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Leonor Wicke

Lucie Perrin é a nova Diretora-geral da AbbVie em Portugal

29 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

Lucie Perrin é a nova diretora-geral da farmacêutica AbbVie em Portugal. Nas suas funções, sucede a Antonio Della Croce, que liderava a filial portuguesa desde 2020 e que agora assume a direção-geral da AbbVie na República Checa e Eslováquia.

Com mais de 15 anos de experiência na indústria farmacêutica, onde desempenhou diversas funções nas áreas Comerciais e de Acesso ao Mercado, a profissional desempenhava desde 2021 a função de Market Access Head para a Europa.

Licenciada em Biologia, com um Mestrado em Marketing e Gestão aplicado à área da Saúde, pela Universidade de Lille, Lucie Perrin iniciou o seu percurso no setor farmacêutico em 2012, como Government Affairs Manager para a Europa nos laboratórios Abbott, altura em que já decorria o processo de separação que deu origem à AbbVie.

Ao longo dos anos, desempenhou na filial francesa da AbbVie e a nível europeu, diversas funções comerciais e de acesso ao mercado nas áreas de Imunologia, Reumatologia e Neurociências.

É com enorme entusiasmo que assumo a direção-geral da AbbVie em Portugal, num momento tão importante para a companhia, que completa este ano o seu 10º aniversário. Encaro com responsabilidade o compromisso de trabalhar em estreita colaboração com todos os parceiros para assegurar o acesso dos portugueses aos medicamentos inovadores e contribuir para a melhoria dos cuidados de saúde

Lucie Perrin, Diretora-geral da AbbVie em Portugal

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Dia do Mar: sabia que um porta-contentores é dos maiores emissores de dióxido de carbono?

28 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

Hoje celebra-se o Dia Mundial do Mar sob o tema «MARPOL at 50 – Our commtiment goes on», que sublinha a urgência da proteção do ambiente contra o impacto do transporte marítimo.

O setor dos transportes marítimos é responsável por cerca de 90% do comércio mundial e por quase 3% das emissões mundiais de dióxido de carbono, segundo a International Convention for the Prevention of Pollution from Ships (MARPOL). Os 100.000 navios comerciais existentes no mundo consomem cerca de 300 milhões de toneladas de combustível todos os anos.

O Mærsk Mc-Kinney Møller Center for Zero Carbon Shipping, na Dinamarca, dedica-se a esta causa e pretende redefinir a forma como os navios são abastecidos, operados e o seu impacto no planeta. A sua missão? Fazer uma descarbonização sustentável da indústria marítima até 2050.

«Somos uma organização independente sem fins lucrativos dedicada à investigação», explicou Sara Nandin de Carvalho, Head of Partnerships da organização. «Com os nossos parceiros, trazemos novas tecnologias, criamos confiança em novos conceitos e amadurecemos formas estratégicas viáveis para impulsionar a mudança sistémica e regulamentação necessária», acrescentou a responsável.

A empresa sediada em Copenhaga está na vanguarda da luta climática neste setor e pretende atingir a neutralidade carbónica através das seguintes áreas de atuação:

  1. Aumentar a eficiência energética a bordo;
  2. Impulsionar a produção de combustíveis alternativos;
  3. Promover ações de redução através de investimentos em massa e nova legislação/ regulamentação;
  4. Incentivo aos pioneiros e seus seguidores em toda a cadeia de valor para desbloquear a transição carbónica.

Sara Nandin de Carvalho acrescentou que este setor já possui o fator mais importante de qualquer estratégia de descarbonização – a vontade de agir. Apesar disso, as ações atuais não são suficientes, e a indústria tem de recorrer a meios ainda mais drásticos para quebrar a curva ascendente das emissões.

Arquivado em:Sustentabilidade

Grécia sob protestos após governo aprovar jornada de trabalho de 13 horas

28 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

Uma nova proposta de lei causou celeuma na Grécia, ao prever seis dias de trabalho por semana e a possibilidade de trabalhadores a tempo inteiro conjugarem um trabalho part-time, a perfazer 13 horas por dia.

Em Atenas, protestos saíram à rua para contestar a proposta que permite ainda que os empregados possam ser despedidos no primeiro ano de trabalho sem qualquer aviso ou compensação.

O governo conservador de Kyriakos Mitsotakis, reeleito em junho, defende que esta reforma vai eliminar o trabalho não declarado e aumentar o emprego, de acordo com a agência Reuters. Os empregadores vão arriscar uma multa de 10.500 euros caso falhem em declarar horas extra ou mudanças de turnos dos seus empregados e serão obrigados a fornecer todos os detalhes do ofício aos funcionários e estado.

Os gregos trabalham mais horas do que a maioria dos europeus (36,4 horas) com uma média laboral de 40 horas por semana, de acordo com a Euronews. Após uma semana marcada por greves e protestos convocados pelo maior sindicato público da Grécia, o ADEDY, o parlamento grego acabou por aprovar a nova lei na passada sexta-feira, dia 22 de setembro.

Arquivado em:Notícias, Política

Quer ser CEO do Palácio de Buckingham? Agora já é possível

28 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

O Príncipe e a Princesa de Gales estão à procura de um diretor executivo para liderar o Gabinete da Família Real, alguém “emocionalmente inteligente” e com um “ego baixo” e pronta para desenvolver e implementar uma estratégia a longo prazo.

A notícia avançada pelo jornal Indenpendent adianta ainda que já foi contratada uma empresa de recrutamento, a Odgers Berndtson. Tradicionalmente, quem dirigia o Gabinete, seria um Oficial, normalmente com um background militar, como um ex-oficial sénior. No entanto, o casal real optou por uma abordagem mais moderna, com a figura de um CEO a reportar diretamente a si.

Segundo anúncio de recrutamento: “O CEO é o líder mais sénior e responsável do Gabinete, reportando diretamente às Suas Altezas Reais (SAR), o Príncipe e a Princesa de Gales. Será responsável pelo desenvolvimento e implementação da estratégia de longo prazo das SARs e por continuar a fortalecer uma cultura do Gabinete, profissional e colaborativa.”

Entre as “competências e atributos” necessários para o candidato, encontra-se “um excelente inspirador interno, que energize os outros com positividade, entusiasmo e ambição. “Emocionalmente inteligente, com ‘baixo ego’, e uma forte autoconsciência e compreensão do seu impacto nos outros.”

“Qualquer pessoa que se candidate deve ser capaz de atuar como um líder servidor”, adianta a especificação do cargo. Para além disso, o CEO irá também lidar diretamente com o Rei Charles e a Rainha Camilla, servindo de interface estratégica para o Palácio de Buckingham. O diretor executivo vai ser responsável por gerir uma equipa de cerca de 60 funcionários.

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Um «nirvana de criatividade e visão ampla» e o caminho da inovação, segundo Eduardo Ferreira

28 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

Há um ano que Eduardo Ferreira assumiu a liderança do Departamento de Inovação da Capgemini Portugal. Apaixonado pelo tema, acredita que a inovação não só cria oportunidades como liberta energia humana, quando aliada à tecnologia certa, e assim conduz a Humanidade a um novo lugar.

Segundo a sua visão, «a mudança não acontece apenas com ideias». Em conversa com a Líder, o Head of Innovation defende como um sistema de valores terá sempre de preceder as ferramentas digitais e, na sua essência, as novas tecnologias não devem jamais causar dano tanto às pessoas como à sociedade.

 

Até 2027 mais de 40% das grandes organizações em todo o mundo vão utilizar uma mescla de tecnologia de ponta para aumentar os seus lucros. Web3, Realidade Aumentada, Cloud, digital twins e Metaverso serão parte do universo de ferramentas. O que deve estar na agenda dos líderes e gestores em linha com este futuro que é cada vez mais digital e imprevisto? 

Na agenda dos líderes e gestores, além de adaptabilidade e flexibilidade, deverão ser presença, quase que obrigatória: Ética; Responsabilidade e Sustentabilidade. Estes três aspetos que aparentemente se intersetam tem focos muito claros e bastante relevantes para a evolução da sociedade e onde o líder e o gestor são atores de destaque. Um líder e/ou gestor deve ser ético na sua forma de estar e abordar o mundo, com respeito aos direitos humanos. Algum dos princípios ao nível da ética: Princípio da não maleficência: as novas tecnologias não devem causar danos a indivíduos ou à sociedade; Princípio da beneficência: as novas tecnologias devem ser usadas para o bem da sociedade; Princípio da justiça: as novas tecnologias devem ser distribuídas de forma justa e equitativa; Princípio da autonomia: as novas tecnologias devem respeitar a autonomia individual.

Para a responsabilidade, um líder e/ou um gestor, deve considerar os aspetos de responsabilidade no desenvolvimento e no uso das novas tecnologias, para ajudar a garantir que estas sejam usadas de forma segura e responsável. Algumas medidas que podem ser tidas em consideração: Desenvolvimento de normas e regulamentação: alinhar com o regulador e organizações internacionais o desenvolvimento de normas e regulamentação para promover a responsabilidade nas novas tecnologias; Educação e formação: educar, e dar sempre que necessário, formação aos utilizadores, sobre os riscos e as questões de responsabilidade relacionados às novas tecnologias; Promoção da transparência e da accountability: ser transparente e responsável pelos seus atos.

E num mundo que está sobre elevado stress, quer seja geopolítico ou macroeconómico um líder e/ou um gestor tem ainda de ter a sustentabilidade no seu horizonte. Alinhado com os 17 objetivos de sustentabilidade da ONU, deve através da adoção de tecnologias sustentáveis, ajudar a reduzir o consumo de recursos naturais, a poluição e as emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para a construção de um futuro mais sustentável. Não foi mencionada nenhuma tecnologia propositadamente, pois até há um ano o generative AI não era falado e agora vemos todo o movimento e investimento que é gerado à volta desse tema, por isso mais que uma tecnologia ou ferramenta digital, o importante será mesmo a definição dos valores e aspetos anteriormente referidos.

Quem tem o poder e quem manda em quem? O mundo digital terá o toque do Homem ou vai escapar-lhe por entre os dedos? 

Vivemos efetivamente tempos desafiantes e onde pela primeira vez o Homem criou uma tecnologia que pode ter a capacidade de criar conteúdo e ter “vontade”. Tal como Yuval Harari refere a humanidade tal como a conhecemos pode estar em vias de extinção. Acredito que o Homem vai continuar presente na tomada de decisão. Teremos é provavelmente de reequacionar quantos intervenientes fazem parte dessa equação e se não podemos vir a ter uma nova forma de estar na sociedade e abordar o nosso mundo. Uma revolução, não industrial, mas talvez “tecnológico-social”.

 

O que pode estar a impedir as lideranças de se libertarem dos preconceitos e dos paradigmas e chegar à criatividade e à visão ampla? 

A resistência à mudança é, provavelmente, uma das características que mais vezes é mencionada quando nos referimos à dificuldade do ser humano em se adaptar a algo. Como já referido devemos ter a adaptabilidade na mente, contudo não é apenas a resistência à mudança que vai impedir a liderança de se libertar dos preconceitos e dos paradigmas. Um mix de gerações, novas e menos novas, conjugado com uma regulamentação, que seja ao mesmo tempo leve e aplicável, pode ajudar na obtenção desse nirvana de criatividade e visão ampla.

 

Os novos líderes serão definitivamente tecnológicos, mas, na sua opinião, o que nunca deixará de ser analógico?

A relação, o estar presente. Numa sociedade cada vez mais ligada, estamos, atualmente, não quer dizer que se mantenha sempre assim, mais sozinhos. Temos a tecnologia mais recente, mas somos incapazes de comunicar uns com os outros. Sim, os líderes e/ou gestores vão ser cada vez mais tecnológicos, o que os ajuda a ser mais rápidos, mais eficientes, mas ainda assim somos seres de contacto, de proximidade e de relações, seja pessoais, profissionais, ou de outro plano. A cultura de uma organização não se faz dos melhores processos e da melhor tecnologia, faz-se das pessoas, dos seus valores, da sua ligação entre elas e isso ainda é, e será a meu ver, “analógico”.

 

O que podemos esperar da sua participação na Leadership Summit Portugal? 

Otimismo com uma dose de realismo. Uma visão de alguém que quer sempre crescer e aprender, mas aplicando o conhecimento de uma forma responsável e não necessariamente a todo o custo. Estamos numa maratona e não num sprint.

 

Uma mensagem de esperança para o renascimento do caos

A tecnologia é uma ferramenta que está à nossa disposição. Os nossos valores e os nossos objetivos são os decisores de como a vamos utilizar. Vamos educar a nossa sociedade para uma maior responsabilização e maior abertura aos outros. Acredito que juntos conseguimos.

 

Eduardo Ferreira, vai marcar presença na Leadership Summit Portugal, no próximo dia 26 de outubro, no Casino Estoril. Sob o tema «Reborn From Chaos – The Path For a New Renaissance», o evento reúne oradores nacionais e internacionais num programa marcado por intervenções e debates focados nos desafios da transição digital, sustentabilidade, igualdade e inclusão.

Mais informações disponíveis no site: www.leadershipsummitportugal.com

Arquivado em:Entrevistas, Leadership

O teletrabalho e a questão (relevante) da sua compensação

28 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

A figura do «teletrabalho» já existe no nosso ordenamento jurídico há muitos anos. A verdade é que, até 2020, com o iniciar da pandemia pela COVID-19, não tinha grande destaque, sendo mesmo ignorada pelas entidades empregadoras e trabalhadores que, quando recorriam a esta modalidade de execução de trabalho, faziam-no de forma maioritariamente informal e sem grande preocupação com os normativos legais aplicáveis.

Com a referida pandemia, a figura do teletrabalho ganhou uma “nova vida”, tendo emergido questões diversas ligadas à sua execução. Uma das questões, está diretamente ligada à compensação das despesas do trabalhador pela realização de teletrabalho. Efetivamente, em 2021, o legislador previa que a entidade empregadora deveria suportar os custos com o acréscimo de despesas que o(a) trabalhador(a) tivesse pelo facto de exercer as suas funções em regime de teletrabalho. Na altura, a dúvida principal era saber de que forma se calculava o acréscimo real de despesas, tendo em consideração a necessidade de fazer a ligação entre as despesas realmente suportadas pela prestação de teletrabalho e a compensação a pagar.

Já em 2023, passou a ser possível estabelecer-se um acordo quanto ao valor a abonar a título destas despesas (sem necessidade de relacionar as despesas com o valor a pagar, de forma realística). Porém, este valor, caso não seja comprovadamente correspondente com o acréscimo de despesas efetivamente tidas pelo(a) trabalhador(a), está sujeito a tributação em sede de IRS e Segurança Social, até à entrada em vigor da Portaria que tanto se anseia, que venha definir o valor máximo isento.

Ainda no âmbito da análise à temática desta compensação, importa refletir sobre a forma como os trabalhadores poderão comprovar os seus gastos. A verdade é que, atualmente, não há necessidade de os trabalhadores comprovarem as despesas tidas pelo facto de exercerem funções em regime de teletrabalho, desde que cheguem a acordo com a entidade empregadora quanto ao valor a abonar a esse título. De outra forma, inexistindo acordo, cabe ao trabalhador demonstrar, em concreto, as despesas tidas.

A prova é, na nossa perspetiva, diabólica, pois não basta a demonstração de acréscimo de despesas, sendo necessário comprovar que, esse acréscimo, decorre exclusivamente do regime de teletrabalho e não de outros fatores estranhos à relativa prestação da sua atividade nesta modalidade.

O critério supletivo legal de comparação com o mês homólogo prévio ao regime de teletrabalho tem, assim, que ser lido de forma realística: isto porque, na verdade, não basta ao trabalhador demonstrar que, por exemplo, de um mês para o outro teve um acréscimo de €100,00 de eletricidade, já que esse acréscimo pode dever-se à aquisição de outros bens alheios à atividade que desenvolve e que fazem incrementar o custo da eletricidade, daí a importância (e dificuldade!) de o trabalhador demonstrar que o acréscimo está diretamente relacionado com a atividade que desenvolve.

Arquivado em:Opinião

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