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Denise Calado

Novo centro líder para o Empreendedorismo na Europa

22 Abril, 2022 by Denise Calado

O Nova SBE Haddad Entrepreneurship Institute é o novo espaço no campus da Nova SBE de Carcavelos, que nasce com a missão de se tornar um centro líder em Empreendedorismo na Europa. O novo espaço, inaugurado juntamente com a Fundação Alfredo de Sousa e a Fundação Haddad, tem uma área de 300 m2 que inclui uma zona de cowork e de team work, um brainstorming corner, um espaço de eventos, cabines acústicas e outros espaços de trabalho.

Ao longo dos últimos três anos, a Nova SBE posicionou-se como um hub para empreendedores, cujo ecossistema acelerou mais de 200 startups e incubou outras 70 que angariaram mais de 50M€ e criaram mais de 300 empregos. Através da parceria com a Fundação Haddad, procura-se amplificar esse impacto e chegar a mais alunos, startups, empreendedores, antigos alunos e parceiros nacionais e internacionais.

Em cooperação com o, também recém-inaugurado, Nova SBE Innovation Ecosystem (iECO), serão fomentadas sinergias entre a academia, os alunos, as empresas parceiras e as startups incubadas no campus, que agora se podem fixar permanentemente no local. Os dois centros têm previsto lançar programas de estágio de verão, onde os alunos terão desafios como integrar startups, projetos de trabalho de empreendedorismo aplicado e laboratórios de campo, bootcamps e sessões de pitch, web3 debates e experimentação entre outros

O Instituto apoiará também a investigação de alta qualidade e o mindset de liderança no empreendedorismo, escalada de negócios, governance empresarial e companhias de alto crescimento. Está ainda prevista este verão a organização da primeira conferência académica de empreendedorismo, o desenvolvimento de case studies e barómetros assim como o apoio a outras iniciativas para fomentar o empreendedorismo feminino, focando na sua sustentabilidade e impacto.

Daniel Traça (Dean Nova SBE), Miguel Fontes (Secretário de Estado do Trabalho), Rosalia Haddad, Claudio Haddad, Miguel Pinto Luz (Presidente do Conselho de Administração da Fundação Alfredo de Sousa)

Mais informação sobre o Nova SBE Haddad Entrepreneurship Institute aqui.

 

Arquivado em:Notícias

Liberdade e direito de voto: o melhor do 25 de Abril

22 Abril, 2022 by Denise Calado

Os resultados de uma análise realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica (CESOP), para a Fundação Mário Soares – Maria Barroso e para a Fundação Calouste Gulbenkian, revela que mulheres e nascidos depois de 1974 são os que valorizam mais a Revolução dos cravos.

No estudo que procurou medir a importância atribuída à Revolução de 25 de Abril de 1974 e identificar os seus principais contributos, três quartos dos inquiridos consideram a Revolução “muito importante” para a sociedade portuguesa, sendo as mulheres e os inquiridos com idades compreendidas entre os 25 e os 44 anos (nascidos já em democracia) os mais convictos da sua relevância.

De entre uma lista de 14 temas, o direito de voto, a liberdade de expressão e a liberdade são vistos como os maiores contributos do 25 de abril (tanto a nível individual, como para a sociedade portuguesa). Tidos como contributos menos importantes (numa lista que contempla temas como os direitos das mulheres, a UE ou as condições sociais e laborais) surgem a Justiça, a descolonização e as Forças Armadas.

Quanto à importância da Revolução, cerca 61% dos inquiridos consideram o acontecimento “muito importante” e 63% afirmam de maior relevância a continuação da comemoração da data por, “valorizar os princípios da Liberdade e da Democracia” e “celebrar e preservar os valores e as conquistas da Revolução de Abril”, mas também pela passagem “dos testemunhos às gerações futuras”.

As comemorações dos 50 anos do 25 de abril de 1974 começaram simbolicamente a 23 de março de 2022, dia em que se começam a contabilizar mais dias vividos em democracia do que em ditadura. As comemorações, que só terminam em abril de 2024, são vistas como “muito importantes” para seis em cada dez inquiridos.

Arquivado em:Notícias

O cuidado na relação entre saúde mental e dificuldades cognitivas

22 Abril, 2022 by Denise Calado

As dificuldades cognitivas, como problemas de atenção e memória, associadas à doença mental, podem levar a diagnósticos errados e tratamentos desadequados. O alerta é dado pelo neuropsicólogo Amitai Abramovitch, num artigo publicado pelo World Economic Forum, onde apresenta as principais conclusões de um estudo que vem chamar a atenção para os diagnósticos incorretos de distúrbios mentais com base em disfunções cognitivas.

Segundo a meta análise “The C Factor: Cognitive dysfunction as a transdiagnostic dimension in psychopathology”, que incluiu 29 distúrbios mentais e incorporou dados de mais de 200.000 indivíduos, descobriu-se que tanto os transtornos mentais diagnosticáveis ​​quanto alguns sintomas comuns, como ansiedade e preocupação, carregam o chamado “custo cognitivo” (cognitive price), o “Fator C” – abreviação de disfunção cognitiva. Isso pode ser definido como desempenho inferior em testes cognitivos ou redução nas habilidades cognitivas, como atenção e memória. Uma vez que a análise demonstra que uma saúde mental mais precária está associada a pelo menos algum grau de disfunção cognitiva, esse tipo de défice pode ser muito mais comum do que se pensava anteriormente.

Isto é particularmente relevante tendo em conta que os distúrbios mentais são cada vez mais comuns, especialmente em jovens adultos e adolescentes. Mesmo antes da Pandemia, um em cada cinco americanos sofriam de alguma perturbação psicológica, relata a National Alliance of Mental Illness.

As doenças de foro mental vêm, por norma, acompanhadas por alguma forma de disfunção cognitiva, incluindo défices de memória e atenção, nas funções executivas e na rapidez de processamento. A relação entre a saúde mental e problemas cognitivos são cruciais para obter um diagnóstico apropriado. Por exemplo, um estudante universitário que sofra de distúrbio obsessivo-compulsivo (DOC) é de esperar que tenha algumas dificuldades em áreas como a concentração, organização, gestão de tempo e de memória. No entanto, neste caso, a origem destes défices cognitivos não vem de doenças como a dislexia ou de distúrbio de défice de atenção com hiperatividade (DDAH), como muitas vezes é interpretado, mas sim do DOC.

Se por um lado a falta de conhecimento sobre disfunções cognitivas associadas com o DOC pode levar a um tratamento inapropriado, o distúrbio da hiperatividade e défice de atenção, caracterizado por défices em funções executivas, é uma das doenças mentais mais erradamente diagnosticadas, em todas as faixas etárias.

Um estudo publicado em 2010 mostra inclusivamente que cerca de 20% dos jovens diagnosticados com este distúrbio e que são medicados para esse efeito têm um diagnóstico errado. Existem ainda evidências de que é feita uma prescrição de medicação com efeito estimulante para sintomas de falta de atenção, ainda sem um diagnóstico completo ou formal de DDAH.

Segundo o neuropsicólogo, a toma de estimulantes pode aumentar a irritabilidade e ansiedade, e exacerbar disfunções cognitivas nestes pacientes. Por isso, é crucial que os profissionais de saúde mental tenham um cuidado aprofundado sobre como a saúde mental e as disfunções cognitivas se relacionam entre si.

Ainda há um caminho a percorrer, nomeadamente tentar compreender o motivo pelo qual os distúrbios de saúde mental têm um “custo cognitivo”, e por isso levam a disfunções cognitivas. Tal torna-se particularmente surpreendente, uma vez que os vários distúrbios de saúde mental diferem significativamente em termos de sintomas e tipos de intervenções. E ainda tentar perceber que mecanismos cerebrais específicos subjacentes a certos sintomas comuns a todos os transtornos mentais, como o sofrimento, prejudicam a performance em testes cognitivos.

Arquivado em:Notícias, Saúde

Mercado de escritórios em Lisboa e Porto regista crescimento

21 Abril, 2022 by Denise Calado

A análise ao primeiro trimestre de 2022 da consultora imobiliária Savills mostra que o mercado de escritórios em Lisboa registou uma tendência de crescimento para níveis pré-pandemia com volume de absorção superior a 64.000 m2. Quanto à cidade do Porto, houve um volume de absorção aproximado de 5.900 m2, duplicando o resultado obtido no mesmo período de 2021.

Em Lisboa, foram fechadas 45 operações, das quais 70% representaram uma mudança de instalações de empresas. O crescimento na ocupação foi fortemente alavancado pela operação de pré-arrendamento de 28.000 m2 pela Fidelidade no Edifício Álvaro Pais, na zona de Entrecampos. O resultado sem essa operação seria, no entanto, 24% acima do mesmo período de 2021, o que confirma a tendência de crescimento pós-pandemia.

No mercado de escritórios do Porto, foram registados 12 negócios, em que maioria das operações decorreu nos meses de janeiro e março. As zonas CBD Boavista e Out of Town são as mais ativas, com 42% cada, ainda que a última tenha registado o maior valor de take-up, com 2.461m2 de espaços ocupados.

Os resultados deste trimestre confirmam a tendência de crescimento e recuperação em relação a 2021. “O regresso dos colaboradores aos escritórios é uma realidade confirmada. As empresas prosseguem a adaptação dos seus espaços e da sua localização às novas necessidades, situação que tem dinamizado a procura de mercado”, afirma Alexandra Portugal Gomes, Head of Research da Savills Portugal.

Arquivado em:Economia, Notícias

Livros: Sugestões Líder

21 Abril, 2022 by Denise Calado

Aqui ficam algumas sugestões de livros para as Lideranças. Boas leituras!

 

Exponential

Jeff Rosenblum

McGraw-Hill Education

Neste guia, um dos principais executivos de publicidade da indústria, baseia-se nos mais de 25 anos de experiência para ajudar a construir um plano para uma marca inovadora, capacitando em vez de interromper. Com a partilha de casos de sucesso e fracasso, o livro explora a neurociência e a psicologia comportamental por trás da construção de marcas e fornece táticas práticas para as fortalecer através de empatia e empoderamento.

 

 

Vender

Jordan Belfort

Editorial Presença

Jordan Belfort é considerado o maior e melhor sales trainer mundial. A sua história, imortalizada no filme O Lobo de Wall Street, serve de inspiração a milhares de empresários e vendedores. Conhecido pela sua capacidade de vender qualquer coisa a qualquer pessoa, o autor revela, pela primeira vez, o seu método de venda e persuasão, o Sistema em Linha Reta. Um guia para aumentar o volume de fecho de negócios, decifrar o código de vendas e criar clientes fiéis.

 

 

The Long Game

Dorie Clark

Harvard Business Review Press

O tempo de Pandemia fez tornar crucial a capacidade de pensamento estratégico a curto prazo, mas é necessário equilibrar com a reflexão e planeamento de longo prazo. Com este livro, a autora partilha princípios para quebrar o ciclo interminável do planeamento tarefa a tarefa, e reformular hábitos de pensamento. Trata-se de fazer pequenas coisas ao longo do tempo e estar disposto a manter os objetivos mesmo quando parecerem inúteis, chatos ou difíceis.

Arquivado em:Livros e Revistas

Guerra atrasa recuperação económica mundial

21 Abril, 2022 by Denise Calado

Quando ao fim de dois anos parecia que o mundo iria aos poucos voltar a uma nova normalidade, em parte devido à retoma dos sistemas económicos e financeiros, no espaço de poucas semanas uma Guerra eclodiu e veio retardar os esforços e ganhos recentes.

“Para além do seu impacto e trágico impacto humanitário, a guerra irá abrandar o crescimento económico e aumentar a inflação”, afirmou Pierre-Olivier Gourinchas, Conselheiro do Fundo Monetário Internacional (FMI), durante a apresentação do relatório da Primavera World Economic Outlook, que revê em baixa o crescimento em Portugal e da economia global.

Segundo as previsões para Portugal, o FMI estima que o crescimento não ultrapasse os 4% em 2022 e os 2,1% em 2023. A inflação irá subir para 4% em 2022 e regressar a 1,5% em 2023. Mesmo assim, a economia portuguesa deverá crescer mais do que na zona euro (2,8€ em 2022 e 2,3% em 2023).

O crescimento global deverá desacelerar de uma estimativa de 6,1% em 2021 para 3,6% em 2022 e 2023. Para além de 2023, o crescimento global deverá cair, a médio prazo, para cerca de 3,3%. O aumento dos preços das commodities induzidos pela guerra e as crescentes pressões sobre os preços levaram a projeções de inflação de 5,7% para 2022, nas economias avançadas, e 8,7% nos mercados emergentes e economias em desenvolvimento – 1,8 e 2,8 pontos percentuais acima do projetado em janeiro.

O FMI realça serem essenciais esforços multilaterais para responder à crise humanitária, evitar maior fragmentação económica, manter a liquidez global, gerir o sobre endividamento, combater as alterações climáticas e acabar com a Pandemia.

Arquivado em:Economia, Notícias

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