Obviamente há vários 25 de abril por cumprir. Dependendo da história pessoal e do posicionamento ideológico, os sonhos por cumprir variam de pessoa para pessoa. Hoje quero dedicar estas linhas a uma realidade pouco recordada nestas comemorações: o progresso económico. Ou seja, a capacidade de desenvolver um tecido empresarial robusto capaz de criar bons empregos. […]
Obviamente há vários 25 de abril por cumprir. Dependendo da história pessoal e do posicionamento ideológico, os sonhos por cumprir variam de pessoa para pessoa. Hoje quero dedicar estas linhas a uma realidade pouco recordada nestas comemorações: o progresso económico. Ou seja, a capacidade de desenvolver um tecido empresarial robusto capaz de criar bons empregos.
Em Portugal temos andado sempre agarrados à ideia do patrão explorador. Obviamente há patrões de todos os tipos, tal como há trabalhadores de todos os feitios. Mas uma certa ideia do patrão como um mal necessário é altamente danosa. As discussões à volta do lucro atestam-no. Os lucros são como que um pecado original, um crime de usura. E quem os obtém fá-lo à custa do suor dos outros. A velha questão marxista da exploração, portanto.
O resultado é sabido: inúmeras famílias, incluindo a deste vosso servidor, veem os seus jovens partir em busca de salários como deve ser. As razões para este estado de coisas são muitas e têm sido escalpelizadas por muitos – recentemente Nuno Palma. Mas aqui fica o meu desejo: que um dia vejamos as empresas, os empresários e o mercado como parte integrante de uma boa sociedade – tal como um Estado forte, vigilante e capaz. Quanto ao lucro, dá vontade de repescar a velha máxima sobre a educação: se acha que a educação é cara, experimente a ignorância. É só mudar: se acha que os lucros são caros, experimente os prejuízos.
