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Leonor Wicke

Plataforma quer apoiar 100 milhões de agricultores e transformar o setor

11 Julho, 2023 by Leonor Wicke

As alterações climáticas continuam a deixar um rasto de repercussões em todo o mundo e um dos setores severamente afetados é o dos alimentos e agricultura, implicando especialmente a subsistência de milhões de produtores e agricultores em todo o mundo. Desta forma, o World Economic Forum criou a plataforma 100 Million Farmers, que tem como objetivo impulsionar uma agenda de ações para ajudar agricultores em todo o mundo.

Esta plataforma tem três objetivos: acelerar a transição para sistemas alimentares que sejam positivos para a natureza, que aumentem a resiliência dos agricultores e que tenham o mínimo de emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com um relatório publicado na revista Science, estima-se que o fenómeno climático El Niño tenha um impacto significativo nos padrões climáticos e nas temperaturas médias globais em todo o mundo, abrindo caminho para um aumento de 1,5ºC até 2024.

Todos os projetos da plataforma 100 Million Farmers baseiam-se em facilitadores como inovação, dados, finanças transformadoras e parcerias, e adaptam-nos ao contexto local. O modelo da plataforma também garante a partilha e a tradução das melhores práticas entre as regiões.

O programa procura agir em três frentes:

1. Apoiar uma narrativa partilhada

Incluir sistemas alimentares e agricultores como parte das soluções para enfrentar as mudanças climáticas e a perda da biodiversidade. Um conjunto de práticas agrícolas, reconhecidas como “inteligentes para o clima” e “regenerativas”, pode transformar positivamente o impacto dos sistemas alimentares e agrícolas no planeta e nas pessoas.

2. Acelerar a ação

O empoderamento dos agricultores é fundamental neste processo, pelo que se pretende facilitar a ação coletiva por meio de parcerias multissetoriais que trabalhem com os agricultores, para alcançar a meta de zero emissões de gases efeito estufa. Isso inclui garantir que tenham acesso ao melhor conhecimento e dados sobre o assunto, potenciando a adoção de práticas agrícolas regenerativas e de adaptação ao clima

3. Desbloquear a escala

Pretende-se ativar uma mudança sistémica ao alcançar aproximadamente 100 milhões de agricultores e mil milhões de consumidores, para fazer a transição para uma agricultura sustentável.

Conheça a Plataforma aqui.

 

Arquivado em:Notícias, Responsabilidade Social

Norma para o bem-estar e felicidade nas organizações está em consulta pública

11 Julho, 2023 by Leonor Wicke

Com o objetivo de criar um referencial para a implementação de políticas, programas e uma cultura de Bem-Estar e Felicidade, a Associação Portuguesa de Ética Empresarial (APEE), apresentou um projeto de Norma para a saúde física e mental dos trabalhadores, desempenho e sustentabilidade das organizações, cujo documento está em consulta pública até ao dia 14 de julho (sexta-feira).

«A felicidade é um tema que já não é novo. (…) Ao longo dos anos o conceito de felicidade foi evoluindo até chegarmos a esta Norma», as palavras são de José João Baltazar Mendes, Presidente da Egas Moniz School of Health & Science, durante a sessão de apresentação, no final de junho, em Lisboa.

Mário Parra da Silva, Presidente da APEE, referiu ainda que «A organização não é, nem pode ser, um somatório de pessoas. São as pessoas que escolhem as organizações e não as organizações que escolhem as pessoas».

Objetivos e papel das Lideranças

Segundo o projeto de Norma, um Sistema de Gestão do Bem-Estar e Felicidade é uma condição fundamental para reforçar a eficiência do desempenho organizacional e a iniciativa visa contribuir para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS 3 – Saúde de Qualidade e ODS 8 – Trabalho Digno e Crescimento Económico.

O documento foi elaborado pela Comissão Técnica de Normalização «Bem-estar e felicidade organizacional», e a coordenação é da responsabilidade do Organismo de Normalização Setorial da APEE.

Através desta norma são fornecidas orientações para uma organização desenvolver e implementar uma cultura e uma política de bem-estar e felicidade, suportada nas necessidades e expectativas das pessoas que trabalham para a organização, programas de ação de melhoria, e de monitorização das condições que contribuem para a criação de ambientes de trabalho adequados.

São considerados os seguintes pontos de suporte:

− criação, desenvolvimento e manutenção de uma cultura de bem-estar e felicidade organizacional;

− melhoria contínua do desempenho do sistema de gestão do bem-estar e felicidade organizacional;

− melhoria contínua do bem-estar no trabalho e da felicidade no trabalho;

− melhoria contínua do desempenho e da sustentabilidade da organização.

Segundo o projeto em consulta, a liderança deve assumir o compromisso para o sucesso do sistema de gestão do bem-estar e felicidade organizacional, assegurando a uma cultura, incluindo a consciencialização, o suporte ativo e o feedback da informação. A gestão de topo tem responsabilidades específicas pelas quais precisa de ser pessoalmente envolvida e responde pelas atividades da organização, perante as partes interessadas internas e externas, que envolve a responsabilização pelas consequências de condutas e decisões, refere o projeto Norma.

O documento está sujeito a um inquérito público a decorrer sob a alçada do Instituto Português da Qualidade (IPQ). O prazo termina a 14 de julho e a Norma pode ser consultada aqui.

 

 

Arquivado em:Notícias, Saúde

O valor de uma carreira longa numa empresa

11 Julho, 2023 by Leonor Wicke

Numa altura em que falamos da geração mais jovem, que está a revolucionar a forma de atrair e gerir talento nas empresas, venho falar de carreiras longas na mesma empresa. Não em contracorrente, antes como complementares.

São as carreiras longas que permitem equilibrar a balança, manter o know-how, as interligações entre as várias áreas, a garantia de continuidade e a criação de valor de uma forma transversal.

Na Bel temos muitas carreiras longas e já chegámos a celebrar 40 anos de antiguidade. A média de permanência na empresa é de 15 anos, para uma faixa etária de 45 anos.

Quando falamos da experiência do colaborador, de forma simples e pragmática, as pessoas procuram uma carreira em que se sintam realizadas, uma empresa onde tenham um dia-a-dia compensador e um bom equilíbrio nas várias dimensões da vida.

As empresas devem assegurar níveis mínimos de cada um destes ingredientes para terem profissionais que se mantenham felizes e produtivos.

Na Bel, procuramos alimentar estas várias dimensões. Em 2015, fomos a primeira empresa de bens de consumo a certificar-se como Entidade Familiarmente Responsável e a Família Bel estende-se às famílias dos colaboradores, o que se traduz num conjunto de medidas que refletem o nosso valor de Cuidar.

Temos o foco no desenvolvimento das competências e carreira dos nossos colaboradores, desafiando a que cada um desenhe o seu próprio caminho em função das suas expectativas, com clareza na visão da organização, numa cultura de aprendizagem, feedback e segurança psicológica.

Por fim, e talvez o mais importante, a transparência no propósito e visão da companhia, essencial para os que ficam “uma vida”. Na Bel, queremos fazer parte da solução para alimentar o mundo de forma saudável e sustentável para todos. Com o nosso programa Actors for Good ambicionamos 100% de colaboradores ativistas através de 3 pilares de atuação: I know (capacitação), I Act (inspiração para agir profissional e pessoalmente) e I am an activist (ser uma força pelo bem, junto da comunidade).

Na Bel temos muitas carreiras longas, produtivas e felizes. Por exemplo, a diretora de marketing do cluster Europa do Sul e Turquia começou como estagiária de marketing. Temos 2 delegadas comerciais que começaram na área da inovação e desenvolvimento, outra na área financeira, e que hoje estão felizes e com excelente desempenho na sua atividade.

Partilho ainda a minha experiência, que se distingue porque trabalhar em recursos humanos não estava no meu radar. Sempre trabalhei nas áreas comerciais (vendas e marketing) na indústria alimentar e era aí que projetava a minha carreira profissional.

O desafio que me colocaram em RH – levar a visão do negócio, melhorar a comunicação interna, desafiar as lideranças – foi aceite com entusiasmo, mas achava eu, para depois voltar ao negócio.

Apaixonei-me pela função! Pelo impacto que tem no negócio, pela magia de desenhar o futuro da organização e desafiar as pessoas a traçarem o seu caminho, pela perspetiva de transformação do futuro do trabalho. O que tenho hoje é resultado de uma oportunidade que não procurei…por isso deixo também essa pista: a importância de preparar o futuro, mas também estar aberto ao imprevisto.

Acredito que as pessoas que fazem um percurso longo e diversificado criam grande valor às empresas, e que este é cada vez mais importante num contexto de grande incerteza e mudança, numa combinação feliz de muitas experiências que cada vez mais se procuram nas organizações.

Arquivado em:Notícias, Opinião

A Guerra dos Chips

11 Julho, 2023 by Leonor Wicke

Os chips dos computadores são considerados o novo petróleo, já que virtualmente tudo – desde os mísseis aos micro-ondas, dos smartphones à bolsa de valores – funciona com semicondutores.

Até recentemente, os Estados Unidos desenhavam e produziam os chips mais avançados e eram a superpotência nesta área. Mas progressivamente foram perdendo vantagem para a China, que gasta mais dinheiro a importar chips do que a importar petróleo.

Este livro de Chris Miller, professor de História Internacional na Tufts University’s Fletcher School, explica como os minúsculos chips de silício estão a redefinir o mundo. Desde os investigadores geniais que os inventaram e os titãs da tecnologia que construíram Silicon Valley, e os lucros que geraram, até aos oficiais do Pentágono que os usaram para revolucionar o poder militar.

Arquivado em:Livros e Revistas

Rute Gonçalves é a nova Diretora de Marca, Marketing e Conveniência da Galp

11 Julho, 2023 by Leonor Wicke

Rute Verschneider Gonçalves é a nova Diretora de Marca, Marketing e Conveniência da Galp. Após um percurso de 25 anos na empresa, iniciado em 1998, a profissional assume as novas funções depois de liderar durante um ano o projeto C-Store Transformation, no âmbito da rede de retalho na Península Ibérica.

Rute Gonçalves iniciou o seu percurso na Galp na área de Marketing onde assumiu o cargo de gestora de produto. Desempenhou depois funções na área de retalho e foi responsável pelo Marketing do GPL da empresa, antes de integrar a Direção de Marketing Estratégico, em 2002, para liderar a área de Brand Management, Planning & Research, onde desenvolveu e implementou o rebranding da Galp para a sua marca atual.

Entre 2006 e 2018 foi responsável pela Gestão da Marca Galp, onde coordenou o planeamento estratégico, a publicidade e comunicação, os patrocínios e canais digitais da empresa. O patrocínio da Galp à Seleção Nacional de futebol – nomeadamente as campanhas ‘Menos Ais’ (2004), ‘A Carta’ (2012), ‘Vuvuzelas’ (2010); ‘Leva Portugal a Peito’ (2018) –e a campanha de lançamento da Pluma (2006) estão entre os principais projetos que liderou.

Entre 2019 e 2022, o seu trajeto profissional registou uma pausa para abraçar o projeto «5 a Bombordo», um desafio familiar ao qual a empresa se associou. Solicitou uma licença sem vencimento e zarpou com o marido e os três filhos numa viagem de veleiro à volta do Mundo.

Licenciada em Gestão e Organização de Empresas pelo ISCTE em 1998, Rute Gonçalves complementou posteriormente a sua formação com o Programa para Executivos do INSEAD e com um plano de Formação Avançada em Gestão na Católica Lisbon School of Business & Economics, na Porto Business School e na Universidade de Aveiro.

Temos de garantir uma marca relevante para os clientes, alinhada com uma estratégia que impulsione os nossos negócios, construindo plataformas que nos permitam conhecer e interagir com o nosso cliente propondo ofertas e experiências integradas, relevantes e inovadoras. No negócio da conveniência (Lojas Galp e parcerias) o objetivo é desenvolver parcerias estratégicas, testar novos conceitos, e proporcionar uma experiência de abastecimento de energia completa na nossa rede de retalho, numa lógica de ‘Energia para os veículos e Energia para os nossos Clientes’

Rute Verschneider Gonçalves, Diretora de Marca, Marketing e Conveniência da Galp

Arquivado em:Notícias, Pessoas

O Poder das Palavras – A Arte de Conversar

10 Julho, 2023 by Leonor Wicke

A (arte da) conversa integra os alicerces da nossa cultura: quase toda a filosofia grega foi construída mediante o intercâmbio de ideias em simpósios, passeios e banquetes. Se avançarmos mais uns séculos, verificamos que o pensador francês Michel de Montaigne colocou inclusivamente esta ideia em prática numa época de confrontos e matanças. Como o fez? Salvou-se «desta e daquela investida respondendo com comezainas e conversas a quem o atacava à ponta de sabre».

A conversa é talvez a fábrica de ideias mais extraordinária que temos ao nosso dispor para modificarmos as nossas experiências emocionais e reinterpretarmos a nossa própria história; o seu efeito é tão geral que se estende a todos os domínios da cognição.

Físico de formação e figura nos domínios da neurociência cognitiva, Mariano Sigman revela em O Poder das Palavras – A Arte de Conversar a importância do diálogo para sermos mais amáveis com as pessoas de quem mais gostamos, assumirmos o controlo da nossa vida emocional e descobrirmos quem somos.

Arquivado em:Livros e Revistas

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