• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Minna Salami: «O desejo coletivo continua a ser, na sua maioria, masculino»

      O que acontece depois da tragédia? «La fuerza es la unión»

      Comunicação pode representar até 20% da pegada carbónica das empresas

      5 dicas para reduzir o stress no trabalho antes das férias

      63% dos profissionais desconhecem se a empresa tem medidas de apoio à comunidade LGBTI+

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Muito mais do que a casa de Christian Louboutin

      Um elétrico da Toyota para os entusiastas de automóveis 

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Minna Salami: «O desejo coletivo continua a ser, na sua maioria, masculino»

      «Sines permanece uma ilha de tolerância onde a diversidade é vivida e celebrada», defende Carlos Seixas, Diretor do FMM

      Ética e IA: não é uma conformidade, mas sim um ‘hábito diário’

      «A ligação à terra dos avós perdeu-se. A agricultura e o setor florestal ficaram esquecidos», explica Rui Almeida

      «O poder político é um servo voluntário da riqueza», afirma o filósofo Viriato Soromenho-Marques

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Minna Salami: «O desejo coletivo continua a ser, na sua maioria, masculino»

      O que acontece depois da tragédia? «La fuerza es la unión»

      Comunicação pode representar até 20% da pegada carbónica das empresas

      5 dicas para reduzir o stress no trabalho antes das férias

      63% dos profissionais desconhecem se a empresa tem medidas de apoio à comunidade LGBTI+

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Muito mais do que a casa de Christian Louboutin

      Um elétrico da Toyota para os entusiastas de automóveis 

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Minna Salami: «O desejo coletivo continua a ser, na sua maioria, masculino»

      «Sines permanece uma ilha de tolerância onde a diversidade é vivida e celebrada», defende Carlos Seixas, Diretor do FMM

      Ética e IA: não é uma conformidade, mas sim um ‘hábito diário’

      «A ligação à terra dos avós perdeu-se. A agricultura e o setor florestal ficaram esquecidos», explica Rui Almeida

      «O poder político é um servo voluntário da riqueza», afirma o filósofo Viriato Soromenho-Marques

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Leonor Wicke

Header distinguida nos Business Circle Awards 2026

7 Julho, 2026 by Leonor Wicke

A Header apoia empresas e líderes em momentos críticos de decisão, crescimento e mudança, através de soluções especializadas em Executive Search, Interim Management, Consulting, Learning e Outplacement. A sua atuação distingue-se por uma abordagem consultiva, próxima e alinhada com os desafios de negócio e o contexto específico de cada organização.

Num mercado cada vez mais exigente, em que as organizações enfrentam processos de transformação contínua, as decisões sobre liderança e talento assumem uma importância estratégica. É neste contexto que a Header desenvolve soluções orientadas para apoiar empresas na identificação, desenvolvimento e acompanhamento de talento executivo, contribuindo para lideranças mais preparadas e organizações mais alinhadas com o futuro.

«Num setor onde os melhores resultados acontecem longe dos holofotes, é particularmente gratificante quando o trabalho ganha visibilidade. Esta distinção reconhece uma forma de atuar baseada no rigor, na consistência e na criação de valor duradouro para líderes e organizações. Recebemo-la com satisfação e com a ambição renovada de continuar a identificar e aconselhar líderes capazes de transformar empresas, mercados e carreiras», afirma Rita Duarte, CEO da Header.

 

Este artigo integra o espaço branded content da Líder e foi produzido em parceria com a Header.

Arquivado em:Líder Corner

Comunicação pode representar até 20% da pegada carbónica das empresas

7 Julho, 2026 by Leonor Wicke

À medida que a sustentabilidade deixa de ser apenas um objetivo reputacional para passar a integrar os critérios de gestão e competitividade, as empresas enfrentam um novo desafio: medir o impacto carbónico da comunicação.

De facto, numa PME com atividade regular, a comunicação pode representar até 20% da pegada carbónica total da empresa, correspondendo a emissões anuais estimadas entre uma e cinco toneladas de CO2.

Estes números são partilhados pela consultora DAAR, que desenvolveu o Balanço Carbónico da Comunicação, uma metodologia que permite calcular as emissões de CO2 e associadas às atividades de comunicação das organizações, transformando uma dimensão até agora pouco quantificada em informação útil para processos de reporte, auditorias e estratégias ESG.

Segundo a empresa, a metodologia assenta na recolha de dados reais da atividade de comunicação, complementados por benchmarks documentados, permitindo identificar as principais fontes de emissão e projetar o impacto anual da comunicação da organização. Entre as fontes consideradas encontram-se emails, websites, redes sociais, produção audiovisual, materiais impressos e eventos.

Inspira-se ainda em referências internacionais como o GHG Protocol, a ISO 14064 e iniciativas setoriais como a Ad Net Zero, embora a DAAR sublinhe que não se trata de uma certificação ESG formal, mas sim de uma ferramenta independente de medição e melhoria.

A comunicação também tem uma pegada carbónica

A entrada em vigor da Corporate Sustainability Reporting Directive (CSRD) está a alterar profundamente a forma como as organizações recolhem e reportam informação ambiental. A nova diretiva europeia obriga um número crescente de empresas a apresentar dados mais detalhados sobre as suas emissões, incluindo as associadas à cadeia de valor, conhecidas como Scope 3.

Neste contexto, a comunicação surge como uma das áreas menos monitorizadas, apesar de gerar emissões através de atividades como campanhas digitais, websites, redes sociais, newsletters, publicidade, eventos, produção gráfica ou merchandising.

CSRD e Scope 3 aumentam pressão sobre fornecedores

Embora muitas pequenas e médias empresas ainda não estejam diretamente abrangidas pelas novas obrigações de reporte, a realidade está a mudar rapidamente. À medida que as grandes organizações começam a reportar toda a cadeia de valor, cresce também a exigência sobre fornecedores, parceiros e prestadores de serviços para disponibilizarem dados ambientais fiáveis.

É precisamente neste contexto que a comunicação ganha relevância. Segundo a DAAR, muitas empresas começam a ser questionadas pelos seus clientes sobre o impacto ambiental dos serviços que prestam, tornando a disponibilidade destes indicadores um novo fator de competitividade.

«A questão deixou de ser apenas comunicar bem. Muitas empresas começam agora a perceber que terão também de demonstrar o impacto ambiental da forma como comunicam. Quanto mais cedo conhecerem essa realidade, mais preparadas estarão para responder às exigências dos seus clientes e parceiros», afirma Pedro Graça, fundador da DAAR.

Comunicação pode representar até 20% da pegada de uma PME

Depois de medir, é possível compensar

Após identificar as emissões, as empresas podem optar por compensá-las através da aquisição de créditos de carbono certificados, recorrendo ao Mercado Voluntário de Carbono da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Segundo a empresa, o objetivo passa por ajudar as organizações a transformar uma área até agora invisível numa informação objetiva, verificável e útil para a gestão, reforçando simultaneamente a sua capacidade de responder às novas exigências regulatórias e às expectativas dos clientes.

Arquivado em:Nacional, Notícias, Sustentabilidade

5 dicas para reduzir o stress no trabalho antes das férias

7 Julho, 2026 by Leonor Wicke

Para muitos profissionais, as semanas que antecedem as férias de verão são tudo menos sinónimo de descanso. A necessidade de concluir projetos, cumprir prazos e garantir que o trabalho fica organizado antes da ausência faz com que este período seja frequentemente marcado por níveis elevados de pressão.

Segundo o ManpowerGroup, uma preparação eficaz não passa por trabalhar mais horas, mas sim por planear, definir prioridades e comunicar de forma clara com a equipa. A empresa identifica cinco boas práticas que ajudam a reduzir o stress antes das férias e a garantir uma transição mais tranquila.

1. Planear com antecedência evita a corrida dos últimos dias

A recomendação começa várias semanas antes do início das férias. Rever os projetos em curso, identificar os prazos mais críticos e antecipar possíveis conflitos na agenda permite distribuir melhor a carga de trabalho e evitar a concentração de tarefas nos dias imediatamente anteriores à ausência.

Um calendário organizado facilita também o diálogo com clientes, colegas e restantes stakeholders, permitindo ajustar expectativas e prevenir situações de urgência.

2. Nem tudo é urgente: saber definir prioridades

Outro dos erros mais comuns é tentar concluir tudo antes das férias. O ManpowerGroup recomenda que os profissionais distingam entre tarefas essenciais, importantes mas adiáveis e não urgentes. Esta priorização permite concentrar esforços no que realmente exige atenção imediata e reduzir a sensação de sobrecarga.

Em vez de prolongar jornadas de trabalho para responder a todas as solicitações, a gestão consciente das prioridades pode aumentar a produtividade e diminuir a pressão.

3. Delegar significa garantir continuidade

Delegar tarefas não passa apenas por distribuir trabalho. Para que a equipa consiga assegurar a continuidade dos projetos durante a ausência, é fundamental deixar informação organizada, documentação acessível e instruções claras sobre prazos, contactos e prioridades.

Quanto maior for o contexto fornecido aos colegas, menor será a probabilidade de surgirem dúvidas ou interrupções durante o período de férias.

4. Automatizar pequenas tarefas faz diferença

Antes de sair de férias, vale também a pena identificar processos que possam ser simplificados. Respostas automáticas, modelos de comunicação ou pequenas otimizações administrativas ajudam a reduzir a carga de trabalho nos últimos dias e facilitam igualmente o regresso.

Segundo o ManpowerGroup, estas pequenas alterações permitem libertar tempo para tarefas de maior valor acrescentado e diminuir a pressão associada à preparação da ausência.

5. Comunicar com antecedência reduz imprevistos

A comunicação continua a ser um dos aspetos mais importantes — e frequentemente mais desvalorizados — nesta fase. Informar clientes, parceiros e colegas sobre as datas de férias, esclarecer quem ficará responsável pelos diferentes projetos e definir os canais de contacto evita pedidos de última hora e contribui para uma maior continuidade operacional.

Um alinhamento claro entre toda a equipa permite que quem sai de férias o faça com maior tranquilidade e que quem permanece tenha visibilidade sobre as responsabilidades assumidas.

Arquivado em:Cultura e Lifestyle, Lazer, Notícias

A euforia também gera riqueza? O que a campanha dos Tubarões Azuis nos pode ensinar sobre economia

6 Julho, 2026 by Leonor Wicke

É isso que os Tubarões Azuis proporcionaram nesta edição do Mundial. Mas quando o apito final soa e as emoções começam a acalmar, vale a pena fazer uma pergunta diferente daquelas que habitualmente ouvimos nos programas desportivos: o que acontece à economia quando um país inteiro ganha confiança ao mesmo tempo?

À primeira vista, a pergunta pode parecer estranha. Afinal, a alegria não aparece nas estatísticas oficiais, não entra nas contas nacionais e não faz aumentar, por si só, o Produto Interno Bruto. No entanto, a economia é feita por pessoas; e as estas tomam decisões influenciadas pelo que sentem.

Quando milhares de pessoas mudam, ainda que temporariamente, a forma como consomem, investem, viajam ou olham para o futuro, a economia acaba inevitavelmente por refletir parte dessas mudanças. É precisamente por isso que, há vários anos, universidades, centros de investigação e organismos internacionais estudam os efeitos económicos dos grandes eventos desportivos. A questão deixou de ser saber se existe algum impacto. A verdadeira discussão passou a ser outra: onde é que esse impacto aparece e quanto tempo consegue durar.

 

Muito mais do que noventa minutos

Quando uma seleção nacional supera as expectativas, o efeito vai muito além do resultado
desportivo. O país ganha visibilidade internacional, reforça a sua identidade e desperta curiosidade
junto de quem nunca lhe tinha prestado atenção. Ao mesmo tempo, dentro de portas,
instala-se um sentimento coletivo de confiança que, embora seja difícil de medir,
influencia comportamentos. É aqui que a economia entra em campo.

Pensemos num exemplo simples. Num dia de jogo, milhares de pessoas escolhem reunirse em restaurantes, cafés ou espaços públicos para acompanhar a seleção. O consumo aumenta em determinados setores; os operadores de telecomunicações registam mais tráfego; há maior procura por produtos relacionados com a seleção, desde camisolas a bandeiras. Pequenos negócios aproveitam o momento para lançar campanhas e promoções. Nada disto altera, por si só, o rumo da economia nacional. Mas quando estes comportamentos se repetem em larga escala, deixam de ser casos isolados e passam a representar atividade económica.

Existe, porém, um efeito menos visível e ainda mais importante: a confiança. Afinal, as decisões económicas não dependem apenas dos rendimentos ou dos preços, mas também das expectativas. Por exemplo, uma família que acredita que o futuro será melhor tende a consumir de forma diferente; um empresário que sente um ambiente mais positivo pode decidir avançar com um investimento que vinha adiando; um empreendedor ganha motivação para iniciar um novo projeto. É evidente que uma campanha no Mundial não resolve problemas estruturais, nem substitui políticas económicas consistentes. No entanto, pode criar um ambiente psicológico mais favorável à tomada de decisões, e isso também faz parte da economia.

 

Quando o mundo começa a olhar para um país

Há outro efeito que merece especial atenção, sobretudo num país como Cabo Verde. Enquanto o impacto interno tende a ser temporário, a exposição internacional pode produzir benefícios durante muito mais tempo. Milhões de pessoas que nunca tinham ouvido falar de Cabo Verde passaram a ver o nome do país repetidamente nos meios de comunicação internacionais. Outras tantas começaram a procurar informações sobre o arquipélago, a sua cultura, a sua história e os seus destinos turísticos.

Esse interesse pode parecer mera curiosidade, mas, muitas vezes, é assim que começam novas oportunidades. Uma pesquisa na internet pode transformar-se numa reserva turística; uma reportagem pode despertar o interesse de um investidor; um empresário pode descobrir um mercado que desconhecia; um membro da diáspora pode sentir-se motivado a regressar, investir ou promover ainda mais o país onde vive. Em economia, a reputação tem valor. Uma campanha histórica no Mundial representa, nesse sentido, uma oportunidade rara.

Não porque resolve desafios económicos, mas porque coloca o país no radar de milhões de pessoas sem que tenha sido necessário comprar esse espaço mediático. Mas naturalmente, existe uma condição: a atenção, por si só, não produz riqueza expressiva.

 

O que a experiência internacional nos ensina

Se esta relação entre futebol e economia fosse apenas uma perceção, dificilmente teria despertado o interesse de tantos investigadores. A verdade é que existem dezenas de estudos sobre o impacto económico dos Mundiais e de outras grandes competições. Mas, como dissemos anteriormente, o futebol não faz milagres económicos. Nenhum país enriquece apenas porque a sua seleção teve uma boa prestação. Mas também é verdade que ignorar estes momentos seria desperdiçar uma oportunidade.

A Alemanha é um dos exemplos mais conhecidos. Depois do Mundial de 2006, os estudos mostraram que o impacto no crescimento económico foi relativamente modesto. Ainda assim, houve ganhos difíceis de ignorar: a imagem do país fortaleceu-se, o orgulho nacional aumentou e vários setores, como a hotelaria, os transportes e os serviços ligados ao evento, registaram benefícios importantes. O chamado feel-good effect tornou-se, inclusivamente, objeto de estudo entre economistas.

Para Cabo Verde, porém, há um exemplo ainda mais interessante. Em 2014, a Costa Rica chegou ao Mundial sem grandes expectativas. Inserida num grupo com três antigos campeões do mundo, poucos acreditavam que pudesse ir longe. No entanto, surpreendeu tudo e todos e transformou-se numa das grandes histórias da
competição. O impacto dessa campanha não ficou limitado ao futebol. Nos meses seguintes, vários estudos identificaram um aumento da notoriedade internacional do país e um reforço da procura turística. Milhões de pessoas que pouco sabiam sobre a Costa Rica passaram a associá-la a uma história de superação, organização e capacidade competitiva.

Curiosamente, nem todos os efeitos foram imediatos. Durante o próprio Mundial, alguns negócios ligados ao turismo registaram uma procura inferior ao habitual, porque muitas pessoas preferiram acompanhar os jogos em vez de viajar. É um bom exemplo de como a economia raramente responde de forma linear. Existem ganhos de curto prazo, perdas pontuais e benefícios que só se tornam visíveis meses mais tarde.

Há ainda outra lição importante. A África do Sul, anfitriã do Mundial de 2010, demonstrou que a visibilidade internacional só produz resultados duradouros quando existe um plano para a aproveitar. O evento ajudou a reposicionar a imagem do país, mas os maiores benefícios surgiram nas áreas em que houve continuidade, promoção internacional e uma estratégia clara de valorização da marca-país.

Em todos estes casos, a mensagem é praticamente a mesma: o entusiasmo abre portas, mas o crescimento económico depende da capacidade de entrar por elas.

E Cabo Verde? É aqui que a discussão se torna particularmente interessante. Cabo Verde não organizou um Mundial nem construiu grandes infraestruturas para receber milhões de visitantes. O que conquistou foi algo diferente e, talvez por isso, ainda mais valioso: a atenção. Durante várias semanas, jornais, televisões e plataformas digitais de diferentes países passaram a falar dos Tubarões Azuis. O nome de Cabo Verde circulou muito para além dos mercados onde normalmente está presente.

Essa visibilidade cria uma oportunidade rara para um país com a dimensão do nosso. Cada notícia publicada, cada reportagem transmitida e cada pesquisa feita na internet representam pessoas que descobriram Cabo Verde ou voltaram a olhar para ele. Algumas serão turistas, outras poderão ser investidores, e, quiçá, outras serão empresários à procura de novos mercados. Haverá também milhares de cabo-verdianos na diáspora que sentirão um orgulho renovado e uma vontade ainda maior de promover o país onde vivem, trabalham e investem. Nenhuma destas possibilidades é garantida. Mas todas elas passam a ser mais prováveis quando a reputação internacional melhora.

É por isso que esta campanha histórica não deve ser vista apenas como uma conquista desportiva: ela representa também um ‘ativo económico’. Um ativo diferente dos habituais, porque não se mede em edifícios, estradas ou equipamentos. Mede-se em confiança, notoriedade, credibilidade e capacidade de captar oportunidades futuras. E esses ativos, embora invisíveis, têm um peso cada vez maior nas economias modernas. Isto posto, a questão deixa de se é se a campanha dos Tubarões Azuis teve impacto. A questão passa a ser: estaremos preparados para transformar esta visibilidade em resultados concretos?

Há oportunidades que não voltam duas vezes

Existe uma expressão em latim que encaixa perfeitamente neste artigo: Audaces fortuna juvat. Em português, significa a sorte favorece os audazes.

A frase costuma ser associada à coragem de quem decide arriscar, mas também pode ser interpretada de outra forma: as oportunidades favorecem quem está preparado para as aproveitar. Os Tubarões Azuis fizeram a sua parte. Mostraram ao mundo um Cabo Verde competitivo, resiliente e capaz de desafiar as expectativas, criaram uma narrativa positiva que despertou curiosidade e orgulho dentro e fora do país. Agora, a bola já não está apenas nos pés da seleção. Está também nas mãos das empresas, das instituições e de todos aqueles que podem transformar esta visibilidade em novos negócios, mais turismo, maior investimento e uma marca-país ainda mais forte.

Se calhar, este é um dos maiores ensinamentos desta campanha histórica. O futebol pode não mudar uma economia por si só, mas pode criar as condições para que uma economia se mova. E, por vezes, é assim que começam as mudanças mais importantes.

Arquivado em:Opinião

63% dos profissionais desconhecem se a empresa tem medidas de apoio à comunidade LGBTI+

6 Julho, 2026 by Leonor Wicke

A diversidade e a inclusão assumem um peso crescente nas estratégias de atração e retenção de talento, mas muitas empresas continuam a falhar na comunicação das suas iniciativas. Uma sondagem da Hays Portugal revela que 63% dos profissionais desconhece ou não sabe se a empresa onde trabalha dispõe de medidas de apoio à comunidade LGBTI+, evidenciando um défice de conhecimento sobre políticas que, em muitos casos, já poderão existir.

Realizada no âmbito do Mês do Orgulho (Pride), o inquérito, divulgado no LinkedIn, procurou perceber até que ponto os profissionais conhecem as iniciativas de inclusão implementadas pelas organizações e o que consideram essencial para que esse compromisso seja credível.

A maioria desconhece as políticas de inclusão

Os resultados mostram que apenas 35% dos inquiridos afirmam conhecer a existência de medidas específicas de não discriminação dirigidas à comunidade LGBTI+.

Em detalhe:

  • 35% dizem que a empresa dispõe de medidas de apoio;
  • 16% não têm a certeza;
  • 19% afirmam não ter conhecimento dessas iniciativas;
  • 28% consideram que a organização não possui qualquer medida deste tipo.

Segundo a Hays, estes dados sugerem que muitas empresas poderão já estar a investir em políticas de diversidade e inclusão, mas que essas iniciativas nem sempre chegam aos colaboradores.

Coerência entre discurso e ação é o principal indicador de credibilidade

O estudo também procurou perceber quais os fatores que levam os profissionais a acreditar no compromisso de uma empresa com a inclusão da comunidade LGBTI+. A resposta foi clara: a coerência entre aquilo que as organizações comunicam e aquilo que fazem continua a ser o principal indicador de credibilidade.

Quando questionados sobre o que torna uma política de inclusão credível, os participantes responderam:

  • 34% — Consistência entre discurso e ação;
  • 34% — Igualdade de oportunidades;
  • 19% — Cultura inclusiva no dia a dia;
  • 11% — Comportamento da liderança.

Os resultados mostram que os profissionais valorizam políticas refletidas nas decisões, nos processos de gestão e na cultura organizacional, e não apenas em campanhas de comunicação ou iniciativas pontuais.

Mais do que implementar políticas, é preciso comunicá-las

Para a consultora, o desafio das organizações já não passa apenas pela criação de medidas de inclusão. É igualmente necessário garantir que essas políticas são comunicadas, compreendidas e integradas na cultura organizacional, permitindo que tenham impacto real na experiência dos profissionais.

Para Paula Baptista, Managing Director da Hays Portugal, a diversidade e a inclusão tornaram-se um fator estratégico na gestão de pessoas.

«A diversidade e a inclusão deixaram de ser apenas um tema de responsabilidade social para assumirem um papel estratégico na gestão de pessoas. As organizações que conseguem transformar estes princípios em práticas concretas criam ambientes mais inovadores, reforçam o compromisso das equipas e tornam-se mais atrativas para o talento. No entanto, para que esse compromisso seja reconhecido, é essencial que os colaboradores conheçam as medidas existentes e sintam que fazem parte de uma cultura organizacional genuinamente inclusiva.»

Arquivado em:Internacional, LGBTQIA+, Notícias

Este junho

6 Julho, 2026 by Leonor Wicke

  1. O mês em que por aqui andei a falar de futebol foi precedido da final da Champions. Em Paris, a multidão divertiu-se a celebrar a vitória, destruindo o que podia. Jovens radicalizados, disse alguma imprensa. Eu lembrei-me dos thugs de que falou Bill Bufford em livro que aqui assinalei.
  2. A propósito do Mundial, a polémica mais sem jeito do mês teve por tema a ida dos jogadores da seleção à praia. Há que arranjar assunto, mesmo que o assunto seja um não-assunto.
  3. Passei pelo aeroporto de Lisboa para um voo com partida às 7 da manhã. O caos já lá estava. Um embaraço nacional.
  4. O aeroporto, aliás, tem sinalizado, há décadas, uma maneira muito portuguesa de ‘resolver’ problemas: com conversas e comités. Devemos ser ‘mestres burocratas’ de classe mundial. Acreditemos que o ministro está mesmo a fazer o assunto andar para a frente.
  5. Carmen Garcia ajudou a lançar um importante debate sobre o modo como tratamos os mais velhos. Como ela diz, todos queremos chegar a velhos mas ninguém quer ser velho. Eis um assunto que importa mesmo considerar.
  6. Na Colômbia, o Presidente Petro não reconheceu os resultados eleitorais porque estes não deram a vantagem ao seu candidato. Está a tornar-se um hábito, à direita, mas também, à esquerda.
  7. No Irão, Peyman Farahavar, poeta, preso em 2024, foi condenado à morte. O Supremo Tribunal recusou o seu recurso. O hediondo regime não dá tréguas ao seu povo.
  8. Copy/paste: a guerra que Trump prometeu acabar não acabou. Nem as outras guerras que o putativo candidato a Nobel da Paz, entretanto, resolveu começar. Como Kets de Vries escreveu no Medium, o homem é uma espécie de personagem de tragédia grega no mundo contemporâneo…
  9. Dia 4, o Financial Times publicou a sua lista dos mil melhores empregadores da Europa. Em mil, se a vista não me traiu, eis o número de empresas portugueses: zero. Conclusão: precisamos de mais e melhor capitalismo. Este ranking, valendo o que vale, ajuda a explicar a nossa pobreza relativa…
  10. Ano difícil este. Além das perdas pessoais, também as referências nos deixam: Marjane Satrapi, Edgar Morin e o meu grande herói intelectual, Karl Weick. Partiram mas ficaram.
  11. Tenho andado a viajar pelo mundo de Grande Sertão: Veredas, o clássico de João Guimarães Rosa. Um livro que nos mergulha num mundo diferente com uma língua (portuguesa) diferente.
  12. E, todos recentes, três bons livros para este Verão: A Árvore da Vida, de Max Telford, boa divulgação científica. Economia Comestível, de Ha-Joon Chang, a economia contada através da comida – uma delícia! Aliados em Guerra, um volume monumental sobre a diplomacia e a política entre aliados e rivais que se uniram contra Hitler. Boa narrativa histórica. O texto do mês é a encíclica Magnífica Humanidade.
  13. Grandes discos: Inferno, dos Boards of Canada e o novo Kurt Vile: Philadelphia’s been good to me.

Bom Verão, que já entrou.

Arquivado em:Opinião

  • Página 1
  • Página 2
  • Página 3
  • Interim pages omitted …
  • Página 599
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.