A utilização de biomonitores (abelhas, pardais domésticos e aves de rapina) pode ajudar a compreender melhor a presença, captação e dispersão de poluição e contaminantes, segundo o World Economic Forum.
Medir a contaminação dos solos ou da poeira é um bom começo. Mas uma monitorização mais abrangente, incluindo a vigilância de abelhas, permitirá responder de forma mais rápida e eficaz aos desafios da saúde ambiental.
Enquanto procuram néctar, pólen e água, as abelhas estão constantemente a recolher contaminantes do seu ambiente. Dado que a esperança média de vida e a amplitude da procura das abelhas é conhecida, uma análise química aos seus organismos e ao mel que produzem pode fornecer uma imagem das concentrações de contaminantes na sua área de recolha, naquele momento.
Com a ajuda de apicultores citadinos, dois estudos elaborados pelos investigadores Mark Patrick Taylor, Kara Fry e Max M. Gillings permitiram rastrear metais tóxicos e genes de resistência anti microbial em vários centros urbanos da Austrália e Nova Caledónia. As abelhas europeias já têm vindo a ser utilizadas como sentinelas para pragas, doenças ou até mesmo químicos em aeroportos.
Este tipo de investigações permite também controlar a saúde do mel que consumimos e das próprias abelhas, essenciais para a preservação do planeta.