O local de trabalho já não importa, o foco está nas pessoas: como trabalham e porque escolhem trabalhar para uma empresa. Para superar o desafio da retenção e captação de talento, a chave está na comunicação. O estudo “Tendências Talento 2022”, da consultora Llorente & Cuenca (LLYC), identifica as nove tendências que irão marcar a […]
O local de trabalho já não importa, o foco está nas pessoas: como trabalham e porque escolhem trabalhar para uma empresa. Para superar o desafio da retenção e captação de talento, a chave está na comunicação. O estudo “Tendências Talento 2022”, da consultora Llorente & Cuenca (LLYC), identifica as nove tendências que irão marcar a comunicação entre lideranças e talento:
- Do formato híbrido à autonomia: o modelo híbrido irá exigir às empresas formas mais assíncronas de comunicação e trabalho com as equipas, perdendo-se o hábito de comunicação e reuniões presenciais ou online: o foco está na conveniência. O conceito chave está em oferecer maior flexibilidade e mais autonomia: trabalhar quando quiser à hora que quiser, desde que cumpra com os objetivos a atingir.
- Desconectar: O tempo é o bem mais precioso nas políticas de bem-estar das empresas. Os funcionários sentem-se “fatigados tecnologicamente”, de reuniões constantes, e exigem tempos de desconexão. Dar esse tempo vai permitir que dediquem parte do dia de trabalho a si próprios e a atividades que impulsionem o crescimento pessoal, profissional e criativo.
- Novos espaços de proximidade: Imagine um terceiro espaço, que vai para além da casa e do escritório, um espaço de socialização, conveniência e proximidade que responde às necessidades imediatas dos colaboradores. Significa a criação de espaços mais atrativos que podem ser usados por razões semelhantes às do escritório, mas que podem também oferecer espaço para reuniões e ligações positivas.
- Workcation: A palavra em si remete para a possibilidade de trabalhar e estar de férias em simultâneo, cada vez mais possível para quem quer conciliar o trabalho à distância, fora da residência atual, com as horas de lazer. Não é um substituto das férias, mas sim a oferta de uma melhor experiência de trabalho.
- Enriquecer as ligações: O sentimento de pertença a um todo numa empresa enfraqueceu, e apenas os contactos mais diretos permaneceram. Embora seja possível trabalhar de forma coesa e manter a produtividade elevada, não se devem descurar os laços, e as empresas terão de trabalhar para elevar e fortalecer as relações interpessoais.
- Do “Great Resignation” à reformulação cultural: Os funcionários estão longe de querer ficar apenas por dinheiro, e como tal as empresas têm de reformular a sua cultura, para além dos benefícios básicos: ter em consideração o estado emocional e o bem-estar, e promover o envolvimento com a cultura e missão da empresa.
- Mudança de mentalidade no recrutamento: Os candidatos, antes de responder a um recrutamento, procuram saber os valores, a cultura, os benefícios e o que pensam os funcionários sobre a empresa. A resposta a este contexto está no “inbound recruiting”, ou seja, a empresa tem uma estratégia de conteúdos permanente sobre si própria. É colocar o potencial candidato no centro, e não o empregador, como tradicionalmente era feito.
- Recrutar pelo conhecimento futuro: As empresas procuram perfis que sejam capazes de gerir e resolver uma variedade de problemas, imprevistos, e de se moverem em ambientes de mudança constante, de forma a responder à escassez de talentos.
- Total Experience: É ter em consideração a experiência do cliente, do colaborador, do utilizador e a multi-experiência, com o objetivo de as interligar para alcançar uma maior experiência global. Essa aprendizagem é usada para criar simulações realistas e preparar os colaboradores para situações futuras. Este é o processo da Total Experience, que permite melhorar a experiência de clientes e colaboradores.


