Preparar uma organização para o futuro nunca foi tão desafiante, nem tão entusiasmante. Num contexto onde a mudança e a pressão por resultados se tornaram o novo normal, o que distingue as empresas que crescem das que apenas sobrevivem é a liderança. E, mais do que nunca, liderar é um exercício de vulnerabilidade, coragem e foco.
A gentileza, tantas vezes confundida com “ser bonzinho”, assume um novo protagonismo. Não se trata de evitar conflitos, de agradar a todos, ou de arranjar desculpas, mas sim de criar um ambiente onde o feedback é frontal, a exigência é clara e o respeito é inegociável, promovendo uma cultura de performance, onde ‘performance is care’.
Como sublinha o artigo da Harvard Business Review, «Why kindness isn’t a nice to have», ser um líder gentil significa enfrentar desafios com coragem e empatia, criando condições para que todos se sintam valorizados e encorajados a dar o seu melhor. Este ambiente psicologicamente seguro fortalece a confiança e incentiva a colaboração, o que se traduz diretamente em melhores resultados e equipas mais motivadas e empenhadas em atingir objetivos comuns.
Esta visão está alinhada com a nova cultura da Unilever, que propõe quatro comportamentos essenciais para promover uma “mentalidade de crescimento”.
O primeiro é Cuidar com Comprometimento: preocupar-se genuinamente com o desenvolvimento das pessoas, com a experiência dos consumidores e com o impacto no planeta. Aqui, desempenho e cuidado não são opostos, mas aliados, e é nos momentos difíceis, como nas conversas de feedback, que esta cultura se revela.
O segundo comportamento, Focar no que Importa, está ligado ao princípio da simplificação. Menos iniciativas, com mais impacto. Não se trata de reduzir ambição, mas de canalizá-la para a criação de valor. Promovendo assim uma cultura organizacional mais ágil e eficaz.
Estar 3 Passos à Frente representa outro comportamento fundamental para o futuro, traduzindo-se na capacidade de antecipar tendências, inovar e agir com coragem, mesmo perante o risco de falhar. A verdadeira força está em assumir a própria vulnerabilidade, transformar erros em oportunidades de aprendizagem e fazer da experimentação um motor constante de inovação e crescimento.
Líderes que arriscam e não temem o fracasso tornam-se referências de coragem,
inspirando equipas a desafiar limites, a procurar soluções originais e a cultivar uma cultura de progresso contínuo.
Por fim, Entregar com Excelência, assumindo a responsabilidade e comprometimento em passar da ideia à ação. No essencial, liderar o futuro significa fomentar uma cultura onde a satisfação de vencer supera o medo de falhar, tornando pessoas e organizações mais audazes, resilientes e mais bem preparadas para enfrentar os desafios e impulsionar o crescimento sustentável.
Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui.
