Cada vez mais se ouve falar de Felicidade no Trabalho, e eu próprio já escrevi sobre esse tema que muito me fascina. Não só a felicidade no trabalho, mas a felicidade em toda a sua amplitude. Neste âmbito, surgiu mais ou menos recentemente em algumas empresas o departamento da Felicidade, e bem assim o(a) diretor(a) […]
Cada vez mais se ouve falar de Felicidade no Trabalho, e eu próprio já escrevi sobre esse tema que muito me fascina. Não só a felicidade no trabalho, mas a felicidade em toda a sua amplitude. Neste âmbito, surgiu mais ou menos recentemente em algumas empresas o departamento da Felicidade, e bem assim o(a) diretor(a) da Felicidade, pelo que é neste tema que me foco naquilo que escrevo em seguida, de forma breve, e exatamente da forma como penso.
No seguimento da criação dos departamentos da Felicidade, surgiram os diretores da Felicidade, e bem assim, a pergunta que me assalta: É possível dirigir a felicidade?
E, ato contínuo, vem-me à mente a resposta: Sim, é possível. É possível, mas depende do desprendimento material das mais diversas entidades patronais, como da Lua dependem as marés de todos os rios, mares e oceanos.
É fundamental, ainda antes da criação destes benditos departamentos, a mudança cultural na grande maioria dos gestores das empresas, não apenas em Portugal, como um pouco por todo o mundo.
Não se pode ver o Departamento da Felicidade como uma manobra de marketing, que coloca as empresas muito bem vistas na opinião pública, mas que efetivamente e internamente, a felicidade no trabalho, e dos seus trabalhadores, não é de todo uma prioridade para os seus gestores. Para que de facto a felicidade seja uma prioridade, terá de haver um forte e honesto compromisso dos responsáveis, terá de haver uma cultura humana e humanizadora, terá de ser visto o trabalhador como o mais importante e precioso ativo da empresa.
De tudo o que tenho escrito, há uma frase que aqui se aplica e faz todo o sentido. Gosto de pessoas despidas de mundo, que apenas se vestem da essência de tudo. Esta é uma excelente forma de dar início a um caminho de felicidade nas empresas e dos seus seres humanos.
É hora de as organizações se despirem de mundo. Despirem-se das prioridades materiais, sem naturalmente descurar a rentabilidade a favor da empregabilidade, mas apenas mudando o foco, atingindo a rentabilidade com as pessoas, e não através delas.
Vestir as empresas com a essência das pessoas e dos seus melhores princípios e valores.
E não é fácil. Lidar com pessoas, de todo. Não é fácil, porque para as entendermos, temos de nos despir dos nossos conceitos e preconceitos. Temos de ouvir de “canoa vazia”, precisamos de praticar a escuta ativa, e isso, meus amigos, não é fácil porque nos obriga a um posicionamento ao nível das outras pessoas, e não a um nível superior como tanto gostamos de estar.
Nas empresas, as hierarquias são vividas com superioridade humana, ao invés de apenas superioridade hierárquica, ter um cargo superior, não implica ser uma pessoa superior.
E assim, cabe ao Departamento da Felicidade, a arte de
- Focar no objetivo
- Envolver no projeto da organização
- Liderar de forma positiva
- Incentivar para os resultados
- Comunicar de forma assertiva e empática
- Incluir no ambiente da equipa
- Desenvolver as competências
- Acrescentar valor à pessoa
- Despertar para a importância da sua função
- Educar pela formação técnica e humana
O Ser Humano é feliz quando é visto, sentido, reconhecido, valorizado, motivado. Vai muito além do salário. Por vezes, uma pergunta do género “o seu filho está melhor?”, faz toda a diferença na produtividade e bem-estar de um trabalhador. Afinal não é assim tão difícil, pois não? Que venham daí esses Departamentos da Felicidade, mas também uma mente mais aberta para quem os dirige.
Por favor, sejam felizes. ; )

