso de progressão na liderança de equipas de desenvolvimento de software, tendo anteriormente desempenhado várias funções dentro da PHC, onde trabalha desde 1999. 

No cargo de Chief Product Officer o executivo irá liderar os departamentos responsáveis pelo desenvolvimento de software, análise e gestão do produto, marketing de produto e UX/UI. 

É grande orgulho assumir a responsabilidade geral dos produtos PHC, não só da área de desenvolvimento como também na conceção de toda a estratégia de produto, acompanhamentos de tendências de software e coordenação das áreas funcionais de desenvolvimento, como a gestão de produto, arquitetura de software e user experience. A PHC é o maior grupo português de software de gestão, mas também uma empresa que permite a nossa progressão e crescimento pessoal e profissional. Eu entrei como técnico e apoio à pré-venda dos produtos PHC e hoje sou administrador. É uma grande responsabilidade, mas também um sinal de que estou numa empresa que acredita nas pessoas. 

Miguel Bilimória, Chief Product Officer da PHC Software 

Arquivado em:Notícias

Turnaround em tempos de incerteza? Sim, é possível

13 Junho, 2023 by Leonor Wicke

Vivemos tempos de grande incerteza macroeconómica, gerada, entre outros, pelos elevados constrangimentos atuais nas cadeias de fornecimento, pelos elevados custos das matérias-primas energéticas, pelas atípicas taxas de inflação (8,1% em 2022) e pela subida das taxas de juro.  

Numa envolvente de – inexorável e contínua – escassez de recursos, a recuperação de empresas é um fenómeno ao qual se deve prestar elevada atenção, não só pela sua capacidade de eliminar processos de destruição de valor, mas também por ser potencialmente originária de uma mais eficiente utilização de recursos. 

Embora existam alguns indicadores que permitam antever uma ligeira recuperação da economia nos próximos anos (a recente desaceleração da inflação e a execução dos fundos comunitários, entre outros), essa realidade parece estar ainda bastante distante do horizonte de muitos gestores de empresas em Portugal, que se confrontam atualmente com a necessidade de iniciar ou aprofundar um delicado processo de reestruturação financeira. 

Uma reestruturação financeira bem executada tem como principais benefícios o restauro da confiança dos credores, a recuperação da sustentabilidade da estrutura financeira e a redefinição do foco para a gestão por objetivos. Permite também evitar potenciais situações de incumprimentos (fiscais, laborais, bancários, comerciais), que habitualmente resultam numa danificação da imagem da sociedade. 

Atendendo a tratar-se de um processo, em geral, bastante complexo, o seu planeamento antecipado é fundamental não só para assegurar a liquidez da empresa e a reflexão adequada acerca dos motivos que originaram a necessidade de reestruturação, mas também para permitir a formação de uma equipa comprometida com o sucesso do projeto e capaz de desenvolver e negociar um business plan credível com todos os seus credores. 

Uma das componentes mais difíceis de gerir num processo de reestruturação financeira é a gestão dos stakeholders (fornecedores, bancos, estado, clientes, colaboradores, acionistas), uma vez que é fundamental conhecê-los, perceber a sua relevância, e saber comunicar-lhes adequadamente as necessidades da empresa.  

Existem atualmente várias opções de reestruturação de dívida à disposição das empresas, mas destacam-se a negociação judicial via Processo Especial de Revitalização (PER) e o Regime Extrajudicial de Recuperação de Empresas (RERE). 

Ambas têm vantagens e desvantagens associadas, e os efeitos da sua aplicação devem ser cuidadosamente pensados, de forma a garantir a máxima eficácia do plano de reestruturação.  

No entanto, um processo de reestruturação financeira não se resume à renegociação bem-sucedida da dívida da empresa. É fundamental desenvolver, em simultâneo com o processo de renegociação de dívida, uma estratégia para o Turnaround operacional da empresa, isto é, identificar com o máximo rigor possível todas as causas originárias da crise da empresa e definir um plano de trabalho de forma a ultrapassá-las, garantindo que, de futuro, não se repetem. 

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