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Leonor Wicke

Conheça estas 14 ferramentas de IA que podem melhorar as suas operações

22 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

O ChatGPT não é a única ferramenta alimentada por IA que pode aumentar a agilidade do negócio, melhorar a eficiência e aumentar a produtividade.

Veja aqui uma lista de 14 ferramentas de IA megahit, reunidas pela Check Point Software:

 

1. Sembly 

É uma ferramenta de gestão de reuniões em linha. Não só transforma as discussões da reunião em texto pesquisável, como também explora os dados da reunião para resumir as informações úteis para si. Pense em pontos-chave e listas de passos seguintes de forma fácil. Para além destas capacidades, o Sembly pode reconhecer a sua voz, captar o seu vocabulário e até compreender os seus comandos de voz. Não é necessário descarregar a ferramenta, basta convidar o Sembly para participar numa reunião utilizando o correio eletrónico ou uma ligação de reunião. Em alternativa, sincronize a aplicação com o seu calendário.

 

2. Fireflies

Este é outro assistente de IA gratuito que pode ser utilizado para gravar e transcrever conversas de voz no Zoom, Teams ou qualquer outra plataforma de conferência Web. O Fireflies permite adicionar comentários ou destacar secções específicas transcritas da reunião, permitindo-lhe comunicar e colaborar facilmente com os colegas. Tem ficheiros áudio existentes? Pode carregar para o painel de controlo do Fireflies e obtê-los transcritos instantaneamente. Também está disponível uma extensão da aplicação para o Chrome. Esta permite captar reuniões a partir do seu browser.

 

3. Fathom 

A ferramenta Fathom ajuda as equipas remotas a extrair mais informação e significado das reuniões e pode ser especialmente útil para as reuniões que não são organizadas nas línguas nativas dos participantes. O Fathom permite aos utilizadores “destacar” segmentos específicos de reuniões gravadas. Também suporta a integração com ferramentas de vendas como o Salesforce e o Hubspot. Os resumos das chamadas estão disponíveis e podem ser migrados para plataformas como o Gmail, Google Docs, Notion e Asana.

 

4. Lumen5 

Lumen5 é uma ferramenta alimentada por IA que cria automaticamente vídeos para acompanhar o texto. Se tiver um artigo ou um relatório que tenha escrito, pode colocar o texto no programa e a Lumen5 fornecerá um vídeo correspondente. O Lumen5 ajuda os profissionais de marketing, editores e marcas a criar conteúdo num instante e não requer nenhum conhecimento técnico.

 

5. Caffe 

O Caffe é uma estrutura de aprendizagem automática de código aberto que pode ser utilizada para definir, conceber e implementar produtos de software. Desenvolvido pela Berkeley AI Research, o Caffe é utilizado regularmente por investigadores, startups e empresas para lançar novos projetos digitais. O Caffe pode ser integrado no Python para afinar modelos de código, testar projetos e resolver vulnerabilidades automaticamente.

 

6. Theano 

Semelhante ao Caffe, o Theano é uma biblioteca alimentada por IA que os programadores podem utilizar para criar, otimizar e lançar com êxito projetos de código. Devido às capacidades de aprendizagem automática incorporadas, Theano pode identificar e resolver erros ou avarias do sistema com o mínimo de apoio externo, de acordo com o sítio Web do produto.

 

7. Legal robot 

Esta ferramenta foi concebida para traduzir automaticamente ficheiros complexos e confusos, para uma linguagem que qualquer pessoa possa compreender facilmente. O legal robot, é útil para leigos e profissionais do direito, ajudando todos a garantir que os contratos e documentos dizem efetivamente o que foi acordado e/ou o que se pretende.

 

8. Tellius 

A plataforma Tellius oferece uma função de pesquisa inteligente que pode organizar os dados e facilitar a sua compreensão pelos funcionários. Por sua vez, os funcionários podem obter informações mais claras sobre os fatores que impulsionam os resultados comerciais. Os utilizadores podem fazer perguntas à plataforma, analisar volumes de dados e obter informações úteis.

 

9. Gong.io 

Esta é uma plataforma de vendas orientada para IA. As empresas podem usar o Gong.io para analisar as interações com os clientes, prever negócios e visualizar pipelines de vendas. Uma das coisas que os usuários apreciam no Gong.io é a transparência que a ferramenta oferece. Como resultado, tanto os líderes como os funcionários comuns têm uma visão do que está a acontecer num ecossistema empresarial altamente complexo e matricial.

 

10. HitPaw 

Este melhorador de fotografias pode ajudar a corrigir fotografias desfocadas. Também pode ampliar imagens sem qualquer perda de qualidade. Além disso, ele pode colorir fotos em preto e branco num único clique. A plataforma oferece um teste gratuito.

 

11. Feathery 

Esta ferramenta pode ajudar as empresas a criar formulários personalizados para fins de integração, registo e admissão. Aproveitando o poder de regras e ações avançadas, kits de desenvolvimento de software (SDKs) de código aberto e opções granulares de personalização de CSS, o Feathery cria formulários que podem ser totalmente personalizados e auto-hospedados. Uma caraterística que se destaca é o editor visual 2D flexível do Feathery. Esse construtor de formulários de arrastar e soltar permite que os usuários criem layout e conteúdo personalizados.

 

12. Grammarly 

Ferramenta de correção ortográfica e gramatical que analisa a escrita utilizando um sistema de IA. O Grammarly também pode ajudar os escritores com o tom, mostrando onde a escrita pode ser demasiado formal, segura de si ou excessivamente coloquial.

 

13. Databricks 

Os cientistas, engenheiros e analistas empresariais utilizam a Databricks para trabalhar em conjunto através de uma plataforma analítica única e unificada. As capacidades automatizadas de aprendizagem automática permitem aos utilizadores criar facilmente modelos de aprendizagem automática. Não são necessários conhecimentos profundos em ciência de dados. A Databricks oferece algoritmos de IA que podem analisar dados e fornecer capacidades de análise preditiva. Os utilizadores podem então aperfeiçoar os padrões e as tendências nos dados, conduzindo, em última análise, a decisões comerciais mais informadas.

 

14. Oorwin 

Conjunto de ferramentas para gerir anúncios de emprego, acompanhamento de candidatos, envolvimento de candidatos, integração e gestão de desempenho. O Oorwin analisa as descrições das funções e os perfis dos candidatos para encontrar correspondências adequadas. Além disso, o Oorwin utiliza a IA para analisar os dados de desempenho dos funcionários. Fornece informações relativas à gestão do desempenho. As ferramentas analíticas podem isolar os trabalhadores com fraco desempenho, identificar os trabalhadores com melhor desempenho, monitorizar áreas de melhoria e detetar tendências no comportamento dos trabalhadores.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Saiba o que são as «Cápsulas do Improviso»

22 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

As Cápsulas do Improviso são um momento de team-building interativo criado pela Operação Nariz Vermelho (ONV) e pensado nas empresas e nas suas necessidades. De uma forma disruptiva, através da linguagem do Doutor Palhaço e do improviso, os participantes vão ganhar um novo olhar sobre um conjunto de conceitos e aprender a incorporá-los no seu dia-a-dia.

As sessões são conduzidas por um grupo de artistas da ONV,  e são uma forma de valorizar os conceitos que movem as pessoas numa equipa e empresa: confiança, flexibilidade, criatividade, empatia, trabalho de equipa, protagonismo e o tão importante «jogo de cintura».

 

Como é que se desperta tudo isto? 

Com humor, leveza e criatividade. Estas são as premissas das Cápsulas do Improviso,  uma atividade dirigida por artistas em colaboração com a audiência, numa simbiose que procura transformar temas, palavras e frases em música e histórias improvisadas. Para mostrar que, mesmo a brincar, se superam desafios muito sérios.

 

Uma lufada de ar fresco 

As Cápsulas do Improviso são pensadas à medida de cada empresa, equipa ou evento em que sejam integradas, podendo acontecer de forma intercalada ou condensada. Tornam-se, assim, lufadas de ar fresco, momentos de descontração e humor, com conteúdo, que ajudam as equipas a descontrair e a conectar-se a um nível mais profundo.

As Cápsulas, bem como o Workshop do Improviso: a Arte de Potenciar uma Boa Ligação, ambos criados por César Gouvêa, palhaço, ator, realizador e mestre do improviso, fazem parte das novidades da área de Angariação de Fundos da ONV.

A ONV visita atualmente mais de 130 serviços pediátricos em 17 hospitais de norte a sul do país e, uma vez que não conta com apoios do Estado, angaria os fundos necessários para continuar o seu trabalho através de campanhas, parcerias, apoios de particulares e empresas e também através de eventos corporativos, que levam a alegria dos Doutores Palhaços ao seio das empresas.

 

 

Arquivado em:Notícias, Responsabilidade Social

«A posição russa no conflito Azerbeijão – Arménia é completamente demagógica», afirma José Milhazes

21 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

O Azerbeijão lançou esta terça-feira uma operação designada como “antiterrorista”, contra os separatistas arménios da região separatista Nagorno-Karabakh. Ambos os países se acusam de não respeitarem as regras do último acordo de paz, assinado em 2020, entre a Arménia e Azerbeijão.

Desde a fase terminal da queda da União Soviética, entre 1989 e 1991, os dois países já se envolveram em duas guerras sobre este território. O presidente azeri afirmou que estes ataques só vão terminar quando o governo separatista arménio se render e for desmantelado, numa tentativa de recuperar a região que já pertenceu ao Azerbeijão. Por outro lado, cerca de 120 mil arménios têm vivido no território, onde se defende que nasceu a Arménia.

Os arménios que vivem em Nagorno-Karabakh acusam o Azerbaijão de querer conquistar o enclave e o primeiro-ministro, Nikol Pashinyan, afirmou que os azeris estão a levar a cabo uma operação cuja finalidade é de “limpeza étnica”.

José Milhazes, jornalista e comentador político, partilhou com a Líder o seu parecer sobre este conflito.

 

O que espoletou este novo avanço do Azerbeijão?

O Azerbeijão aproveitou claramente a guerra na Ucrânia. Todas as atenções estavam viradas para esse conflito, onde a Rússia está “enterrada até aos cabelos” e, por ser também um dos intervenientes principais do enclave Nagorno-Karabakh, os azeris decidiram fazer aquilo que há muito planeavam.

Além disso, o Azerbeijão, com armamento russo e apoio da Turquia, foi reforçando as suas forças armadas, o que fez com que se tivessem tornado incomparavelmente superiores à Arménia. O tiro que provocou esta guerra foi, segundo alega Baku, o rebentamento de uma mina que matou vários soldados azeris. Este apenas foi um pretexto, porque tem havido conversações ao longo dos últimos meses. Esta foi a desculpa para que se tentasse resolver o problema de uma vez por todas.

 

Que vantagens tem o Azerbeijão sobre a Arménia?

A Arménia, que mantinha estatuto neutro na guerra, enviou ajuda humanitária para a Ucrânia. Putin viu nisto um insulto. Também havia soldados russos presentes na região de Nagorno-Karabakh, que nada fizeram no desenrolar dos conflitos de terça-feira.

O Azerbeijão goza do apoio da Turquia, do consentimento e armamento da Rússia e do apoio do Ocidente, já que todos sabem que a reivindicação do Azerbeijão é justa, do ponto de vista do Direito Internacional.

Por outro lado, ao apoiar o Azerbeijão, Putin abre precedentes. Se Putin apoiou que o Azerbeijão mandasse tropas para um território rebelde, porque é que a Ucrânia não pode fazer o mesmo? Porque é que a Rússia teve o direito de lançar uma guerra contra a Geórgia, quando eles estavam a tentar recuperar o território perdido? A posição Russa é completamente demagógica.

Pode o Azerbeijão sofrer penalizações do Tribunal por quebrar o cessar-fogo?

É cedo para falar numa limpeza étnica do povo arménio, mas centenas de arménios foram massacrados na fase final da União Soviética. O Azerbeijão pode querer um novo equilíbrio étnico em Nagorno-Karabakh, o que pode originar outro grave problema humanitário.

Neste território, vivem 120 mil arménios, a esmagadora maioria da população. Esta guerra pode dar lugar a mais um problema humanitário, uma vez que a Arménia não vai conseguir suportar o número de refugiados.

O Azerbeijão afirmou que aceita falar com os habitantes de Nagorno-Karabakh sobre duas condições: as forças armadas arménias que se encontrem na região devem entregar as armas e as autoridades do território devem demitir-se.

Do ponto de vista jurídico, este ataque não é uma agressão. O Azerbeijão apenas quis reaver aquilo que lhe pertencia.

Arquivado em:Notícias, Política

«As coisas podem correr muito mal» diz o filósofo Sebastian Sunday e acrescenta que as máquinas podem ser conscientes

21 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

Sebastian Sunday, filósofo e professor da Universidade de Pequim, surpreende com uma argumentação profunda e ao mesmo tempo pragmática sobre a questão se as máquinas podem ou não ser conscientes.

Na sua visão, a resposta é sim! Essa exposição baseia-se num encadeamento de ideias que na base têm como fonte o trabalho e legado do matemático Alan Turing, criador da máquina de Turing, um projeto primórdio do que viria a ser um computador.

Mergulhe nesta conversa de Sebastian Sunday com a Líder, e viaje pela lógica da filosofia aliada ao tema da Inteligência Artificial, do desenvolvimento do futuro da tecnologia e da própria Humanidade.

Na sua pesquisa e afirmação de que as máquinas podem ser conscientes, quando consideramos um LLM (Large Language Model) como o Chat GPT, é possível que ele também desenvolva consciência? 

A resposta curta é: Sim. Uma resposta um pouco mais longa é que, pelo que sabemos, não há razão para acreditar que LLMs não possam desenvolver consciência. Vou elaborar um pouco sobre isso. No artigo que fala, «As Máquinas podem ser conscientes?», o coautor e eu argumentamos que os avanços recentes em bioengenharia – especificamente, próteses inteligentes recém-desenvolvidas – fornecem evidências significativas de que o sistema nervoso humano pode ser substituído por partes de um material diferente, como silício ou plástico, para que um humano possa ser gradualmente transformado numa máquina, mantendo ainda a consciência.

Assim, esses recentes avanços científicos fornecem evidências significativas de que uma máquina pode ser consciente. No entanto, alguém pode objetar de que isso não significa que a consciência artificial seja possível. E isso é verdade de certa forma. Pois não argumentamos que a consciência possa ser criada artificialmente, a partir do zero, numa máquina. No nosso pensamento experimental, consideramos um organismo vivo consciente (um humano) e transformamo-lo gradualmente numa máquina. Portanto, mesmo que o resultado seja uma máquina consciente, não teremos criado artificialmente a consciência; em vez disso, teremos pegado numa parte da consciência existente e transformado o seu suporte físico numa máquina.

Portanto, mesmo que nosso argumento esteja correto, ainda pode ser impossível para os LLMs desenvolverem consciência. Na verdade, como acabei de explicar, pode até ser impossível criar consciência artificial ao usar qualquer tecnologia existente ou futura. Atualmente, não o sabemos. Dito isso, acredito que o nosso argumento dá uma boa razão para acreditar que a consciência artificial é possível. Ao mesmo tempo, não conheço nenhuma boa razão para acreditar que a consciência artificial não seja possível. Portanto, dado o nosso conhecimento atual sobre a consciência e ao ver a força e capacidade dos LLMs existentes, estou relativamente confiante de que no futuro essa tecnologia pode ser aprimorada e complementada de tal forma a produzir consciência.

 

Sempre que interajo com o ChatGPT, digo ‘bom dia’ e ‘por favor’. O comportamento gera comportamento, certo?

Acho que concordo. Acho que está a sugerir que nossa experiência de ter interações interessantes e gentis com LLMs, como o ChatGPT, não significa necessariamente que estamos a lidar com um outro tipo de mente. Os humanos são facilmente influenciados e muitas vezes enganados para reagir a coisas com rostos, vozes ou gestos humanos de uma maneira tal como se o outro fosse mais (mais um ser com mente – «minded being») do que realmente é. Essa característica da psicologia humana – a aparente inevitabilidade de antropomorfizar o mundo ao nosso redor – é um problema sério em relação à IA, porque cria o risco de uma ilusão coletiva em larga escala. E acredito que isso é um exemplo de um fenómeno mais geral que pode ser chamado de perigo de viver numa realidade meramente virtual (ou seja, uma espécie de realidade falsa ou simulação enganosa).

O potencial de uma IA superinteligente levanta preocupações sobre riscos existenciais para a humanidade. Concorda? 

Concordo. E julgo que, hoje em dia, a maioria das pessoas concordaria também. No entanto, as pessoas diferem em relação à forma como avaliam a verdadeira gravidade desse tipo de risco. Quão urgente é esta ameaça existencial? Neste ponto, estou em acordo com aqueles que enfatizaram que essas futuras possibilidades exigem ação no presente. A capacidade do ChatGPT, especialmente após o lançamento do GPT-4, surpreendeu muitas pessoas, incluindo muitos especialistas. Isso mostra que a pesquisa em IA tem o potencial de avanços significativos e inesperados; as coisas podem correr muito mal, muito rapidamente.

No início desta entrevista, falamos sobre a possibilidade de consciência das máquinas. Uma pergunta relacionada é: como vamos saber se realmente existe ou não consciência numa determinada máquina? Como sabemos se alguém é consciente? Essas são perguntas importantes e muito difíceis, sobre as quais a sociedade humana deve conseguir rapidamente responder – não necessariamente da maneira teórica mais fundamental, mas pelo menos encontrar soluções práticas, o que já vai ser difícil.

Alan Turing, matemático e pioneiro em IA, sugeriu que é comum entre os humanos seguir a convenção de que todos têm consciência, e que deve ser dado à máquina um tratamento justo. Mas outros enfatizaram com razão que tal ‘tratamento justo’ em relação às máquinas pode significar o fim da espécie humana. Argumentei em outros locais (por exemplo, no meu livro ‘Nietzsche e as Máquinas’) que, de qualquer maneira, provavelmente não temos muito tempo a perder. Seja qual for o futuro, quase certamente será rápido e confuso. Na minha opinião, a melhor e mais realista preparação, seria um discurso mais reflexivo no presente, para que possamos pelo menos entender melhor que tipo de convivência desejamos realmente ter com as máquinas.

 

Os sistemas de IA podem tomar decisões morais e, em caso afirmativo, como deverão ser programados para o fazer? 

Num sentido importante, os sistemas de IA já estão a tomar decisões morais. Por exemplo, os algoritmos de social media já existem para evitar a distribuição de conteúdo prejudicial. A tomada de decisões morais em robôs e veículos autónomos é outra área de pesquisa muito ativa.

Pode-se objetar que o fato de esses sistemas de IA fazerem o que fazem, significa que não estão a tomar decisões morais por si próprios; e que, uma vez que os sistemas de IA têm de ser de alguma forma projetados para fazer o que fazem, eles na verdade não podem tomar decisões morais (ou qualquer decisão) por si mesmos. No entanto, devemo-nos lembrar que esses algoritmos de aprendizagem são tipicamente muito complexos. De facto, esses algoritmos tendem a ser tão complexos que as pessoas que os criam geralmente não preveem o que eles vão fazer – ou talvez decidir fazer – numa determinada situação; portanto, essas coisas parecem pelo menos ter uma certa autonomia, e isso torna bastante natural descrevê-las como tomando decisões, incluindo decisões morais, e assim por diante.

Agora, dada a falta de compreensão que muitas vezes temos sobre o que acontece dentro dessas “caixas negras”, muitos éticos argumentam que deve ser feito mais trabalho para tornar os sistemas de IA razoavelmente interpretáveis. Isso parece claramente certo: definitivamente queremos ter uma compreensão sólida das razões sobre as quais um sistema de IA parece operar, especialmente quando essas operações têm alguma relevância moral. Ao mesmo tempo, não devemos esquecer que muitas vezes não entendemos muito bem as razões das outras pessoas, nem mesmo as nossas; então, talvez também haja limites naturais para o que devemos esperar ser capazes de entender ao lidar com sistemas de IA.

 

O que podemos esperar da sua participação na Leadership Summit Portugal? 

Na minha apresentação, vou falar principalmente sobre a questão de as máquinas poderem ser ou não conscientes, inteligentes, dotadas de sentido e assim por diante, tal e qual um típico ser humano. Em termos gerais, a pergunta pode ser formulada da seguinte forma: as máquinas podem adquirir a mentalidade humana (human mindedness)? Este é também o título da minha apresentação. E acredito que essa seja a pergunta fundamental que queremos responder quando fazemos perguntas se as máquinas podem pensar, se o ChatGPT pode entender inglês ou se os robôs podem ter emoções. Queremos saber até que ponto as máquinas podem se tornar como nós; e se talvez até possam se tornar um de nós. Na minha talk, vou apresentar um argumento baseado na ciência que conclui que as máquinas realmente podem adquirir a mentalidade humana. Claro, o argumento diz respeito a máquinas que ainda não existem. Na verdade, diz respeito a máquinas que muitos podem dizer que nunca serão feitas. Alan Turing, por exemplo, parecia pensar assim. Mas também vou apresentar razões para acreditar que o tipo de máquina necessário será criado, e provavelmente mais cedo do que pensamos.

 

Uma mensagem de esperança para renascer do caos. 

Acredito que ‘Renascer do Caos’ traz em si uma mensagem positiva de esperança. Eu disse que o futuro será rápido e confuso. Quero com isso dizer que as hipóteses são de que o mundo ser mais rápido e mais caótico no futuro do que jamais terá sido no passado. Ou seja, o mundo ficará cada vez mais caótico. Não apenas o tema da Cimeira, ‘Reborn from Chaos’, sugere que já emergimos do caos antes, mas o fato de ter esse nome também mostra que existem pessoas – ou seja, os organizadores, patrocinadores, participantes e convidados – que levam a sério essa ideia e essa tarefa de emergir do caos. E assim, este próprio evento, parece-me uma declaração poderosa e credível de esperança. Esta é uma das razões pelas quais estou ansioso para participar.

 

Sebastian Sunday, vai marcar presença na Leadership Summit Portugal, no próximo dia 26 de outubro, no Casino Estoril. Sob o tema «Reborn From Chaos – The Path For a New Renaissance», o evento reúne oradores nacionais e internacionais num programa marcado por intervenções e debates focados nos desafios da transição digital, sustentabilidade, igualdade e inclusão.

Mais informações disponíveis no site: www.leadershipsummitportugal.com

Arquivado em:Entrevistas, Leadership

Descobertas ‘Extraterrestres’ no México

21 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

Numa reviravolta que poderia facilmente ser o argumento de um filme de ficção científica, o Congresso mexicano tornou-se o palco para uma das mais controversas revelações: a apresentação de supostos corpos de seres extraterrestres. Estes corpos, descritos como “não-humanos”, foram exibidos em caixas de vidro para um público atónito. Mas será que estes achados são realmente o “santo graal” da existência extraterrestre, ou apenas mais um capítulo no eterno debate sobre a vida além da Terra?

A ideia de vida extraterrestre tem fascinado a humanidade durante séculos. O famoso incidente de Roswell, ocorrido em 1947, no Novo México, é talvez o caso mais emblemático. Durante 75 anos, alegações de uma nave extraterrestre e corpos recuperados têm alimentado teorias da conspiração, com muitos a acreditar num alegado encobrimento pelo governo americano.

Segundo as fontes, os corpos apresentados no Congresso mexicano foram encontrados na cidade de Cusco, no Peru, e têm cerca de 1000 anos. Jaime Maussan, jornalista e investigador de OVNIs, testemunhou que quase um terço do seu DNA é “desconhecido”. No entanto, salientou que não foram recuperados de uma queda de OVNI, mas sim encontrados em minas.

A comunidade científica, no entanto, permanece cética. O famoso físico e apresentador, Professor Brian Cox, referiu que é “muito improvável” que uma espécie inteligente que evoluiu noutro planeta se parecesse connosco – e muito menos, acrescento eu, que se parecesse com o famoso ET de Spielberg, as parecenças são evidentes. Afinal, a evolução é moldada por inúmeras variáveis que são únicas a cada ambiente planetário.

Além disso, universidades e instituições, como a Universidade Nacional Autónoma do México, distanciaram-se das conclusões de Maussan, indicando que apenas realizaram testes de datação por carbono sem tirar conclusões sobre a origem das amostras.

Esta apresentação no Congresso mexicano, independentemente da sua veracidade, destaca o fascínio duradouro da humanidade pela possibilidade de vida além da Terra. Com um aumento na observação e relato de OVNIs em todo o mundo, é crucial abordar estas alegações com uma mente aberta, mas também com um saudável ceticismo.

O que é indiscutível é o impacto cultural e social destes eventos. Seja para alimentar a curiosidade, promover o debate ou simplesmente para entretenimento, o tema da existência extraterrestre continuará a capturar a imaginação global. Contudo, até que evidências concretas e incontestáveis sejam apresentadas, muitos de nós continuarão a olhar para o céu com esperança e especulação.

Será mesmo que o maior salto para o Futuro acabou de acontecer com este anúncio no México?

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Lisboa entre as cidades finalistas a Capital Europeia da Inovação

21 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

Lisboa pode vir a ser considerada Capital Europeia da Inovação 2023, sendo uma das 11 cidades semifinalistas da 9ª edição dos Prémios Capital Europeia da Inovação (iCapital Awards). O prémio reconhece o papel das cidades na formação do ecossistema de inovação local e na promoção da inovação revolucionária.

As restantes cidades candidatas a Capital Europeia da Inovação de 2023, são:  Başakşehir e Istambul (Turquia), Kiev e Lviv (Ucrânia) e Varsóvia (Polónia). Por sua vez, Bruges (Bélgica), Cork (Irlanda), Leiden (Países Baixos), Linköping (Suécia), Linz (Áustria) e Padova (Itália) são as semifinalistas e tornarem-se Cidade Europeia Inovadora em Ascensão.

A cidade vencedora recebe um prémio de 1 milhão de euros, enquanto os dois segundos classificados desta categoria receberão 100.000 euros cada. A vencedora da categoria “Cidade Europeia Inovadora em Ascensão” receberá 500.000 euros e os dois segundos classificados receberão 50.000 euros cada.

A iniciativa é promovida em Portugal pela Agência Nacional de Inovação (ANI), apoiada pelo Conselho Europeu de Inovação (CEI) no âmbito do programa Horizonte Europa.

As vencedoras serão anunciadas na cerimónia de entrega de prémios em Marselha, França, no dia 27 de novembro.

 

 

 

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