As florestas têm vindo a ser destruídas pelos humanos há milhares de anos. No final da última idade do gelo, estima-se que 57% das zonas habitáveis do planeta fossem floresta. Segundo o World Economic Forum, a área florestada desceu de 6 mil milhões para 4 mil milhões de hectares, o que significa que os nossos […]
As florestas têm vindo a ser destruídas pelos humanos há milhares de anos. No final da última idade do gelo, estima-se que 57% das zonas habitáveis do planeta fossem floresta. Segundo o World Economic Forum, a área florestada desceu de 6 mil milhões para 4 mil milhões de hectares, o que significa que os nossos antepassados destruíram um terço das florestas do mundo.
E mais: cerca de 63% da destruição da floresta da Amazónia é motivada pela necessidade de terreno para a criação de gado. Ou seja, quanto mais carne comermos, mais incentivamos a desflorestação.
A chave para combater a desflorestação é a Transição Florestal, o que significa não só acabar com a desflorestação, mas expandir e voltar a dar vida às florestas que foram já destruídas. Muitos países conseguiram combater a desflorestação e inclusivamente reabilitá-la, sendo os mais notórios a Inglaterra, França, Escócia e Japão, de acordo com o Our World in Data.
Na Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP26) em Glasgow, os países que detêm cerca de 85% das florestas do mundo declararam que até 2030 iriam parar a desflorestação.
Há duas grandes razões para os humanos terem destruído as florestas e continuarem a fazê-lo: a demanda de território e a necessidade de madeira. Precisamos de madeira para muitos propósitos – como material de construção, para o fabrico de papel, e, mais importante, como fonte de energia. Porém, de longe o que mais motiva os seres humanos para a destruição das florestas é a agricultura. A humanidade extermina as florestas para dar espaço para as plantações crescerem e para haver também espaço para a pastorícia.
O consumo de carne tem um grande impacto nas alterações climáticas: o território usado para a produção de carne é muito maior quando comparado ao que é necessário para os alimentos plant-based. A redução do consumo de carne, especialmente de carnes vermelhas, seria um bom progresso para o fim da desflorestação.
A redução da demanda da lenha como fonte de energia deu-se quando fontes de energia modernas se tornaram disponíveis (inicialmente combustíveis fósseis, e mais recentemente energias renováveis e nuclear).
Além disso, o progresso tecnológico fomentou a redução da procura de terreno para a agricultura ao encontrar maneiras mais eficientes de usar o solo. A produtividade da terra graças à tecnologia moderna para a agricultura permitiu que cada vez mais países aliviassem a floresta que, de outra forma, seria arrasada.
Não existe uma única resposta para a pergunta de como acabar com a desflorestação. Há, no entanto, grandes mudanças que podemos fazer para tornar este objetivo uma realidade. Uma agricultura mais produtiva, em vez de extensiva, a redução do consumo de carne, políticas eficientes para a conservação da floresta, e a mudança para as energias renováveis, são fatores que ajudam a atingir o objetivo – não só impede que florestas intactas sejam destruídas, como até podem fomentar o crescimento e expansão das que foram eliminadas.


