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Denise Calado

As tendências para o mercado de luxo

28 Abril, 2022 by Denise Calado

Em 2021 foram registadas quedas no número de novas aberturas de lojas dedicadas ao segmento de luxo na América do Norte, Ásia, e Europa, mas foi na China que abriram mais de metade (55%) do total global de novas lojas de retalho de luxo. No Médio Oriente, as marcas de “ultra-luxo” representaram 92% das aberturas de novas lojas nesse segmento. E apesar das novas lojas físicas, é expectável que o online continue a dominar o negócio da revenda de luxo.

Estas são parte das conclusões do relatório Global Luxury Retail 2022 Outlook, da imobiliária Savills, que analisa o mercado global de retalho de luxo após os impactos da pandemia, e que ainda demonstra que os três maiores grupos de marcas de luxo – LVMH, Kering e Richemont – foram responsáveis por 41% do volume total de novas aberturas de lojas de luxo em 2021 a nível global, face aos 33% de 2019.

A pandemia trouxe desafios acrescidos, mas a resiliência do segmento de retalho, demonstrada a nível global, originou oportunidades para os grupos de luxo com maior capitalização. Tal verifica-se pelo aumento significativo das atividades de M&A e de financiamento no segmento de luxo em 2021. A grande subida dos volumes de negócio deveu-se à aquisição, no início de 2021, da Tiffany & Co. pelo grupo LVMH, num valor estimado de 15,8 mil milhões de dólares. Este aumento de atividade reflete-se também no sector de revenda de luxo. A Bain & Company estima que o mercado de luxo de segunda mão tenha atingido 33 mil milhões de euros em 2021, um crescimento de 65% em relação aos níveis de 2017.

Em 2022, os retalhistas de luxo deverão continuar a expandir-se a nível global, com o aumento da atividade das suas lojas nos mercados domésticos como na China e no Médio Oriente.

A Savills partilha quatro tendências-chave que vão influenciar os destinos do retalho de luxo:

  1. Metaverso e a ligação entre o mundo físico e o digital

Enquanto o metaverso está ainda a ser desenvolvido, as marcas de luxo estão já a gerar vendas de produtos virtuais, com benefícios óbvios. O metaverso apresenta um fluxo de rendimentos adicional, tanto no ponto de venda inicial como através de formatos de revenda. A dispensabilidade de matérias-primas utilizadas no desenvolvimento de produtos virtuais significa também que esta realidade é mais rentável e mais sustentável. O mundo online oferece, adicionalmente, uma oportunidade de ligação com os consumidores mais jovens. Desta forma, irão os produtos de luxo virtual substituir o luxo físico e diminuir a necessidade da existência de lojas? É altamente improvável. A popularidade das marcas de luxo no mundo virtual deve-se à capacidade de atração desenvolvida no mundo real. Assim, se no “mundo real” um retalhista vê enfraquecida sua relevância, no mundo virtual essa fraqueza será replicada. Em suma, as dimensões virtual e física complementam-se, e não atuam como alternativas uma à outra.

  1. Aberturas de novas lojas

Em 2022, as aberturas de novas lojas deverão permanecer centradas em mercados-chave domésticos. Espera-se que em mercados que registam uma maior maturidade no retalho de luxo exista hesitação em expandir o total de área de lojas físicas. Contudo, a nível global, poderá observar-se o contrário, ou seja, uma extensão da pegada das lojas físicas de retalho de luxo, impulsionada pela abertura de novas lojas em grandes mercados como a China e os EUA.

  1. Turismo

Segundo as previsões atuais da Economia do Turismo, só em 2025 o número de passageiros aéreos internacionais voltará aos níveis pré-COVID-19. Enquanto a pandemia teve um impacto sem precedentes nos mercados de luxo, os fundamentais que tornaram os mercados atrativos não mudaram significativamente, assumindo um regresso às tendências internacionais pré-COVID-19. Cidades como Nova Iorque e Londres continuam a subir no ranking de destinos de mercado de luxo. No entanto, o ranking é dominado pelas cidades asiáticas. A China tem duas das suas principais cidades no Top 10 global, Xangai e Pequim. Isto alinha-se com a importância que os consumidores chineses atribuem ao mercado de luxo global de bens pessoais, com 21% das vendas no ano passado.

  1. Valores das rendas

Para os destinos de luxo com maior dependência do turismo internacional, tem vindo a ser registado um abrandamento nos valores de renda. Por exemplo, a Bond Street, em Londres, verificou um acentuado declínio das rendas, de 16,7% entre o 4.º trimestre de 2019 e o 3.º trimestre de 2021. Para os outros mercados na Europa que sofreram também um declínio no mesmo período de tempo, a queda média foi de 18,3%. No entanto, metade das “ruas de luxo” europeias não reportaram qualquer alteração neste sentido.

No caso de Portugal, a escassez de produto de qualidade, que preencha os requisitos de marcas de luxo com interesse no mercado nacional, é atualmente o principal entrave à entrada de novas marcas. A dimensão do mercado interno e a dependência do fluxo turístico são outros fatores que condicionam o crescimento deste segmento. No entanto, verifica-se o interesse de algumas marcas em entrar em Portugal, o que poderá animar este segmento nos próximos 2 anos, refere a análise.

Arquivado em:Notícias

Três dicas sobre o prazo do crédito habitação

28 Abril, 2022 by Denise Calado

Com o Banco de Portugal a reforçar as medidas para que o prazo médio dos contratos de crédito convirja para os 30 anos, o tema do prazo do crédito habitação ganhou uma nova projeção. A nova recomendação da instituição vem reforçar o objetivo que já tinha sido definido em 2018: alcançar até ao final de 2022 uma maturidade média nos novos contratos de crédito de 30 anos.

A UCI, empresa de soluções de financiamento para compra de casa, partilha três dicas para quem está a pensar comprar casa com recurso a crédito:

  1. Analisar o impacto de diferentes prazos nos custos do crédito habitação

Escolher o prazo do crédito habitação não se deve limitar a saber qual o prazo máximo possível. Também não se deve limitar a escolher a opção do prazo mais longo apenas porque permite uma prestação mais baixa. Ao contratar um prazo mais longo para ter uma prestação mais baixa, está-se a aceitar pagar juros durante mais tempo e, portanto, que o custo total do empréstimo seja maior. Para tomar uma decisão informada e que defenda os interesses a curto e a longo prazo é necessário testar diferentes prazos e ver o impacto que estes têm sobre o valor da prestação e sobre o custo total do crédito, que se reflete no MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor). Assim, é recomendável procurar um ponto ótimo entre os diferentes indicadores, ou seja, um prazo do crédito habitação que permita uma prestação confortável e pagar juros durante o tempo estritamente necessário.

  1. Analisar a Taxa de Esforço de crédito habitação

Para decidir a melhor solução de prazo do crédito habitação, é importante saber também qual a Taxa de Esforço para o crédito. A Taxa de Esforço, que é um importante indicador para a aprovação do crédito habitação, determina a percentagem dos rendimentos do agregado familiar que estão alocados a encargos com responsabilidades de crédito. Contempla o total dos rendimentos mensais do agregado e os encargos mensais com créditos, incluindo o crédito habitação que se vai contrair e os encargos já existentes (crédito pessoal, crédito automóvel e despesas com o cartão de crédito). O objetivo deste indicador é perceber de que forma o crédito habitação vai afetar a saúde financeira do agregado familiar, assegurando que é possível ao agregado cumprir com os encargos já assumidos e com os custos mensais do novo crédito habitação. A recomendação do Banco de Portugal é que a Taxa de Esforço do crédito habitação seja inferior a 50% do rendimento total.

  1. Pensar na vida durante todo o período do crédito habitação

O crédito habitação é um compromisso assumido agora, mas que se prolongará durante vários anos. É por isso importante olhar para a situação atual e perceber se há condições para cumprir com os encargos associados ao crédito habitação hoje, mas também no dia de amanhã.

Um prazo do crédito habitação mais longo significa ter a obrigação de pagar uma prestação mensal durante mais anos. E se perder o emprego? E se ficar doente? E se se reformar antes do término do contrato de crédito habitação e o nível de rendimentos baixar? É importante pensar nestas questões e, se possível, tomar uma decisão que permita ficar livre do encargo com o crédito habitação o mais rápido possível.

 

Arquivado em:Notícias

Diversidade, Equidade e Inclusão no trabalho atrai mais colaboradores para as empresas

28 Abril, 2022 by Denise Calado

É inegável: a Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) é um tema cada vez mais essencial e decisivo nos dias de hoje para quem procura emprego, indica um novo estudo da Stanford University, divulgado pela consultora em RH Korn Ferry. De acordo com a análise do professor Jung Ho Choi, as pessoas que procuram emprego têm mais tendência para considerar uma oferta em que nela está indicada a informação relativa à DE&I da empresa, do que quando essa informação está omissa.

No estudo feito em parceira com a Zippia, uma plataforma de ofertas de emprego, cerca de 267 mil pessoas receberam mais de 5 milhões de e-mails com oportunidades de trabalho: uns com variadas informações sobre os números relativos à diversidade em cada empresa, enquanto outros sem essa informação, sendo que todos os anúncios indicavam à partida o valor salarial. O resultado foi que as ofertas que incluíam os dados relativos a DE&I, e que tinham também os melhores valores nesse índice, tinham mais cliques (um aumento de cerca de 3%).

O estudo revelou que as pessoas se candidataram em maior número a essas ofertas de emprego, mesmo que apresentassem um salário mais baixo. Os futuros colaboradores estariam dispostos a perder cerca de mil dólares anuais para se integrarem em equipas onde sabem que vão ser bem integrados e sentir-se seguros, e em que há possibilidade de progressão de carreira para minorias. Esta mudança tem vindo a surgir desde o início do movimento #metoo em 2018 e com o movimento Black Lives Matter (BLM), e, segundo a Korn Ferry, é particularmente importante que empresas compreendam este novo fator ao publicar ofertas de emprego, especialmente tendo em consideração a emergente Great Resignation. Estes números podem até ser prejudiciais para empresas que os divulguem e que estes sejam baixos, visto que podem tornar a empresa menos desejável.

Além disso, é ainda crucial para as organizações uma estratégia de DE&I em cargos mais altos e de liderança. Se a empresa está de facto comprometida a melhorar os seus índices de DE&I, e apresentarem minorias em cargos de liderança, irá atrair mais pessoas e com melhores competências para o seu espaço de trabalho, refere a consultora.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Caramulo Experience Center: um novo Museu diferente de todos os outros

27 Abril, 2022 by Denise Calado

O Caramulo Experience Center (CEC) é um novo espaço dedicado aos amantes de automóveis e motos antigas, localizado na vila do Caramulo, parte do projeto do Museu do Caramulo, conhecido pela coleção de automóveis, motos e bicicletas, a par da coleção de arte.

Situado num antigo edifício industrial, o CEC alberga uma oficina de restauro e manutenção de automóveis clássicos, as reservas da coleção do Museu do Caramulo, uma área de exposições, um centro de documentação, uma loja de produtos para clássicos, salas para reuniões e formação, cafetaria, entre outros.

De acordo com a direção do Museu do Caramulo, pretende-se que o CEC seja um museu diferente de todos os outros. Com o objetivo de complementar a visita e a coleção do Museu do Caramulo, no CEC, os visitantes terão uma experiência única e personalizada, dentro de um “museu vivo” em que os carros quer “estejam em exposição, restauro ou manutenção, ou mesmo a circular, mudam a cada dia”.

Além do próprio espaço, a visita ao CEC pode ainda incluir um passeio de automóvel clássico, numa verdadeira experiência de viajar no tempo.

Mais informações aqui.

 

Arquivado em:Notícias

Filipa Esteves é a nova Diretora de Recursos Humanos da Capgemini

27 Abril, 2022 by Denise Calado

A nova responsável pelos RH da Capgemini passa também a ser membro da Comissão Executiva e vai reportar diretamente à Administradora-Delegada da empresa. Nas suas novas funções, Filipa Esteves, vai gerir os desafios na atração de novos talentos, consolidar a motivação das equipas da empresa e reforçar o posicionamento de RH da tecnológica no mercado nacional.

Com um percurso profissional extenso, Filipa Esteves era há dois anos Diretora de RH da Caixa Geral de Depósitos, tendo passado ainda PT Comunicações, Pfizer Portugal e pelo Grupo Euroconsumers. Licenciada em Psicologia Social e das Organizações, pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada, tem um Mestrado Executivo em Gestão, pelo INSEAD.

A nova Diretora de Recursos Humanos define-se como alguém apaixonada pela área, que considera uma componente essencial das organizações enquanto fator potenciador do sucesso dos negócios e das Pessoas.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Um guia para a liderança

27 Abril, 2022 by Denise Calado

Como fazer uma melhor gestão da sua empresa e tornar-se um líder de sucesso? Que novas ferramentas deve dominar? A European Leadership Academy partilha um “Roadmap to Leadership” com algumas pistas:

As pessoas primeiro: dar valor aos seus colaboradores, e entender que as pessoas trabalham por reconhecimento. A verdadeira liderança passa por melhorar a moral dos trabalhadores e estimular a sua criatividade, nomeadamente, através de salários competitivos.

Web 2.0.: a autora e especialista em experiência de utilizador, Darcy DiNucci, previa num artigo publicado em 1999, que o aparecimento da web 2.0 estaria iminente. Nesse mesmo ano, DiNucci dizia que iriamos ter conteúdo interativo nas nossas televisões, mapas e páginas amarelas em tablets nos nossos carros, nos nossos telemóveis íamos ter notícias, e teríamos jogos online em dispositivos portáteis.

Em poucos anos a mudança foi notória e essa previsão tornou-se realidade: chegámos à web 2.0. Agora, qualquer utilizador pode usar a internet para seu próprio benefício através das redes sociais, blogues e websites. Cada página criada em qualquer rede social ou website é uma web 2.0: estimula a interação entre empresa e cliente, e a comunicação é facilitada. Os líderes devem saber como utilizar estas ferramentas em seu benefício para conseguir alcançar o sucesso. É aqui que entra a importância de ter uma estratégia digital.

Estratégia digital é uma escada cognitiva: ter uma estratégia digital nos dias de hoje é uma das tarefas essenciais que um líder tem de estabelecer. Cada passo tem de vir de um raciocínio cognitivo, cada degrau que tem de ser subido tem de vir de um processo. Sem este processo a liderança não será produtiva.

Estabelecer qual é a principal rede ou ferramenta digital a utilizar, como criar uma comunidade e gerar valor com esse espaço; ter uma presença ativa, de forma a estimular as interações com possíveis clientes; recolher informações sobre o público-alvo: qual o seu e-mail, telefone, LinkedIn, Instagram. Estes contactos dependerão das redes que escolher usar, mas será crucial ter uma base de dados com estas informações para melhor entender o que o outro lado procura. Um líder deve saber criar esta estratégia e geri-la da forma mais eficiente possível.

 

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