Foi ontem que se assinalou o 75º aniversário de um dos maiores compromissos do Mundo e das Nações Unidas: a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Este documento histórico consagra os direitos inalienáveis que assistem a todas as pessoas enquanto seres humanos – independentemente da raça, cor, religião, sexo, língua, opinião política ou origens. Disponível em […]
Foi ontem que se assinalou o 75º aniversário de um dos maiores compromissos do Mundo e das Nações Unidas: a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Este documento histórico consagra os direitos inalienáveis que assistem a todas as pessoas enquanto seres humanos – independentemente da raça, cor, religião, sexo, língua, opinião política ou origens. Disponível em 500 idiomas, é o documento mais traduzido no Mundo.
O tema de 2023 para este dia é «Liberdade, Igualdade e Justiça para Todos» e tem o objetivo de mudar o ponteiro da compreensão e da ação no sentido de um maior conhecimento da universalidade da Declaração Universal dos Direitos Humanos e do ativismo que lhe está associado.
Conheça alguns jovens que estão a dedicar as suas vidas ao ativismo e a lutar por um Mundo mais justo, igualitário e inclusivo:
Venus Aves (Filipinas)

Venus Aves é uma ativista dos direitos LGBTQIA+ das Filipinas e estudante de mestrado em Direitos Humanos e Ação Humanitária na Escola de Assuntos Internacionais de Paris. É assistente de programa na Coligação Mundial Contra a Pena de Morte e consultora em saúde transgénero, defesa das SOGIESC e inclusão LGBTQIA+.
Como organizadora comunitária, liderou a UP Babaylan, a organização de estudantes LGBTQIA+ mais antiga da Ásia, e foi cofundadora da Balur-Kanlungan, uma comunidade de bem-estar para jovens pertencentes a estas minorias. Como oradora pública e ativista, tem defendido uma lei nacional antidiscriminação em vários fóruns, incluindo no Senado das Filipinas, onde falou sobre a situação dos estudantes LGBTIQ+ em 2019. Venus acredita no poder do feminismo interseccional e da solidariedade global.
Courteney Mukoyi (Zimbabwe)

Mukoyi é um jovem entusiasta da CivicTech do Zimbabwe e o fundador e atual diretor da Justice Code Foundation. É bolseiro da Mandela Washington Fellow de 2023 e o destinatário do Democracy Innovation Award de 2022. Trabalhou com várias organizações, incluindo o Accountability Lab e a União Africana, para promover o uso de tecnologia e Inteligência Artificial em direitos humanos e engajamento cívico. Ele é um empreendedor em série que também fundou uma startup InsurTech chamada Toplegal, que iniciou sua jornada para criar empresas unicórnio em África.
Milena Rusu (Moldávia)

Esta jovem moldava é uma ativista de justiça social em Chisinau e, quando tinha apenas 16 anos, fundou o Feminismd, a primeira organização liderada por jovens no seu país dedicada à luta pela igualdade de género. Sob a sua liderança, a Feminismd conseguiu 31.500 de euros em financiamento, estabeleceu parcerias com várias organizações nacionais e internacionais de defesa dos direitos das mulheres e deu formação sobre consentimento e igualdade de género a mais de mil adolescentes em toda a Moldávia.
Devido à sua experiência de ativista, Milena foi selecionada como Jovem Embaixadora da Women Against Violence Europe (WAVE), copresidente do Painel Consultivo da Juventude da ONU na Moldávia e membro do Conselho de Liderança da Juventude (YLC) no Fundo Global para a Infância. Milena irá frequentar a Universidade de Vanderbilt como Chancellor’s Scholar a partir do outono de 2023.
Rachel Kalinaki (Uganda)

Rachel Kalinaki é uma especialista em juventude e defensora apaixonada dos direitos dos deficientes do Uganda, sendo que também ela vive com uma deficiência física. Tem mais de oito anos de experiência na defesa dos direitos dos jovens com deficiência a nível nacional, regional e internacional.
Atualmente, é representante dos jovens no Conselho de Administração da Integrated Disabled Women Activities (IDIWA) e faz parte da mesa nacional de raparigas e jovens mulheres da She Leads. É também defensora da juventude da ONU na Plan International, trabalhando para promover os direitos das raparigas e mulheres jovens com deficiência. Como bolseira da ONU para a Juventude, defende os direitos dos jovens marginalizados no Uganda, especialmente os das comunidades rurais e dos jovens com deficiência.
Kaeden Watts (Nova Zelândia)

Kaeden Watts é de Aotearoa Nova Zelândia e trabalha na intersecção entre as alterações climáticas e a soberania indígena. É ativista em vários níveis, envolvendo-se em campanhas populares e até na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. A sua experiência em trabalhos relacionados com a equidade permitiu-lhe envolver-se em mudanças transformacionais destinadas a criar um ambiente mais sustentável para os povos indígenas prosperarem.
Fonte imagens: United Nations Human Rights


