Até ao dia das eleições legislativas, 30 de janeiro, a Líder vai publicar diariamente as opiniões e contributos de várias personalidades a quem foi lançado o desafio de responderem à pergunta: O que precisamos mudar? Homens, mulheres, jovens, seniores, caucasianos, negros, crentes e não crentes, qualquer que seja a orientação sexual terão a sua opinião […]
Até ao dia das eleições legislativas, 30 de janeiro, a Líder vai publicar diariamente as opiniões e contributos de várias personalidades a quem foi lançado o desafio de responderem à pergunta: O que precisamos mudar?
Homens, mulheres, jovens, seniores, caucasianos, negros, crentes e não crentes, qualquer que seja a orientação sexual terão a sua opinião na Líder e serão capa.
Na Líder a capa é de todos.

Pedro Matias é Presidente do ISQ
O que queremos para Portugal é tudo aquilo que queremos tantas vezes para a nossa família e para os nossos mais queridos. Queremos amor, queremos felicidade, queremos desenvolvimento, queremos justiça, queremos equilíbrio, queremos realização, queremos mais oportunidades, queremos futuro, um bom futuro.
A questão é que um País não é uma família. Um País nunca é, infelizmente, totalmente justo e igualitário. Isso não significa que não pugnemos por esse caminho.
Mas se queremos um Portugal moderno, desenvolvido, mais justo e com oportunidades para os Jovens, talvez uma das questões mais importantes seja o investimento em Educação. É uma boa educação de base que permite a cada um ter mais oportunidades e realizações.
Esta é a aposta que Portugal ainda não conseguiu ultrapassar. É certo que no geral o sistema de ensino em Portugal é bom. É certo que as Universidades em Portugal evoluíram muitíssimo nos últimos anos. É certo que os Professores em Portugal são bons e dedicados. Mas também é certo que tudo isso ainda não chega e Portugal ainda não conseguiu atingir o patamar desejável a nível de criar condições de base mais fortes e mais favoráveis a nível do sistema de ensino.
Assim, penso que o grande desígnio devia ser um fortíssimo investimento na Educação. Vemos, hoje em dia, que sempre que cada nova geração é mais instruída que a anterior (em sentido lato), se abrem muitas mais oportunidades num Mundo que cada vez é mais global, sem fronteiras e onde os Jovens de qualquer pequena vila ou cidade têm de disputar as oportunidades com os países mais evoluídos.
Por outro lado, julgo que seria muito importante também que do ponto de vista do desenvolvimento empresarial os Governos devessem, mais do que nunca, discriminar positivamente tudo aquilo que é a produção de conhecimento e inovação. O conhecimento, o empreendedorismo e a inovação serão os “drivers” de crescimento económico dos próximos anos e a chave para ultrapassar a crise provocada pela “Pandemia COVID-19”, assim como crises similares que só serão vencidas com base na produção de conhecimento avançado.
Nesse sentido, são necessárias medidas robustas para alavancar estes “drivers” como por exemplo: um novo sistema de incentivos fiscais à I&D (alargando as despesas elegíveis e elevando as taxas de recuperação), apoio forte para a contratação de doutorados pelas empresas, incentivos fiscais aos centros de interface e infraestruturas tecnológicas e ao seu trabalho direto com as empresas; aposta na
produção de conhecimento científico avançado por parte das Universidades e Politécnicos. Por outro lado, Portugal e a Europa precisam ainda de pensar estrategicamente no reposicionamento da produção industrial de determinados produtos estratégicos no Continente europeu sob pena de continuarem a ficar reféns de outras geografias em tempos de crise.
Quanto à aposta no desenvolvimento sustentável essa já nem é um desafio. É um imperativo.


