O relatório “Trust Barometer Spring Update: A World in Trauma”, da empresa de consultoria Edelman, mostra em que nível está a confiança nos meios de comunicação social. E embora tenha aumentado em oito dos 14 países participantes, o nível de confiança global é de 51%, sendo que o Japão e a Coreia do Norte têm […]
O relatório “Trust Barometer Spring Update: A World in Trauma”, da empresa de consultoria Edelman, mostra em que nível está a confiança nos meios de comunicação social. E embora tenha aumentado em oito dos 14 países participantes, o nível de confiança global é de 51%, sendo que o Japão e a Coreia do Norte têm valores de cerca de 36%.
É preciso repensar o jornalismo, e o World Econmic Forum (WEF) lança algumas bases para a discussão:
Repensar as reportagens
O Papa Francisco disse que a missão de um jornalista é “explicar o mundo, torná-lo menos obscuro, fazer com que aqueles que vivem nele tenham menos receio e olhem para os outros com maior consciência, e também maior confiança”.
Embora a informação seja, mais do que nunca, fácil de aceder, tal não implica que esteja corroborada com base em factos. Combater a desinformação é fulcral. As redações são chamadas a combater esta “infodemia” regularmente, identificando a desinformação à medida que surge, em vez de esperar que se propague. Os meios de comunicação podem unir-se a investigadores e grupos de reflexão para identificar estas tendências nos canais sociais.
Por outro lado, se o jornalismo procurar ir de encontro às perguntas que a sua audiência faz, questionando-se “como posso abordar esta peça para que as pessoas possam confiar nela?”, isso vai conduzir a que o jornalista encontre soluções e envolva o público diretamente na peça.
Editar pela transparência
As audiências sabem pouco sobre a forma como as notícias são produzidas, o que contribui para muito do preconceito em volta do jornalismo. Tem de haver um esforço por parte das organizações para tornar clara a distinção entre opinião e notícia, e assim reduzir a confusão do público. O “The Trust Project” é um consórcio internacional que visa uma maior transparência e responsabilidade na indústria das notícias, através da criação de Indicadores de Confiança, para os meios de comunicação social, que ajudam na melhoria da sua credibilidade.
Distribuição
Controlar a distribuição de conteúdos tornou-se um desafio com a explosão das redes sociais. O relatório “Digital News Report 2021” da Reuters revelou que as notícias tendem a ser menos confiáveis quando são consultadas nas redes sociais. Colaborações editoriais, focadas na distribuição e co-branding, podem ajudar a construir melhores conexões com os leitores e conduzir para novas, e fiáveis, fontes de informação.

