Com o objetivo de levar o serviço de Internet via satélite para casas em locais remotos, sem ligação, há um novo plano de conectividade em Portugal, onde cerca de 18,7% da população, quase dois milhões de pessoas, não tem acesso a Internet de 100Mbps. A tecnologia é da Eutelsat, empresa francesa de telecomunicações que detém […]
Com o objetivo de levar o serviço de Internet via satélite para casas em locais remotos, sem ligação, há um novo plano de conectividade em Portugal, onde cerca de 18,7% da população, quase dois milhões de pessoas, não tem acesso a Internet de 100Mbps.
A tecnologia é da Eutelsat, empresa francesa de telecomunicações que detém 39 satélites de comunicações, e o plano de expansão é da Eurona, empresa especializada em serviços e soluções de conectividade para áreas rurais e remotas.
A estratégia de crescimento no mercado português, tem como objetivo aumentar o número de clientes com uma ligação por satélite de 100 Mb e baseia-se no portfólio de clientes provenientes da Eutelsat e da experiência que tem em Espanha. Portugal é considerado o país com melhores frequências na gama de velocidades com mais de 100 Mbps, semelhantes às de Espanha, e, na Europa, apenas atrás da Suécia e da Bélgica.
A Eurona quer replicar em Portugal a estratégia que tem levado a cabo em Espanha, onde é o primeiro operador a oferecer internet via satélite de 100 megabytes. O seu objetivo é trazer conectividade para as zonas rurais, isoladas e remotas de Portugal, reduzindo assim a clivagem digital que funciona como um travão ao progresso económico e social.
Um contexto de oportunidade
A entrada da Eurona em Portugal faz parte do plano de expansão internacional da empresa, que conta com mais de 40.000 clientes na América Latina, África e Europa, continente onde o país vizinho se junta agora a Espanha, Itália e Irlanda.
A nossa entrada em Portugal ocorre também num contexto ideal, uma vez que o Plano Nacional de Recuperação e Resiliência (PRR) desenvolvido pelo Governo português irá atribuir 15% desses fundos, num total de 2.460 milhões de euros, à transição digital.
Fernando Ojeda, CEO da Eurona


