Empresas com Propósito têm alguma vantagem?

Vários “pensadores” organizacionais como Simon Sinek e Zach Mercurio, este último autor do best-seller The Invisible Leader, têm-nos “vendido” a importância de as organizações terem um Propósito.

Além da dúvida de haver ou não vantagem nisso, outra questão é se as empresas usam o Propósito apenas como uma bandeira que fica sempre bem exibir ao lado da missão e visão, ou se, por outro lado, aplicam mesmo o conceito na sua prática de gestão diária com os colaboradores, clientes, fornecedores e sociedade em geral.

É um facto que as empresas com um forte sentido de responsabilidade para com os seus colaboradores e a sociedade têm cada vez mais a preocupação de ter um Propósito e de desenvolverem medidas alinhadas com o mesmo. Para isso, é essencial implementarem ações no âmbito da sustentabilidade ambiental e para aumentarem a felicidade dos seus colaboradores, contribuindo para o acréscimo do seu desempenho profissional e pessoal, o tão desejado work-life balance.

Uma das dúvidas ainda existentes é se a colocação na prática das medidas alinhadas com o Propósito diminui o lucro. Defendo o contrário, ou seja, essas medidas podem ser um catalisador do sucesso pelo reforço da ligação dos colaboradores e clientes à empresa e contribuem para a melhoria da sua vida pessoal e da sociedade em geral.

Para além disso, o mercado de trabalho é cada vez mais constituído pelas novas gerações que são bastante sensíveis a estas questões, as quais otimizam o seu bem-estar, felicidade e participação social.

A certeza da vantagem efetiva de ter um Propósito ainda se torna mais relevante em situações de crise, como a atual pandemia, pois aumenta a diferenciação positiva das organizações que sabem ter e gerir o seu Propósito. O reforço da ligação entre empresas e pessoas torna-se ainda mais crítico face à incerteza e à necessidade de um modelo de trabalho mais descentralizado.

Há, portanto, claras vantagens pela diferenciação positiva das organizações que têm e praticam o Propósito, por as tornarem agentes da sustentabilidade social e ambiental e criarem nas pessoas que lá trabalham, e com quem trabalham, um orgulho e conforto na relação e na participação nesse desígnio.


Por Paulo Loja, Diretor Comercial e Marketing Estratégico da RHmais

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