Porque gostamos de passar tempo na natureza? É a nossa zona de conforto, fornece-nos comida, abrigo e recursos para viver. Em 1986, o biólogo Edward Osborne Wilson propôs que o Homem tem uma conexão inata com o mundo natural, intitulada biofilia, o amor à vida. Todavia, uns gostam de estar mais do que outros em […]
Porque gostamos de passar tempo na natureza? É a nossa zona de conforto, fornece-nos comida, abrigo e recursos para viver. Em 1986, o biólogo Edward Osborne Wilson propôs que o Homem tem uma conexão inata com o mundo natural, intitulada biofilia, o amor à vida. Todavia, uns gostam de estar mais do que outros em contacto com a natureza. O World Economic Forum (WEF) procurou explorar os porquês dessa diferença.
Os benefícios do contacto com a natureza são inegáveis, mas nem todos têm essa disponibilidade ou acesso aos espaços verdes. O que faz a diferença é a afinidade – algumas pessoas preferem visitar um jardim, enquanto outras sentem mais conforto em assistir uma série de televisão. Um estudo publicado recentemente, com base em mais de 1.100 pares de gémeos, veio mostrar que a genética também tem um papel fundamental nesta preferência. Gémeos idênticos são mais semelhantes entre si na conexão com a natureza do que gémeos não idênticos.
Os resultados mostraram que 46% da variação em relação à natureza, medida numa escala psicológica, é explicada por fatores genéticos. Esta influência genética que nos leva a gostar da natureza terá fornecido uma vantagem de sobrevivência aos primeiros humanos, que por sua vez levou à formação de redes complexas de genes que moldam a forma como nos relacionamos e comportamos com a natureza.
Além da genética, outros fatores também influenciam a nossa conexão. Seja destinos de férias que marcaram a nossa infância, o exemplo de vida dos nossos familiares e amigos, o espaço onde vivemos, as experiências educacionais, tudo tem peso na forma como criamos um vínculo.
Em suma, também nós temos o livre-arbítrio para fomentar essa conexão. Seja através da prática de desporto ou meditação ao ar livre, do voluntariado ambiental. A conexão com a natureza não só nos trará saúde física e mental, como tornar-nos-á mais conscientes em torno da preservação da natureza.

