A informação é ainda pouco confiável e tudo o que hoje se escrever amanhã pode ter sido desmentido. Mas sabe-se que Prigojin, o patrão da Wagner, lançou uma coluna militar sobre Moscovo. Por alguma razão suspendeu a marcha, mas terão existido confrontos. Imagens televisivas mostram populares aparentemente satisfeitos com a insurreição. Antes de tudo isto, […]
A informação é ainda pouco confiável e tudo o que hoje se escrever amanhã pode ter sido desmentido. Mas sabe-se que Prigojin, o patrão da Wagner, lançou uma coluna militar sobre Moscovo. Por alguma razão suspendeu a marcha, mas terão existido confrontos. Imagens televisivas mostram populares aparentemente satisfeitos com a insurreição.
Antes de tudo isto, todavia, Prigojin veio dizer que a história da invasão da Ucrânia não passa de uma farsa; que a Ucrânia não andou a bombardear o Donbass nem ia atacar a Rússia com o apoio da NATO; que o objetivo da guerra seria instalar um deputado pró-russo, Medvedchuk, na presidência da Ucrânia; que o Ministro Shoigu pretendia obter o posto de marechal. Algumas destas ideias parecem perfeitamente concebíveis.
Também já se sabe, sem sombra de dúvidas, que a Wagner que até há pouco nem existia afinal existe, e que a interferência russa nas democracias ocidentais é um facto. Quem terá de mudar de narrativa é o grupo de compreendedores de Putin. Estes apoiantes foram aos livros de História procurar explicações para o inexplicável. No final, é hoje cristalino que não se trata de apoiar a Rússia mas de criticar os EUA. Como os inimigos dos meus inimigos meus amigos são, as águas foram fáceis de separar.
Prigojin, mais uma figura pouco recomendável no topo da oligarquia russa, veio agora dizer o que já se sabia. Mas as afirmações, vindas de dentro têm um valor diferente. Dito isto, e aí está o problema, quando o regime cair resta ver quem sucede a Putin. Entre ele e um qualquer Prigojin, que venha o diabo e escolha


