E se tentássemos imaginar o mundo depois de depois de amanhã? Uma espécie de exercício à Blade Runner, sabendo que o futuro nunca é como o imaginámos, mas que nem por isso deixa de fazer sentido fazer o esforço? O resultado dessa tentativa é a revista que aqui lhe chega.
Porquê uma Líder Blade Runner? Por várias razões. Primeira, porque na redação o filme tem fãs incondicionais – apesar de também haver pessoas suficientemente jovens para nunca o terem visto (aaarrgh!). Depois, porque o filme, e essa será a sua magia, não oferece uma visão de um mundo utópico ou distópico. É um filme em que o reconhecível se funde com o irreconhecível. Na nossa era, a IA dá à obra um novo nível interpretativo, deixando pistas sobre a tensão entre humanos e máquinas. A L.A. permanentemente chuvosa será um alerta sobre alterações climáticas? A Tyrell Corporation poderá ser uma das sete magníficas (as grandes tecnológicas)?
Para quem lidera e para quem se interessa sobre liderança, este número é, portanto, um convite a pensar o futuro, não para o adivinhar, mas para o realizar. As nossas organizações pensam pouco o futuro, por falta de tempo e de imaginação. Mas quem não pensa o futuro não pode inventá-lo. As grandes tecnológicas empregam futuristas e conheci o caso em Portugal de um Diretor do Futuro. Esse é o desafio: imagine a sua organização bem para lá de 2026. Por exemplo, em 2056. Com que se parece? Ou imagine um futuro sem a sua organização: o que a tornou irrelevante?
O desafio é importante porque, como dizia o grande CK Prahalad, «a imaginação é um dos recursos mais raros nos líderes». Fica, pois, o convite: venham connosco nesta viagem no tempo. Bem-vindos a 2056.
Este artigo foi publicado na edição nº 34 da revista Líder, cujo tema é ‘Depois do Amanhã’. Subscreva a Revista Líder aqui.
