Coisas de final de outubro e deste novembro: Chegou “O coração pensante”, o novo livro de David Grossman. A situação no Médio Oriente por um israelita sábio. A ler. Na música, grandes novidades de The Cure e Underworld. E descobri agora uma grande canção: Black Out Days, de um dos meus favoritos, Future Islands. O […]
Coisas de final de outubro e deste novembro:
- Chegou “O coração pensante”, o novo livro de David Grossman. A situação no Médio Oriente por um israelita sábio. A ler.
- Na música, grandes novidades de The Cure e Underworld. E descobri agora uma grande canção: Black Out Days, de um dos meus favoritos, Future Islands.
- O secretário-geral das Nações Unidas foi à Rússia ao encontro dos BRICs. Simbolicamente a visita foi muito valiosa. Para Putin.
- Há 1000 dias que Putin ataca a Ucrânia. Há quem o continue a compreender.
- Um dia alguém acabará por escrever um livro sobre as varandas de Moscovo, um dos lugares mais perigosos do mundo.
- A relatora especial das Nações Unidas sobre a Palestina, Francesca Albanese escreveu um artigo de página inteira no Público sobre a Palestina. Creio que conseguiu referir Coimbra e Lisboa, Austrália, Timor e o Líbano sem nunca mencionar o Irão, patrocinador desta guerra entre o ocidente e a Autocracia Inc, de que fala Anne Applebaum. Há um elefante na página.
- Trump ganhou. Um amigo americano que vive nos EUA explicou tudo numa mensagem de Whatsapp: “Eu sempre vos disse, quando vão ao bolso do working class, eles não perdoam.”
- Íñigo Errejón era, diz a imprensa, o ‘menino bonito’ da esquerda espanhola. Nunca tinha ouvido falar, mas pelo que se percebe era progressista e feminista. Acusado de assédio sexual e maus-tratos responsabiliza pelas suas condutas … o modelo neoliberal!
- Por estas e por outras, faz todo o sentido um artigo como “A democracia também é de direita”, de António Barreto (Público, 9/11). Que ainda seja preciso dizê-lo 50 anos depois do 25 de abril é um pouco ridículo.
- Greves às sextas. A pequena história repete-se. Com que custos os direitos de uns são exercidos sem contar com os direitos dos outros? As greves ininterruptas parecem confirmar a ideia de um país que não se governa nem deixa governar…
- Notícia deste mês: uma empresa anda desde os anos 90 a tentar construir dois parques de estacionamento em Lisboa. A concessão foi assinada por Jorge Sampaio, presidente da CML. Somos por vezes um país espantoso. No mau sentido da palavra.
- Em Inglaterra o Partido Conservador escolheu a primeira líder negra, Kemi Badenoch. Nels Abbey, jornalista nigeriano escreveu que se tratava do “membro mais proeminente da classe dos colaboradores negros da supremacia branca.”
- Na bola, Ruben Amorim numa semana destacou a estabilidade de que beneficiava, para na semana seguinte ser a fonte de instabilidade.
- Já o selecionador nacional, apesar do futebol normalmente sofrível da seleção, insiste em deixar descansar os jogadores os jogadores do campeão. Por exemplo, Quenda foi convocado, desconvocado e reconvocado. Em todos os momentos jogou sempre o mesmo tempo: zero minutos.
- Pepê, jogador do FC Porto teve o gesto de fair play do mês. Chapéu.
- Adeptos israelitas atacados em Amesterdão. A história volta a repetir-se.
- A melhor frase que li este mês, de William Buckley, a propósito das mentes progressistas dos EUA: “embora os liberais falem muito em ouvir outros pontos de vista, por vezes choca-os saber que existem outros pontos de vista”.


