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Denise Calado

Livros: Sugestões Líder

20 Abril, 2022 by Denise Calado

Aqui ficam algumas sugestões de livros para as Lideranças. Boas leituras!

 

As Fundações do Pensamento Político Moderno (Vol. 1)

Quentin Skinner

Edições 70

Publicado em dois volumes, a obra seminal de Quentin Skinner é um clássico da história intelectual, estuda a evolução do pensamento político desde o final do século XIII até ao século XVI, o período decisivo na transição da teoria política medieval para a moderna. O autor apresenta a história não como uma sucessão de “textos clássicos”, mas como o desenvolvimento de ideologias em cujo contexto os textos se tornam mais inteligíveis. Acompanhamos, assim, o aparecimento do vocabulário do pensamento político moderno e, em particular, do conceito crucial de Estado.

 

 

A Mais Breve História da Rússia

José Milhazes

Dom Quixote

A breve história do país de que mais se fala. Território de santos, czares, poetas, pintores, revolucionários e músicos, a Rússia é um enorme mistério que importa desvendar. Esconde uma história tão rica, antiga e diversa quanto desconhecida. José Milhazes, o grande especialista português da Rússia, propõe neste livro uma viagem fascinante que atravessa séculos e séculos da história, cultura e civilização russas, que começa nos povos eslavos vários séculos antes de Cristo e acaba na atualidade, com Putin.

 

 

Economia e Sociedade

Max Weber

Edições 70

Este texto fundacional das ciências sociais foi aclamado como o mais importante do século XX e a construção mais monumental alguma vez tentada nesse campo. Nele, Max Weber estabelece as bases para a compreensão das relações entre ação individual, ação social, ação económica e instituições económicas, ao mesmo tempo que apresenta a classificação das formas políticas que moldou o debate acerca da natureza e do papel do carisma, da tradição, da autoridade legal e da burocracia.

 

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder
Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Livros e Revistas

Qual o perfil do líder empresarial do futuro?

20 Abril, 2022 by Denise Calado

Poderíamos pensar que o contexto de pandemia foi prejudicial à liderança, mas, na verdade, pode ser visto como um ponto de viragem que abriu portas para conceber novos líderes e formas de liderar.

Durante os dois confinamentos a que fomos sujeitos, as rotinas diárias do mundo laboral alteraram-se profundamente: acabaram os almoços de trabalho, os rituais para escolher a roupa mais indiciada, as longas filas nas estradas, as reuniões com toda a equipa na mesma sala – ficámos “só” com as tarefas, em casa. Apelidamos este fenómeno de desmaterialização do trabalho, que foi seguido de um outro: a crise de propósito. Nesta altura, começámos a perguntar-nos “será que isto é suficiente para ficar no mesmo trabalho?”. Para muitas pessoas, este afastamento laboral conduziu a uma cisão nos níveis de satisfação (e quase de identidade) sobre o papel que o emprego ocupa nas suas vidas. E isto colocou graves entraves à motivação e retenção dos actuais trabalhadores, mas também sérios desafios na atração de novos talentos.

Para travar esta desmotivação, é essencial que quem lidera saiba motivar e criar uma noção de “valor” nos colaboradores, mesmo gerindo à distância. Agora, mais do que nunca, é preciso diferenciar os papéis do gestor e do líder. E dar primazia a este último. Quando falamos de gestão, referimo-nos ao cumprimento de KPIs, objetivos, resultados, métricas com foco no presente; quando pensamos em liderança, estamos a falar de processos, de planeamento com um foco a médio-longo prazo e de potencial e mudança.

Estas características são típicas de lideranças e organizações de futuro. São precisos novos líderes, que tenham como foco o desenvolvimento e expressão das competências dos trabalhadores que compõem as organizações, mas, para tal, não precisamos necessariamente de novas pessoas. Estas pessoas já estão nas organizações, só que muitas vezes estão “apagadas” atrás de sistemas de gestão que não dão espaço, nem tempo para priorizar os vetores e as atividades mais adequadas. Diria que, actualmente, temos algumas organizações que se habituaram a actuar em “emergência”, para ontem e temos “gestores” que sobrevalorizam a “gestão do que a vista alcança”, sem perceber que muitas vezes estavam a sofrer de miopia.

Este estilo de liderança “de futuro” depende de uma gestão que vai além da distância do toque e isto implica delegação, por isso e acima de tudo, confiança. O chefe não precisa de estar “em cima” dos colaboradores para saber que trabalham. Necessita de saber apoiar-se na equipa para encontrar a solução, ouvir, discutir, negociar e conhecer “as suas pessoas”-  perceber o que é único naquela pessoa, ir ao individual, ao potencial, pôr mais humanidade na gestão das pessoas. Mas a confiança não é “um comprimido que se toma de manhã com o café”. Sem relação, sem troca, sem nos expormos não há confiança. E para tal, os líderes têm de admitir a vulnerabilidade no local de trabalho e têm, eles próprios, de ser vulneráveis, percebendo que esta característica não é um sinal de fraqueza, muito pelo contrário.

Curiosamente, a pandemia veio também potenciar estas novas relações. Muita gente se recorda do tempo em que as reuniões online eram interrompidas por filhos aos berros, campainhas e entregas de encomendas, animais de estimação que pediam afeto. De repente, os chefes também eram humanos, também tinham gatos que passavam à frente do ecrã, cães que ladravam, vizinhos que faziam obras de manhã. O medo da pandemia obrigou-nos a orientar-nos num caos não premeditado, e, muito rapidamente, as semelhanças entre níveis hierárquicos surgiram. Vimos momentos de partilha genuína, trabalho de equipa e preocupação com o outro durante esta fase. Estas circunstâncias aproximaram-nos e mostraram-nos que é possível gerir cultura e equipa sem estarmos juntos cinco dias por semana, oito horas por dia, frente a frente. É apenas preciso criar momentos de cultura que impulsionem a confiança.

E foi o facto de termos conseguido organizar-nos neste caos, e ainda assim preocuparmo-nos (genuinamente) com o outro e com o trabalho que me faz acreditar que precisamos de “novas” lideranças, não necessariamente de novas pessoas.

Por tudo isto, acredito que este é o momento certo para a mudança nas organizações, para que haja espaço para as novas lideranças. E nas empresas há a vontade de fazer esta transição. Não é raro falar sobre estes tópicos nas minhas aulas com executivos e haver quem se insurja, justificando que só não têm este tipo de abordagem porque sentem que “não há tempo para o fazer” ou “chefias que o permitam”. Isto só demonstra que existe abertura para a mudança. Existe, também, ainda uma grande confusão entre processos e resultados. Por vezes, vemos casos em que se premeiam pessoas pelos resultados, sem nunca averiguar como chegaram aos mesmos, podendo correr-se o risco de serem ignorados ou até mesmo desvalorizados processos abusivos, que levam ao burnout ou que desmontam equipas. Vemos ainda muitos destes profissionais a chegarem a lugares de direção pois os métodos que utilizaram podem ser bem-sucedidos no curto-prazo, mas que não são os mais éticos e sustentáveis do ponto de vista da gestão de pessoas. Se houvesse mais partilha, conversas e feedback sobre os desempenhos, leiam-se processos, destas chefias, muitos passariam a ser bons líderes. E a cultura sinalizava e modelava quais os valores que são de facto importantes.

Em suma: uma liderança de futuro depende cada vez mais de competências humanas, que possam contribuir para o desenvolvimento do talento e de competências das pessoas que chefiam. Para tal, é preciso delegar e confiar, mas isto só pode surgir se nos permitirmos a ser vulneráveis e dermos um pouco de nós aos outros, para que possam retribuir-nos da mesma forma. Este tema não é novo, a urgência do mesmo é que talvez seja (para alguns) surpreendente!

 

 

Arquivado em:Opinião

Inspiring Girls para acabar com os estereótipos de género no mundo do trabalho

20 Abril, 2022 by Denise Calado

A Associação Inspiring Girls International chegou a Portugal no final de 2021 com a missão de eliminar os estereótipos de género no mercado de trabalho, através de ações voluntárias para raparigas dos 10 aos 15 anos. De acordo com os dados da Associação, cerca de 30% das raparigas adolescentes pensam que os empregos na área da informática, ciência e engenharias são orientados para homens.

A equidade no mundo do trabalho e a presença de mulheres em equipas executivas já deu provas de ser um caminho positivo para a prosperidade e desenvolvimento das organizações. Segundo um estudo conduzido pelas Universidades de Glasgow e Leicester, e divulgado pelo The Guardian em Março deste ano, as empresas que apresentam diversidade de género em equipas executivas são 25% mais prováveis de ter rendimentos acima média. Por outro lado, de acordo com a investigação da Fawcett Society’s Sex and Power de 2022, divulgada no mesmo jornal, apenas 14% dos cargos executivos de direção, no índice FSTE 100 das empresas cotadas na Bolsa de Londres, são assegurados por mulheres.

Também em Portugal é evidente esta disparidade, sendo que a Fundação Francisco Manuel dos Santos concluiu na análise “Igualdade de Género ao Longo da Vida”, em 2018, que a mulher em Portugal apesar de ser mais qualificada do que o homem, entra no mercado de trabalho com piores condições e em situações mais precárias. A diferença salarial é notória, chegando a diferença aos 30% nas faixas etárias mais elevadas. Esta disparidade é justificada pelo facto de o homem, por norma, desempenhar mais cargos de liderança e executivos, quando comparado com a mulher.

Fundada em 2013 por Miriam González Durántez, a Inspiring Girls é uma associação sediada no Reino Unido e que no primeiro ano contou com a ajuda de 24 mil voluntárias. O seu trabalho é desenvolvido através de sessões de discussão em escolas e comunidades locais, em que as voluntárias partilham as suas experiências de carreira.

Em Portugal, a Associação, presidida por Joana Frias Costa, já desenvolveu mais de 15 sessões desde o início de 2022. Uma das mais recentes teve lugar na Escola Secundária Daniel Sampaio, em Almada, e contou com a presença de Inês Martins Rodrigues, Diretora de Assuntos Corporativos e Secretariado da Sociedade do Grupo Ageas Portugal e de Joana Garoupa, CEO da Fundação Galp. A Inspiring Girls realiza em Portugal ações semanais, dando a conhecer os diferentes percursos de cada oradora e inspirando as futuras mulheres do País a atingir a igualdade de género no mundo do trabalho.

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Novo estudo: portugueses reconhecem o impacto da tecnologia na sua vida

19 Abril, 2022 by Denise Calado

Os principais resultados de um novo estudo sobre o estado da Literacia Digital em Portugal vêm mostrar que mais de 80% dos portugueses considera que a tecnologia está a melhorar a sua qualidade de vida, reconhecendo o seu impacto.

A análise desenvolvida pela Fundação PHC, em parceria com a OnStrategy, conclui ainda que a aplicação da tecnologia na vida dos portugueses equivale a mais de 16,8 milhões de horas de produtividade por dia. O estudo mostra que existe uma relação direta entre a tecnologia e produtividade, com a maioria (78%) a afirmar poupar tempo de forma significativa (mais de 1h) e 25% refere poupar mais de 4h por dia.

Quanto às principais vantagens associadas aos serviços e compras online, os inquiridos apontam a acessibilidade, simplicidade, a relação preço/qualidade, a poupança de tempo e a autonomia. Os serviços de saúde, serviços jurídicos e justiça e o sector financeiro são as áreas que se identificam como prioritárias para uma evolução digital.

Em relação aos principais desafios face ao tema da “Literacia Digital”, cerca de 40% dos portugueses receia a IA e sente-se inseguro em partilhar informações pessoais online, sendo os jovens os que mais receios têm (52%). Adicionalmente um em cada quatro dos inquiridos diz não ter o conhecimento suficiente para utilizar as soluções digitais. Nos mais séniores, esse valor representa 30% da população.

Adicionalmente, a grande maioria mostra-se preocupada com o cibercrime (83%) e com o ciber bullying (81%), cujos índices têm um valor mais elevado quando se refere à privacidade e segurança de dados online (88%). A Literacia Digital é ainda percecionada como um investimento desigual, com 65% dos portugueses a referir que têm sido os grandes centros urbanos a beneficiar do salto digital.

Quanto ao papel do Estado, 56,6% dos portugueses considera que as pessoas que não sabem usar meios digitais são socialmente excluídas e discriminadas, afirmando que não tem feito os esforços suficientes para promover o ensino e a literacia digital. São as populações com menos escolaridade que se sentem mais excluídas, com 79% a reconhecer essa falta de esforço.

A apresentação dos resultados do estudo “Literacia Digital” decorreu hoje durante o evento de lançamento da Fundação PHC, nos Jardins do Palácio do Marquês, em Oeiras. A Fundação PHC tem como objetivos para 2022 promover a literacia digital em Portugal (objetivo no qual está inserido o desenvolvendo este estudo), por forma a desenvolver o conhecimento para a sociedade digital no país (atribuindo bolsas de estudo), tal como a preservação da dignidade humana, em particular no combate às clivagens sociais e à fome (doando refeições a pessoas em risco social de pobreza), e a sustentabilidade na gestão de recursos ambientais, económicos e humanos.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Vales sociais: Uma solução com vantagens para empresas e colaboradores

19 Abril, 2022 by Denise Calado

As empresas vivem hoje num contexto socioeconómico muito singular, em que a profunda necessidade de revitalização da economia e do bem-estar social convive com um mercado de trabalho cada vez mais competitivo.

Face a estas dinâmicas, as organizações têm de fazer parte de uma solução global e procurar mecanismos para incentivar um consumo que potencie a atividade económica. Em paralelo, têm de encontrar ferramentas para se diferenciar e responder às novas expectativas dos colaboradores, de modo a atraírem e reterem o talento de que necessitam para prosperar.

A resposta para os dois desafios está na mesma solução. No estudo “Social Vouchers: Innovative Tools for Social Inclusion and Local Development”1, a OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico chama a atenção para o impacto positivo que os vales sociais podem ter no contexto pós-pandémico.

Utilizados desde há 70 anos, com grande sucesso, para melhorar as condições de trabalho, a produtividade e a motivação, os vales sociais são ferramentas eficientes para a atribuição de benefícios que melhorem a proposta de valor para o colaborador. São ainda mecanismos de inclusão e revitalização económica. Isto porque, ao serem criados para uso em redes negociadas, têm a capacidade de direcionar o consumo e dinamizar o setor de atividade a que se destinam, contribuindo para a criação de emprego, para a formalização da economia, para o aumento do poder de compra e da receita para o Estado. É por esse motivo que estão alavancados em políticas públicas que lhes conferem vantagens fiscais.

Em Portugal, o exemplo mais conhecido é a titularização do subsídio de refeição. O estudo da OCDE evidencia que os vales sociais podem ser utilizados em muitas outras áreas, concretizando sempre este círculo virtuoso. A OCDE destaca os casos de França, Bélgica, Grécia, Roménia e República Checa. Nestes países, o aumento do poder de compra, da satisfação e do bem-estar dos colaboradores foi conseguido com benefícios em setores estratégicos: Cultura, Turismo, produtos e serviços ecológicos, Desporto, serviços domésticos, etc. Em Portugal, podemos criar soluções semelhantes, potenciando o consumo em setores específicos, com vantagens fiscais para empresas e colaboradores.

Com mais de 50 anos de experiência, a Edenred é líder global na gestão de benefícios extrassalariais e dispõe de um vasto conhecimento para apoiar qualquer empresa na criação de um plano de benefícios à sua medida, incluindo cartões com a sua imagem. Tem uma proposta integrada de vales sociais para diversos fins – alimentação, educação e incentivos –, disponibilizados através de plataformas inovadoras e que simplificam a gestão dos benefícios: o Portal Cliente, para a empresa, e a APP MyEdenred, para os utilizadores.

Conectando Empresas, Colaboradores e redes de comércio local, a Edenred cria mais valor para toda a sociedade e materializa o seu propósito – Enrich connections. For good.

1Leia o estudo completo aqui.

 

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder
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Arquivado em:Artigos, Leading People

Estamos a voltar ao normal. E agora?

19 Abril, 2022 by Denise Calado

Como nos comportamos em público pode parecer um bicho de sete cabeças. Quando chegamos perto de um grupo de pessoas, conhecidos ou amigos, como vamos cumprimentar? Em 2019, muito provavelmente não estaríamos a pensar que abraçar seria um risco ou que fazemos se alguém quiser experimentar a nossa bebida. Em dois anos, as pessoas esqueceram-se de como falar umas com as outras, como interagir, e o escritor britânico Joel Golby aponta um caminho para, que aos poucos, se reaprenda a sermos mais humanos em “So, can I eat on the bus again? And other pressing questions for the return of real life”, publicado no The Guardian. E explica que se existe algo que necessitamos repensar e praticar desde já, é a empatia.

A interação é importante neste papel. Sim, é necessário aproximarmo-nos uns dos outros, mas de forma a entender como cada um se sente mais seguro. Se não se sentir confortável em dar um aperto de mão, seja proactivo e faça uma saudação sem contato, que pode ser um toque de cotovelos ou um namastê. Comer em público, principalmente se estiver com o tempo apertado, e tiver de o fazer em movimento, também tem os seus “quês” de embaraçoso. É o tirar a máscara, pôr a máscara, e esperar por não ter olhares reprovadores ou ter de ouvir um discurso moralista sobre a irresponsabilidade de não usar máscara na via pública.

E nos transportes públicos, especialmente nestes últimos tempos, as pessoas atuam de forma particularmente bizarra. Existem aquelas que usam luvas para não tocarem diretamente nas superfícies, que usam exatamente as mesmas luvas para mexer no telemóvel, as que preferem ficar de pé, no meio de uma multidão, a sentar-se num dos bancos de quatro lugares, para respeitar o distanciamento físico.

Iniciar uma relação, ou até mesmo disponibilizarmo-nos para conhecer alguém, tem sido um processo desafiante. Fosse por ser praticamente ilegal tocar no braço de uma pessoa, fosse pelas restrições que impediam as pessoas de frequentar estabelecimentos de entretenimento e cultura. Por outro lado, se trouxe desvantagens, também fez com que muitos procurassem por conexões mais significativas, e se atribuísse maior importância ao “olhar para as pessoas”.

Entre estas e outras novas realidades, até que ponto é ainda normal estarmos ansiosos com o voltar à normalidade? Após dois anos de medidas que garantiam que o mundo exterior e a vida social eram terreno perigoso e que o ato responsável era abstrairmo-nos do que é, na realidade, parte da natureza humana, podemos ainda sentir aversão ou receio de reiniciar contacto com pessoas que ansiávamos ver, ir a encontros sem máscaras ou até abraçar um ente querido. O certo é que estamos todos a aprender o que é uma sociedade num mundo pós-pandemia, pós vacina, e a dizer “não obrigado” a algo que ainda não nos deixa confortáveis.

As restrições podem estar a diminuir, mas o mesmo não foi feito nas nossas mentes. Desejamos voltar aos tempos que consideramos normais, mas receamo-los de igual modo, o que nos leva a perguntar…e agora?

Arquivado em:Artigos

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