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Leonor Wicke

Evite o greenwashing. Isso já não se usa!

20 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

Greenwahsing é a apropriação indevida de práticas e comunicações sobre sustentabilidade por parte dos negócios. É dizer que «é-se verde», quando na verdade está a ser divulgada informação falsa.

Se existe, na verdade, um compromisso com o planeta e o ambiente, a comunicação deve ser feita em concordância, de forma a marcar essa posição junto do público.

O World Economic Forum deixa uma lista de sete recomendações para uma comunicação realmente verde:

1. A responsabilidade vai além dos acionistas

A comunicação é essencial para que os projetos sejam explicados numa linguagem pouco corporativa e amigável para o público. Ao comunicar de uma forma que a audiência compreenda, cria-se confiança e clareza acerca das contribuições de sustentabilidade da empresa.

2. Uma comunicação inclusiva e equitativa é essencial

É crucial que a estratégia de comunicação inclua várias idades, géneros, etnias e comunidades, de forma a alinhar-se com os valores da empresa. Uma comunicação sobre sustentabilidade deve incluir diversas perspetivas e pontos de vista.

3. O Greenwashing é contraproducente

A prática de fazer alegações exageradas, genéricas ou não verificáveis sobre ações e benefícios de uma organização é perigoso. Esta prática pode levar à descredibilização e falta de confiança de investidores, consumidores e media, pelo que é essencial verificar a veracidade da informação a ser partilhada. A estratégia de comunicação destas características deve ser pensada e assente em dados e factos da organização. A transparência radical pode ser o seu trunfo quanto a este aspeto.

4. O silêncio não ajuda ninguém

Se a sua organização age e adota políticas a favor do planeta, não as esconda. Além de ser um fator valorizado pelo público, pode inspirar outras organizações a fazer o mesmo. A transparência é, uma vez mais, essencial.

5. Fale com os seus críticos

Não confunda críticas construtivas com os haters. Ouça aquilo que têm para lhe dizer quanto à sua comunicação, abrindo espaço para melhorias e crescimento. Não se trata de evitar o criticismo, mas sim usá-lo como uma ferramenta.

6. Conseguir alinhamento interno

Construa um documento com as regras e detalhes da comunicação, para que cada departamento esteja alinhado com a mesma estratégia. Criar uma lista destes pontos faz com que toda a empresa esteja focada nos mesmos objetivos e características a cumprir.

7. O poder do coletivo

O impacto coletivo tem um poder imensurável na luta ambiental, daí a importância de comunicar estes aspetos e estratégias. Só trabalhando em conjunto será possível criar uma mudança eficaz e encorajar o próximo a agir.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

A quase maioria dos desempregados em Portugal não tem ensino médio ou superior

20 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

Em Portugal cerca de 42% dos desempregados não têm ensino médio ou superior e 34,7% de todas as pessoas empregadas, têm um baixo nível de qualificação, no máximo o ensino secundário obrigatório, proporção que duplica a média da UE.

Relativamente ao mercado de trabalho, a população ativa diminuiu em -1.100 pessoas no segundo trimestre de 2023, situando-se nos 5,3 milhões. Cerca de 32,1% das pessoas ativas têm qualificação no ensino superior e a sua taxa de atividade é a mais alta, de 84,5%, comparativamente com as pessoas com ensino secundário e pós-secundário. Relativamente ao género, cerca de 50,1% da população ativa são homens e 49,9% são mulheres.

A falta de qualificações da população desempregada, de ensino médio ou superior, dificulta a saída do desemprego, tornando-se um obstáculo.

A análise elaborada pela Randstad «50 destaques do segundo trimestre de 2023», considera dados do Instituto Nacional de Estatística, Instituto do Emprego e Formação Profissional, Ministério do Trabalho, Banco de Portugal e Eurostat, na elaboração de um retrato estatístico do mercado de trabalho e dos temas macroeconómicos que o influenciam.

 

As áreas que mais empregam 

O número de pessoas empregadas aumentou em 54,7 mil no segundo trimestre, com um total de 4,98 milhões o número de profissionais e em 57,0% a taxa de emprego. A análise indica que os especialistas das atividades científicas e intelectuais são o maior grupo profissional, com o equivalente a 22,5% de todos os empregados do país.

Por atividade económica, a indústria transformadora gera 16,5% de emprego no país e o comércio 14,0%. Nos serviços, os setores da saúde e educação empregam 18,3% do total de profissionais. O número de pessoas em teletrabalho aumentou em 23 mil neste segundo trimestre do ano, alcançando as 960 mil pessoas.

Segundo o estudo, também o emprego nas administrações públicas aumentou, em 4.580 pessoas, e alcançou os 747.707 profissionais. O maior grupo neste setor é o de assistente operacional/operário auxiliar, com 168.778 profissionais, o que equivale a 22,6% do emprego público. Na área da saúde e educação, atuam 37,3% de pessoas das administrações públicas.

 

População desempregada 

A análise mostra ainda que a população desempregada diminuiu em -55.800 pessoas, o que levou o número de desempregados para 324,5 mil desempregados. Destes,46,7% está à procura de emprego há mais de um ano. O estudo indica que a taxa de desemprego situou-se no 6,1% e diminuiu -1,1 p.p tanto para homens como para mulheres. Atualmente a diferença entre cada um dos grupos é de 0,6 p.p.

Foi ainda possível perceber que as regiões Centro e Algarve são as que registam menor taxa de desemprego, enquanto Lisboa tem a taxa mais alta e o Norte mais desempregados.

Os dados apresentados mostram ainda que 75% dos desempregados registados vêm do setor dos serviços, principalmente de atividades imobiliárias, administrativas e de apoio, com 80.362 pessoas desempregadas em julho de 2023.

Relativamente à análise internacional, o estudo em questão destaca que no primeiro trimestre de 2023 a taxa de atividade em Portugal foi superior à da média europeia, na faixa etária dos 16 aos 64 anos. A acompanhar esta tendência, também a taxa de emprego em Portugal, na mesma faixa etária, supera a média europeia. Porém, 37,4% das pessoas empregadas em Portugal apresenta uma qualificação baixa. Nesse sentido, no primeiro trimestre, a taxa de desemprego em Portugal foi 9 décimos acima da média europeia.

 

A análise dos 50 destaques relativos ao segundo trimestre permite compreender como está a evoluir o mercado de trabalho em Portugal. Consideramos que é muito importante para a consolidação de algumas ideias sobre o estado do emprego e para compreender as evoluções no mercado.  É uma atividade que nos permite identificar pontos críticos para que possamos encontrar melhores soluções e ajudar pessoas, que é a nossa prioridade

Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Conheça as marcas com melhor imagem e reputação de empregabilidade

20 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

A Nestlé lidera o ranking das 100 marcas com melhor imagem e reputação de empregabilidade em Portugal com 81,3 pontos, seguida pela Microsoft, Vodafone e Delta.

Estes são os resultados do estudo de Imagem e Reputação das marcas, no que respeita à empregabilidade em Portugal, elaborado pela consultora OnStrategy junto de cerca de 50.000 cidadãos portugueses. No processo foram auditadas e avaliadas oito dimensões: produtos e serviços, inovação, ambiente de trabalho, remuneração, formação, desenvolvimento de carreira, responsabilidade social e governo e liderança.

 

Principais resultados 

Arquivado em:Liderança, Notícias

Tania Salguero é a nova COO e Diretora de Transformação do BNP Paribas Cardif para o mercado ibérico

20 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

Tania Salguero é a nova Chief Operating Officer (COO) e Diretora de Transformação da empresa em Espanha e Portugal do BNP Paribas Cardif. Com esta nomeação, a profissional passa a ser responsável pela área operacional, de IT e de organização da empresa no mercado ibérico.

Iniciou a sua carreira na Allianz Insurance (Colômbia) em 1998, onde trabalhou 10 anos em diferentes linhas de negócio, áreas financeiras e, acabou por liderar as áreas de reengenharia e o escritório de projetos da empresa. Em 2009, juntou-se à BNP Paribas Cardif Colômbia como Vice-presidente de Operações e Tecnologia e, mais tarde, como Deputy CEO. Em 2018, mudou-se para a BNP Paribas Cardif Chile como Diretora de Eficiência, Tecnologia e Transformação. Desde 2021, ocupa o cargo de COO Regional para a Latam da BNP Paribas Cardif.

É licenciada em Engenheira Industrial pela Universidade Distrital Francisco José de Caldas, tem uma certificação em Metodologias da Qualidade, Coach Ontológico pela Newfield Network e Estudos de Alta Gestão pela Universidade de La Sabana.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

A educação em Portugal

19 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

Um dos textos jornalísticos que mais gostei de ler este ano foi um dos que mais me deprimiu: “A educação em Portugal: um ideal perdido”, de António Carlos Cortez. Tem-me acompanhado desde então – nomeadamente quando, em junho, li que as habilitações para se ser professor vão … baixar. O texto foi publicado na edição de 20 de janeiro do jornal Nascer do Sol. Resume o estado da educação:

  • a burocracia tentacular que parece ser mais importante que o ensino e a aprendizagem propriamente ditos;
  • os salários e carreiras incompatíveis com uma profissão tão importante;
  • o apanágio de uma cultura cool que faz dos professores “uma figura ridícula e a ridicularizar”, afirma o autor.

Felizmente esta regra não se aplicará a muitos casos. Mas um país que destrata a educação desta forma está a condenar-se a si mesmo. Convido os leitores a fazer um exercício: visitem os sites do ministérios da educação de Portugal e de Singapura. O nosso é um emaranhado de informações e de ‘projetos’. O de Singapura começa com uma declaração de missão: moldando o futuro da nossa nação. É evidente que uma declaração não faz uma realidade mas também parece evidente que os sites refletem duas realidades diferentes.

A escola em Portugal tornou-se uma arena ideológica. Serve para fazer combate na rua, para avançar agendas ideológicas, para marcar posições políticas, para despejar crianças e jovens. Não é para isso que deve servir: deve servir para preparar um melhor futuro para todos, todos, todos. Enquanto a ideologia prevalecer é o nosso futuro que adiamos.

 

 

 

Arquivado em:Leading Opinion

Usar o mínimo de recursos para criar uma empresa unicórnio? Sim, é possível

19 Setembro, 2023 by Leonor Wicke

Uma empresa unicórnio define-se como uma start-up que esteja avaliada em mais de mil milhões de dólares. Uma nova abordagem advoga que recorrer a métodos baseados na metodologia lean (focada em obter o máximo efeito com os recursos mínimos), pode originar um crescimento sustentável e rápido das empresas.

No livro “What A Unicorn Knows”, os autores, Matthew E. May e Pablo Dominguez, proporcionam aos leitores um conjunto de fundamentos universalmente aplicáveis, com o objetivo de ajudar qualquer empresa a criar um crescimento rápido, mas também duradouro.

Os autores oferecem um guia com os princípios para um crescimento corporativo sustentável, com base em empresas unicórnio de sucesso e na metodologia lean. Existem quatro desafios principais que esta obra pretende combater: Arrastamento, Inércia, Atrito e Desperdício.

A estratégia definida pelos autores para colmatar estes obstáculos chama-se S.C.A.L.E. e é formada pelos seguintes pontos:

 

1. Strategic speed (Velocidade Estratégica)

É definida como a velocidade ótima para o design de estratégias, implementação e tomada de decisões. É possível reduzir o arrastamento, que consiste na resistência de mercados lentos ou no desalinhamento geral das estratégias e objetivos da empresa, permitindo alcançar uma “velocidade-cruzeiro”.

 

2. Constant Experimentation (Experimentação Constante)

A inovação contínua tornou-se numa necessidade de sobrevivência e numa obrigação competitiva. Sem experimentação constante, impulsionando a roda da inovação, a inércia pode estabelecer-se e criar uma resistência à mudança no seio corporativo. O objetivo é fazer da experimentação simples, rápida e económica um hábito, tornando-a numa norma operacional antes que a “síndrome de grande empresa” se instale.

 

3. Accelerated Value (Valor Acelerado)

Permitir que os clientes obtenham valor sem atritos promove uma rápida adesão ao produto, tendo um impacto positivo na disseminação, retenção de clientes e expansão das receitas. Identificar as áreas a melhorar permite alinhar o serviço consoante os desejos e necessidades dos consumidores, de forma criar um crescimento fluido e consistente.

 

4. Lean Process (Processo com Utilização de Recursos Mínimos)

Este método concentra-se na otimização do fluxo de trabalho, eliminando o desperdício, com base numa metodologia desenvolvida nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, denominada como “método de kaizen”.

 

5. Esprit de Corps (Espírito de Grupo)

De forma a potenciar todos os processos anteriores, é necessário cultivar um sentido de pertença e forte trabalho de equipa. É essencial que toda a organização trabalhe com o mesmo objetivo em mente, de forma a criar um crescimento sustentável e consistente.

Arquivado em:Liderança, Notícias

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