O poder da intenção pura como um axioma que define a vida. Esta pode ser uma afirmação polémica e de várias interpretações. Mas a mais importante e fundamental é que a intenção é um poder que todos têm e poucos sabem usar com distinção. Vivem-se tempos de ambiguidade e complexidade, geradores de grande incerteza, a […]
O poder da intenção pura como um axioma que define a vida.
Esta pode ser uma afirmação polémica e de várias interpretações. Mas a mais importante e fundamental é que a intenção é um poder que todos têm e poucos sabem usar com distinção.
Vivem-se tempos de ambiguidade e complexidade, geradores de grande incerteza, a qual leva a mais incerteza, ansiedade e preocupação.
Daqui surge o medo, a partir do qual se desenvolvem os piores cenários.
Um Ser Humano tem a capacidade de pegar em ideias e com elas construir a sua casa, podendo esta ser uma casa de medo ou um farol.
A primeira opção resulta das pessoas se sentirem seguras perante as suas conclusões, mesmo que essa segurança seja medo.
Baseiam-se em informação externa, no que vêm e ouvem de forma superficial e atribuem-lhe significados perante os quais se julgam confortáveis.
Ou seja, definem a intenção que esses significados trazem à sua vida e assumem que é o suficiente para que as peças se encaixem na sua casa, aquela onde pensam que estão seguros e devidamente enquadrados em crenças que definem a sua realidade.
Deste modo, têm consigo uma constante intenção de se manterem nesse registo e procuram alinhar-se com outros semelhantes.
Sendo esta a realidade linear da maioria, a verdade é que, através dela, muitos começam a sentir o desconforto dessa linearidade, quando verificam que não há realização numa casa cujas divisões estão repletas da escuridão do medo e de crenças básicas onde o propósito e o amor não cabem.
Na essência humana há uma necessidade maior de pesquisa de valor, a qual pode ser difícil de encontrar.
Os que já não podem negar a procura do novo caminho, pesquisam o farol que lhes trará a nova realidade, cuja prática se revela muito mais satisfatória e preenchida de significado.
Esta coragem de se abrir ao novo é uma aventura de transformação, que requer o esvaziamento da casa do medo, para a preencher de novos e excitantes pulsares.
É possível que a perceção da realidade que teve até agora esteja errada? E se o erro foi nunca se ter apercebido de que há uma intenção escondida por baixo do que entende como a sua verdade e segurança?
Se vive em medo e nunca se apercebeu da intenção do medo, como pode ver o farol por detrás do medo?
O medo constrói cenários assustadores e a intenção por trás disso é garantir mecanismos de autoproteção, onde os outros e o exterior são vistos como uma ameaça da qual tem que se proteger, para garantir a segurança.
Esta é a casa do medo. Mas é na casa do farol que tudo é mais satisfatório e prometedor.
Quando começa a descartar a casa do medo e a sua intenção e determinação se focam no crescimento e aprimoramento da casa do farol, aquela que é iluminada, saudável e bem resolvida, o que lhe pode acontecer, que não seja a satisfação, a elevação e o crescimento?
A vida linear de qualquer pessoa é como uma casa com muitas divisões, cada uma contendo o que precisa para sobreviver. Se cada divisão estiver cheia de ideias e crenças assustadas e medrosas, todas as decisões que tomar terão como intenção o medo e a incerteza dos acontecimentos.
No processo automático da cognição, a intenção não tem em conta o valor emocional das escolhas.
Estas, vêm do nível do coração, onde vive o farol que há em cada pessoa.
Esse farol é conhecido como amor e paz e é onde reside o poder da intenção pura, da satisfação e propósito, onde é possível fazer do medo um aliado e redefinir neste conjunto o verdadeiro axioma intencional da vida: ser feliz!
Este é o poder da via iluminada!

Por Maria Julia Nunes, Diretora-geral da inSoul | Leadership Coach


