As sete primeiras ações climáticas de Biden

Desde a reentrada no Acordo de Paris até à restauração de certos monumentos, eis algumas decisões tomadas ou esperadas do novo Presidente dos EUA logo nos primeiros dias no cargo.

1.Voltar a fazer parte do Acordo de Paris
Depois de Trump ter anunciado a sua intenção de retirar os EUA do acordo climático de Paris, o acordo global crucial que visa limitar as emissões para evitar os piores impactos das alterações climáticas, teve de esperar três anos para sair formalmente. Depois de Biden enviar uma carta à ONU, os EUA podem voltar ao acordo em menos de 30 dias. O país terá de estabelecer novos objetivos de redução de emissões.

  1. Proibir novas licenças na área dos combustíveis fósseis
    Trump facilitou a perfuração em terras federais por parte das companhias petrolíferas e de gás. O tempo para obter uma licença para perfurar, por exemplo, desceu mais de metade. A administração também acabou com os chamados planos de arrendamento principal, uma política Obama concebida para gerir a perfuração em áreas sensíveis, tais como parques nacionais.
    Na campanha Biden disse que iria suspender a concessão de novas licenças fósseis em terras federais e assim fez no seu primeiro dia no cargo. A administração pode também iniciar a revisão de quaisquer licenças anteriores se tiverem sido emitidas indevidamente.

  2. Cancelar a licença do oleoduto Keystone XL
    Em 2015, a administração Obama negou uma licença para a construção do oleoduto Keystone XL, concebido para transportar 830 mil barris de petróleo bruto por dia das areias asfálticas no Canadá para os EUA – citando o facto de que o projeto iria prejudicar a liderança dos EUA em matéria de alterações climáticas.
    Trump aprovou a licença em 2017, embora o tribunal a tenha bloqueado mais tarde, dizendo que era necessária outra revisão ambiental. No seu primeiro dia de mandato, Biden cancelou a licença.
  3. Restaurar os limites de dois monumentos nacionais
    Em 2017, a administração Trump emitiu uma ordem para reduzir dois monumentos nacionais – Bears Ears e o Grand Staircase – em 85% e 50% respetivamente, abrindo o resto da região para ser explorada na área do minério e do petróleo e gás. Ainda estão pendentes processos judiciais de tribos nativas americanas que consideram aquela terra sagrada. Biden já assinou uma ordem executiva para reverter a decisão de Trump e restaurar os limites originais dos dois monumentos.

  4. Apoiar a ação climática global
    Os EUA tinham prometido 3 mil milhões de dólares ao Green Climate Fund, um programa das Nações Unidas que ajuda os países mais pobres a reduzir as emissões de carbono. Trump mandou parar os pagamentos, mas Biden irá voltar a contribuir.
  5. Prevenir focos de poluição
    Numa lista de 25 ações que Biden pode tomar imediatamente para enfrentar as alterações climáticas, uma coligação de grupos chamada Build Back Fossil Free está a defender uma política federal “sem hotspots” que assumiria o problema da poluição desproporcionada em comunidades de cor.
    A coligação quer que o Governo americano comece a cartografar as comunidades mais duramente atingidas e a impedir o desenvolvimento de novos combustíveis fósseis, operações e transportes nessas comunidades.
  6. Voltar a colocar as alterações climáticas em sites federais
    A administração Trump removeu várias páginas importantes da web centradas nas alterações climáticas, tais como uma página que incluía detalhes sobre o Plano de Energia Limpa. Uma análise em 2019 revelou que um quarto das palavras relacionadas com o aquecimento global, como “alterações climáticas”, “energia limpa”, e “adaptação”, tinham sido eliminadas dos websites governamentais. Espera-se que a nova administração atualize esses websites com informações científicas.

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