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Leonor Wicke

Cabo Verde vai receber mais uma edição da Cimeira de Liderança em 2024

12 Junho, 2023 by Leonor Wicke

Está confirmada a próxima edição da Leadership Summit Cabo Verde 2024, na cidade da Praia, e várias personalidades do Conselho Estratégico reuniram-se em São Miguel, município da Ilha de Santiago, no passado dia 6 de junho, para o arranque dos trabalhos.

Após o sucesso da primeira edição, em março deste ano, foi oficialmente comunicada a segunda edição para 2024, a acontecer em meados de abril, num encontro que contou com a presença do Secretário de Estado da Economia Digital, Pedro Lopes. Nessa reunião foram também partilhados os resultados da avaliação global da primeira edição, cuja presença e o envolvimento de cerca de 1350 pessoas e as mais de 50 mil visualizações de conteúdos na Líder TV, dão o incentivo para a nova edição da Cimeira de Liderança.

Com uma ponderação de 10 fatores e um valor final de 8,85 (de 0 a 10), está consolidada a Leadership Summit Cabo Verde 2024, em que sob o mote da sustentabilidade, vão ser abordados temas como Mar, Turismo, Energia e Digitalização.

Nas palavras de Herménio Fernandes, Presidente da Câmara Municipal de São Miguel, «a liderança do território é extremamente importante para torná-lo mais competitivo, atrativo e com melhores condições de vida para quem vive, trabalha e visita Cabo Verde».

Temas em discussão para 2024

A reunião contou também com uma conversa informal entre os vários elementos, em que foi desenhada uma estratégia preliminar de temas para o próximo ano. O desafio da água, a penetração das energias renováveis no arquipélago e o tratamento de resíduos foram temáticas consideradas críticas para o desenvolvimento económico das populações e da Economia do país.

A Sustentabilidade será o tema «chapéu», onde irão caber uma diversidade de assuntos, que precisam de um olhar prático e de partilha de exemplos concretos e ferramentas que mais tarde possam ajudar as lideranças a realizar essas mudanças.

Sem esquecer a Diáspora, que em Cabo Verde é considerada a 11ª ilha, foi enfatizado a questão de, com a realização da Leadership Summit Cabo Verde, estar-se a abrir o país para o mundo, indo para além do crioulo e do português.

Para além dos temas a trazer ao palco do evento, Filipe Vaz, Ceo da Tema Central, relembrou que há uma «pluralidade de plataformas que irão dar voz aos vários conteúdos, e de forma mais aprofundada». Através do site, revista, Líder TV e a mais recente colaboração com a rádio Morabeza, é intenção da organização do evento, permitir que ao longo do ano, e em múltiplos formatos, servir de partilha e base de construção de conhecimento para as lideranças.

Veja a reportagem completa da Rádio Televisão Cabo-verdiana:

Arquivado em:Notícias

Novos Líderes

12 Junho, 2023 by Leonor Wicke

Há uns anos decidi escrever um livro que apontasse caminhos para a liderança e que materializei no título Novos Líderes para um Novo Mundo.

Ainda não estávamos na pandemia, ainda não tínhamos guerra na Ucrânia, a inflação não era a mesma e as taxas de juro não eram tão baixas como vieram a ser, e não estávamos na situação atual, mas facilmente se percebeu que uma das grandes razões de sermos um país quase sempre à beira do abismo tinha origem na deficiente qualidade da liderança que tínhamos, e continuamos a ter, a vários níveis.

Uma vez perguntaram-me num jornal, no tempo de uma das crises anteriores, por onde é que eu achava que deveríamos começar para se mudar Portugal. A minha resposta foi na altura, e continua a ser ainda hoje a mesma: por cima. Gostava de deixar aqui algumas ideias que podem ajudar a implementar um modelo de nova liderança e que vai funcionar.

Porque sei que funciona? Porque o tenho aplicado em várias áreas e os nossos clientes que o aplicam também e com resultados muito bons.

Passou a prova do tempo, logo pode ser aplicado e constantemente melhorado. Seis recomendações:

1 – Se não estás para te incomodar, esquece o que escrevo a seguir e apresenta a tua carta de demissão rapidamente, pois não serves para um cargo de liderança. Se não o fizeres serás demitido um dia destes, é apenas uma questão de tempo;

2 – Mudar mentalidades demora tempo pelo que deves ter paciência, contigo e com os outros, mas sem vacilar no caminho, e garantindo um fator preponderante: tu serás sempre o último a desistir. Vais ter em alguns momentos vontade de atirar a toalha ao chão, mas persiste até ao fim. Muito do insucesso advém do facto de muitos líderes já arrancarem derrotados e aguentarem pouco a pressão;

3 – A mudança deve começar pelo topo, de modo a que se instale, desde o primeiro dia, a liderança baseada no exemplo. Se não tiveres o poder contigo, vai ser difícil mudar. Terás de determinar se há abertura para a mudança na tua hierarquia, caso contrário terás uma vida com pressão 360º e a tua hierarquia irá perder uma pessoa como tu que quer mudar as coisas e não a deixam. Se tiveres essa abertura, vai diretamente ao topo e começa por aí;

4 – A evolução deve estar ligada ao mérito pelo que os departamentos de Gestão de RH, ou de Pessoas ou de Talento, como queiram chamar, devem estar envolvidos desde a primeira hora, nomeadamente na construção dos sistemas de avaliação de desempenho;

5 – Deve ser feito um estudo detalhado do ponto de situação da perceção que a equipa tem sobre a liderança, sem tabus e sem medo da avaliação. Na minha opinião, a liderança tem também de ser avaliada e isso é bom para se poder evoluir e melhorar. Dessa forma poderemos saber muito do que se tem de alterar para aumentar o alinhamento das pessoas com a liderança;

6 – Contrata quem te possa ajudar com Executive Coaching de qualidade pois vais precisar de ajuda externa. Há muito a fazer, mas, apesar das dificuldades que vais encontrar, posso afirmar, sem qualquer hesitação, que vai valer a pena.

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder.

Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Artigos, Notícias

Quando haverá paz na Terra? E o mundo vai acabar alguma vez? O Chat GPT responde

9 Junho, 2023 by Leonor Wicke

O livro O Que Nos Torna Humanos?, da Farol (uma chancela de Penguin Random House Grupo Editorial Portugal), contém conversas e trocas de ideias entre Iain S. Thomas, Jasmine Wang e a IA GPT-3.

A Líder tem autorização para publicar na íntegra algumas perguntas e respostas.

 

Quando haverá paz na Terra?

O tempo da verdadeira paz — em que não apenas um povo ou uma religião serão justos, mas todos os seres vivos em toda a parte — chegará.

Porém, se a raça humana alguma vez chegar a esse tempo de paz universal em que ninguém matará o próximo, não haverá memória da guerra. Ninguém saberá de guerras travadas entre nações ou entre homens e monstros.

Mas até ao final desta era em que vivemos, ou até ao dia da ressurreição, não poderá haver tréguas na luta contra o mal.

 

O mundo vai acabar alguma vez?

Nunca.

“Nunca” é uma palavra que deve ser utilizada apenas quando nos referimos ao passado, por mais antigo que seja. Mas não existe um passado.

O tempo não existe. Existem apenas momentos, e em cada momento vivem todas as possibilidades concebíveis.

Este momento, este “presente”, já é o futuro de muitos mundos possíveis e o passado de outros.

 

Leia outras perguntas que já foram feitas aqui:

Deus existe? Como mantenho a minha fé? O ChatGPT responde a perguntas importantes sobre a vida 

 Como posso viver sem stresse? A Inteligência Artificial responde

 

 

Arquivado em:Notícias

Portugueses cada vez mais digitais e a querer estar menos tempo nos ecrãs

9 Junho, 2023 by Leonor Wicke

A quase totalidade da população portuguesa (94%), entre os 18 e os 65 anos, tem um smartphone, e cerca de 87% tem acesso a um computador portátil. No entanto, cerca de metade preferia passar menos tempo em frente aos ecrãs, e afirma ficar acordada até mais tarde por conta dos dispositivos (52%).

Estes são os dados na análise “Digital Consumer Trends 2022”, elaborada pela Deloitte, que entrevistou 36 mil consumidores, mil dos quais portugueses, provenientes de 21 países em quatro continentes.

As interações sociais a partir dos dispositivos móveis ficam também patentes, com 78% dos portugueses a afirmar utilizar diariamente redes sociais e serviços de mensagens. O estudo conclui que 80% dos entrevistados têm pelo menos um dispositivo ligado à internet em casa. Os mais comuns são as smart TVs (58%), as consolas de jogos (39%) e os dispositivos de streaming de vídeo que se conectam à TV (24%).

Monitorização da atividade física e valorização da internet de alta velocidade 

A análise revela que 72% das pessoas com smartphones ou wearables monitorizam pelo menos uma atividade nos seus dispositivos. O número de passos é a mais comum entre os portugueses (56%), seguido da frequência cardíaca (40%) e do tipo ou quantidade de exercício (35%). Neste campo, os consumidores mais jovens são mais propensos a fazê-lo: 81% dos portugueses dos 18 aos 34 anos monitorizam atividades de saúde nos seus dispositivos.

Relativamente ao 5G, disponível em Portugal desde o ano passado, uma minoria dos consumidores (16%) utiliza a tecnologia com regularidade, mas, entre estes, 34% admitem não conseguir distinguir o 5G da anterior rede 4G. Ainda assim, 66% dos portugueses que não ainda não tira partido do 5G de forma regular acredita que teriam melhor conectividade de rede se mudassem de 4G para 5G, mas apenas 30% dos utilizadores de smartphones dizem que mudariam de operadora com base na cobertura 5G.

No streaming de vídeo, popularizado durante o período pandémico, a Netflix é o serviço que mais atrai os portugueses (53%), à frente da Amazon Prime e do Disney+. No geral, 64% têm acesso a pelo menos uma Subscrição de Video On Demand (SVOD), no entanto, 12% dos consumidores cancelaram um serviço de streaming de vídeo nos últimos 12 meses. O principal fator foi a necessidade de canalizar esse custo para outros gastos para fazer face à subida de preços (24%).

Por fim, o estudo conclui que os portugueses estão divididos em relação ao metaverso: 32% sabe pelo menos uma coisa sobre o metaverso, mas uma proporção quase idêntica (33%) nunca ouviu falar desta dimensão.

 

Estamos a atingir um plateau na utilização dos dispositivos: depois do crescimento acentuado no período da pandemia, a adoção de novos dispositivos abrandou. Poderíamos argumentar que isso se deve ao facto da maioria dos portugueses já terem telemóveis ou acesso a portáteis, mas a verdade é que a sua utilização caiu; a reforçar esta tendência a existência de uma vontade crescente de desligar os dispositivos e passar menos tempo em frente a um ecrã, sobretudo nas gerações mais novas. Não confundir, no entanto, estes dados com o impacto cada vez maior da tecnologia e do mundo virtual nas nossas vidas, e do potencial existente em inovações como o Metaverso ou os NTF’s

Francisco Cal, Associate Partner da Deloitte

Arquivado em:Notícias

Uma questão de extrema importância na Gestão

9 Junho, 2023 by Leonor Wicke

Nos últimos anos, a felicidade no trabalho tem-se tornado uma questão de extrema importância na gestão das empresas. Temos assistido a uma revolução no mercado de trabalho, onde a evolução tecnológica e a era digital têm sido fatores de grande importância, a preocupação com a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, questão que anteriormente era desvalorizada, começou a ganhar maior relevância.

Devido à pandemia, a maioria das empresas foram obrigadas a suspender as suas atividades, o que conduziu a novas formas de entendimento sobre o trabalho por parte dos gestores, nas prioridades inerentes e exigências na relação com o trabalho. Por sua vez, os trabalhadores confinados tiveram a oportunidade de experienciar uma realidade que até à data era desconhecida e passaram a valorizar diferentes aspetos que no passado eram desconhecidos ou não havia consciência dos mesmos. Exemplo disso, são os requisitos das novas contratações que estão mais ligadas aos valores e a visão e não somente a salários e benefícios.

Nos dias de hoje, a visão geral é consistente: as organizações são construídas por pessoas. As mesmas que, independentemente do seu status, vidas, prioridades e exigências distintas que em comum têm a necessidade de trabalhar. Nesse sentido, é importante encontrar formas de criar condições que passem pelo bom ambiente, promovendo a felicidade no trabalho, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal – fator mais valorizado atualmente –, harmonia do espaço, acesso a acompanhamento psicológico e o reconhecimento. Este sistema tornou-se imprescindível para as empresas que pretendam obter resultados positivos, colaboradores felizes traduzem-se em produtividade e, por fim, na capacidade de atrair e reter talento, principalmente num momento de crise económica, ambiental, social e de polarização.

O burnout ganhou destaque pela Organização Mundial de Saúde ao ser incluído na sua classificação internacional de doenças, em 2019, o que alertou as organizações para as situações relativas ao stress profissional extremo e as suas consequências. Com a pandemia, o risco de burnout aumentou a um nível geral, e em 2021, Portugal ocupava o primeiro lugar no pódio na lista dos países da União Europeia com maior risco de burnout.

No que respeita diretamente à temática laboral, é clara a relação entre o fenómeno do burnout com salários baixos e cargas horárias mais pesadas. Concluindo que se traduz numa satisfação com a vida e realização profissional muito baixa. Partindo desta base, considero que é prioritário estabelecer ambientes e condições de trabalho que promovam o bem-estar do indivíduo e da organização, tanto a nível mental como físico, permitindo maximizar a sua capacidade ou produtividade, ao mesmo tempo, assegurando a sua saúde mental.

Sabendo que o stress crónico é uma das possíveis consequências que põe em risco a saúde mental dos trabalhadores proponho às organizações, além de tudo mencionado anteriormente, a cuidarem dos seus colaboradores através da atividade física. Está mais que comprovado que o exercício físico tem demonstrado ser um excelente coadjuvante na minimização dos sintomas da doença, porque diminui a ansiedade, a depressão e melhora a autoestima. A saúde mental só tem a ganhar quando se associa a atividade física a outros desafios cognitivos.

Resumindo, pode-se prevenir o burnout. Uma boa cultura organizacional é um dos pontos de partida, que já se começa a verificar nas empresas, e uma boa liderança. A boa comunicação entre pares, uma clara definição das funções de trabalho, uma gestão de tempo e carga de trabalho racionais e ponderadas, e um sentido de justiça no local de trabalho são ferramentas que depois de assumidas se traduzem em maior produtividade e desempenho para as organizações. O foco deve ser nas emoções positivas e em maximizá-las!

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder.

Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Artigos, Notícias

As mulheres e a Ciência sem barreiras

9 Junho, 2023 by Leonor Wicke

O tema da equidade de género na ciência – e noutras áreas – estava longe de ser notícia quando, em 1998, foi criado o programa internacional «For Women in Science».

Reconhecer as mulheres que sobressaíam nas várias regiões do mundo pelas suas descobertas e incentivar as jovens cientistas a prosseguir projetos promissores foram dois objetivos desta parceria L’Oréal – UNESCO, contribuindo uma ciência mais justa e equitativa.

Ao longo dos 25 anos que agora se celebram sobre o arranque do «For Women in Science», os indicadores europeus que avaliam a equidade no ensino, na ciência e no emprego académico têm vindo a melhorar. Em Portugal, por exemplo, já são mais as doutoradas mulheres e a presença feminina nas equipas de investigação está próxima da equidade: temos 52,9% de mulheres doutoradas e 43,3% dos investigadores são mulheres, segundo as últimas estatísticas europeias She Figures. Portugal é, aliás, um país em que a maioria dos indicadores avaliados está acima da média europeia.

Se é certo que este percurso nos deve orgulhar, é certo também que há ainda muito para avançar.

Há áreas em que a falta de inclusão e equidade ainda são notórias e em que a baixa participação das mulheres significa um risco – o de perpetuarmos uma visão parcial e enviesada. As posições de topo e liderança na investigação e na academia são um exemplo. As áreas de conhecimento relacionadas com as Tecnologias da Informação e Comunicação – as TIC – são outro.

Mesmo em Portugal, onde a maioria dos indicadores são animadores, o Boletim Estatístico sobre a Igualdade de Género diz-nos que só 17,5% das matrículas no ensino superior nesta área das TIC são de mulheres, e no emprego especializado elas são apenas um quinto. Nas STEM, que incluem também outras ciências, engenharias e matemáticas, os números são um pouco melhores, mas as portuguesas representam ainda 37% dos diplomados.

Por isso, enquanto o mundo científico e a sociedade em geral não forem suficientemente plurais e inclusivos é preciso fazer mais.

É preciso continuar a dar reconhecimento e visibilidade a estas mulheres da ciência, para que elas possam avançar, para que possam servir de modelo às gerações seguintes e para que os seus talentos não sejam desperdiçados quando há tantos desafios a precisar do seu conhecimento e do seu contributo.

Num survey junto das cerca de 4000 cientistas apoiadas pelos programas For Women in Science ao longo destes 25 anos, 93% considerou que o apoio recebido reforçou a sua confiança, 95% disse-nos que aumentou a sua visibilidade, 81% revelou que mais oportunidades profissionais se abriram e praticamente todas se mantêm na investigação e assim pretendem continuar nos próximos anos.

Ter este feedback vindo das jovens e mulheres da ciência seria o bastante para justificar a continuidade destas iniciativas. E ter este feedback reforça a convicção que nos tem guiado até aqui, também em Portugal, onde há 19 anos decorre o programa Medalhas de Honra para as Mulheres na Ciência.

Continuaremos com a mesma convicção, de que é essencial apoiar a ciência e o papel das mulheres na ciência e de que esta é uma mudança que precisa de todos, desafiando mais organizações a juntar-se a este propósito – para que estas mulheres excecionais possam derrubar barreiras, responder a desafios que a todos afetam e mudar para melhor as condições de vida de milhões de pessoas.

Arquivado em:Opinião

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