Enfrentar é o grande tema da revista Líder n.º 30. A edição já está disponível nas bancas (incluindo livrarias, Fnac e Bertrand) e em formato digital.
Michael H. Posner, Professor de Ética e Finanças na Stern School of Business da NYU (Universidade de Nova Iorque), e autor de Conscience Incorporated – Pursue Profits While Protecting Human Rights, é o protagonista da Grande Entrevista. Em ‘Somos a favor do negócio, mas queremos padrões elevados’ explica-nos o conceito do otimismo ético, em que as grandes empresas e organizações globais devem ser honestas sobre a forma como estão a ganhar dinheiro. Tal remete-nos para um modelo de responsabilidade partilhada no enfrentamento das causas subjacentes aos riscos e abusos mais graves em matéria de direitos humanos.
Na Grande Reportagem ‘A Coragem de Criar e Enfrentar – Quando a arte é campo de batalha’, três artistas e um musicólogo sentaram-se com a Líder para falar dessa chama rebelde que a arte acende quando tudo o mais falha. Paulo Pascoal, Joana Vasconcelos, Miguel Januário e Luís Freitas Branco trouxeram à luz a centelha que recusa extinguir-se, esse fogo interno que resiste a transformar o artista num mero produto.
Enfrentar – estado de luta ou fuga (fight-or-flight) é uma resposta fisiológica instintiva a uma situação ameaçadora, que prepara alguém para lutar ou fugir. A ideia é resistir, reconhecer e aceitar as coisas como elas são. É a coragem. Aceitar não é resignar-se, mas enfrentar. Informação em falta ou excesso dela, medo do erro e das consequências, conflito de interesses, falta de confiança, pressão e incerteza. Os obstáculos que se colocam no caminho da decisão, também se colocam na contra- corrente e evitam enfrentar a realidade. Enfrentar implica encarar e aceitar, para que depois seja tomada uma posição. O receio de tomar uma decisão errada pode levar à procrastinação. A inexperiência e o ambiente económico, social e político instáveis também fazem recuar. A palavra ‘coragem’ vem do latim coraticum, por sua vez, derivado de cor, cordis, coração. Procuram- se heróis modernos que, apesar do medo, não paralisam, com coração ao alto e os pés na terra. Existem técnicas que ajudem a ativar modos de luta e não-fuga? É também sensato que se escolham as batalhas para se vencer a guerra – há causas perdidas? Como otimizar recursos e poupar energia emocional que se liberta no enfrentamento de causas?
‘Fight or Flight’ é o artigo de Filipe Loureiro, Professor do Ispa – Instituto Universitário e Investigador no William James Center for Research, que escreve sobre a psicologia por detrás da resposta de luta ou fuga aos “predadores” modernos. Segue-se ‘O Futuro é Possível? O Papel da Comunidade e o Valor da Cooperação’, por Rogério Roque Amaro, Professor Associado jubilado do Departamento de Economia Política, do ISCTE-IUL, e co-fundador da Pluriversidade Comunitária.
No artigo ‘O Dia em que a Verdade Ficou Sem Luz’, quatro gestores do projeto do Fundo Europeu para os Media e a Informação (EMIF) escrevem juntamente com Pedro Calado, Diretor do Programa Democracia e Sociedade Civil da Fundação Calouste Gulbenkian sobre a escolha numa era de desinformação.
Num momento em que as sociedades vivem uma, cada vez mais presente, ameaça a uma situação de guerra ou de conflito, como devem preparar-se e como podem as organizações e as empresas ter um papel ativo e positivo?
O Instituto da Defesa Nacional, pelas vozes de Isabel Ferreira Nunes, Diretora-Geral, Coronel Carlos Coutinho Rodrigues e Coronel António Eugénio, ambos Assessores de Estudos do IDN partilham a visão da instituição, sob a perspetiva de três eixos: Resiliência, Gestão de Crises e Novas Tecnologias no domínio da Defesa. Segue-se o artigo de Jorge Rodrigues, do Observatório de Risco Geopolítico, ‘Como nos Devemos Preparar para o Próximo “Cisne Negro”?’.
Nesta edição contamos com o excerto do livro Os Grandes Erros da II Guerra Mundial, de Jean Lopez e Olivier Wieviorka (Guerra e Paz), do capítulo ‘Estalinegrado, a Batalha que Não se Devia Travar’.
Se vamos todos morrer, porque é tão difícil enfrentar essa inevitabilidade? Ana Catarina Infante, Enfermeira de Cuidados Paliativos e doula do fim da vida, aborda o tema em ‘Como Enfrentar a Morte e a Ideia de Finitude?’.
‘Brincar com o Medo’, é a partilha da atriz Rita Lello, num tom de carta, próximo ao leitor, onde escreve sobre enfrentar o palco. Segue-se a experiência de enfrentar o céu com o artigo, ‘Lá em Cima, o Medo não Entra no Cockpit’, pelo piloto de longo curso Carlos Lima e o mar no artigo ‘O Medo Enfrenta-se Onda a Onda, Dentro e Fora de Água’, por Joana Andrade, Co-empresária da Progress Surf School e Surfista de ondas grandes.
A fechar o tema de capa, o artigo de Catarina G. Barosa, Co-founder e Creative Director Tema Central, sobre enfrentar o medo com base na obra de José Gil, Portugal, Hoje – O Medo de Existir.
A edição de verão conta ainda com dois dossiers especiais. O primeiro, Leading People tem como tema “Liderança Empática e Inteligência Emocional: O novo Paradigma de gestão” e Leadding Brands “ESG Roadmap: Construir negócios sustentáveis e éticos”.
Líder é a revista da Tema Central. É uma publicação, com quatro edições por ano, de ensaio, crítica, investigação e reflexão, que aborda todas as áreas da liderança.
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