A guerra na Ucrânia potenciada pela invasão russa tem originado constantes acontecimentos de um conflito que insiste em prolongar-se. Prestes a atingir o 500º dia, estes são os mais recentes desenvolvimentos do conflito, sintetizados pelo The Guardian.
– O ministro da Defesa da Ucrânia diz que as forças ucranianas obtiveram «certos avanços», que não foram divulgados, e que a maior parte das suas reservas de tropas ainda não foi mobilizada. Oleksiy Reznikov disse ao Financial Times que a reconquista de pequenas aldeias da ocupação russa nas últimas semanas não foi «o evento principal» dos planos de Kiev;
– Vyacheslav Gladkov, governador da região de Belgorod, na Rússia, afirmou que mais de 200 pessoas tiveram seu abastecimento de água interrompido após um ataque transfronteiriço ucraniano na região;
– Yevgeny Prigozhin, líder do grupo Wagner, voou para o exílio na Bielorrússia no seu avião particular na passada terça-feira, após Moscovo afirmar que a força paramilitar concordou em entregar o armamento, após uma fracassada insurreição do grupo. «Sim, de facto, ele está hoje na Bielorrússia», disse o presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, em comentários divulgados em primeira mão pela Belta, agência de notícias nacional daquele país;
– O movimento das tropas do grupo Wagner para a Bielorrússia é um sinal negativo para a Polónia, segundo afirmações o presidente Andrzej Duda. «A deslocação das forças russas do grupo Wagner para a Bielorrússia e do seu chefe, é um sinal muito negativo para nós, que nos queremos fortalecer com os nossos aliados», disse aos repórteres, a caminho de uma reunião com líderes da NATO nos Países Baixos;
– A NATO está pronta para se defender de Moscovo ou Minsk, após apelos dos países que fazem fronteira com a Bielorrússia e a Rússia para que a aliança fortaleça as suas defesas a leste. O líder da NATO, Jens Stoltenberg, disse que é «demasiado cedo para fazer qualquer julgamento final sobre as consequências» da mudança do líder do grupo Wagner, Prigozhin, para a Bielorrússia;
«O que é absolutamente claro é que enviámos uma mensagem clara para Moscovo e Minsk de que a Nato está lá para proteger cada aliado e cada centímetro do seu território», acrescentou o dirigente;
– O grupo Wagner na Rússia deve começar o processo de desarmamento, depois de Moscovo ter anunciado planos para a devolução de armas, veículos e equipamentos. Os elementos da força serão desmantelados, absorvidos pelo exército russo ou exilados na Bielorrússia juntamente com Prigozhin, segundo o acordo estabelecido entre o líder mercenário e o presidente russo, Vladimir Putin;
– O grupo de mercenários Wagner foi totalmente financiado pelo Estado russo, que gastou 86 mil milhões de rublos (cerca de mil milhões de euros), entre maio de 2022 e maio de 2023, afirmou o presidente russo, Vladimir Putin. Além disso, Prigozhin ganhou quase a mesma quantia durante este período com o seu negócio de alimentação e catering, disse Putin numa reunião com as forças de segurança;
– O presidente da Lituânia, Gitanas Nausėda, confirmou que o seu país fornecerá dois lançadores Nasams à Ucrânia e visitou Kiev na quarta-feira passada;
– Volodymyr Zelenskiy agradeceu ao parlamento da Croácia por reconhecer o Holodomor como um genocídio.
Imagem de Destaque: Twitter de Volodymyr Zelenskiy con

