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Rita Saldanha

Confiança, ética e integridade: as palavras-chave do negócio, no último episódio dos ‘Wellow Insights’

24 Outubro, 2024 by Rita Saldanha

Existem princípios fundamentais que, não só sustentam as relações entre empresas e clientes, mas também são essenciais para o crescimento sustentável das organizações e para a manutenção de uma sociedade saudável. A importância de valores como confiança, ética e integridade no mundo dos negócios não pode ser subestimada.

A mais recente edição dos Wellow Insights traz distintas visões corporativas sobre esta temática. Com a participação de Anabela Vaz Ribeiro, Partner at Pedra Base Consultoria & Executive Director at Global Compact Network Portugal e César Santos, Presidente do Grupo Wellow, esta conversa foca-se nos eixos morais que devem impreterivelmente sustentar as organizações.

Rui Fiolhais, Vice-Presidente do Grupo Wellow, é o moderador deste debate que comprova que, quando devidamente conjugadas, a confiança, ética e integridade serão sempre sinónimo de empresas saudáveis, respeitadas e bem-sucedidas.

Criados pelo Grupo Wellow, cada episódio dos Wellow Insights promete trazer uma mesa-redonda composta por especialistas e profissionais de diversas áreas para debater tópicos tão distintos como diversidade, equidade e inclusão, propósito organizacional, confiança, ética e integridade, entre outros.

Assista ao episódio, disponível na Líder TV:

Wellow™ Insights | Confiança, Ética e Integridade

Episódios anteriores:

Wellow Insights: conheça o videocast sobre inovação no mundo organizacional

A importância do trabalho digno nas empresas é tema nos ‘Wellow Insights’

Qual é a importância do propósito organizacional? Os ‘Wellow Insights’ dão a resposta

Combater o idadismo nas organizações: saiba como, neste episódio dos ‘Wellow Insights’

Fidelizar talento e mobilidade interna são uma oportunidade para as organizações

 

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Liderar em tempos de mudança: como guiar as suas equipas na incerteza

24 Outubro, 2024 by Rita Saldanha

Em 2024, Portugal enfrenta um contexto nacional e internacional com desafios que testam as capacidades dos líderes empresariais. O cenário é de incerteza devido à instabilidade económica e política resultante das crises globais, mas também pelos avanços tecnológicos e pelas crescentes questões sociais e ambientais. O presente exige dos líderes uma adaptação constante, redefinindo o papel da liderança para responder às exigências de um mundo em constante transformação.

A primeira grande responsabilidade de um líder em tempos de mudança é a capacidade de tomar decisões rápidas e eficazes, sem comprometer a transparência. A volatilidade dos mercados, a pressão para inovar tecnologicamente e a incerteza política exigem uma resposta ágil. No entanto, esta rapidez de decisão deve ser equilibrada com a clareza na comunicação. Manter as equipas informadas, transmitir objetivos claros e explicar as razões das escolhas feitas são essenciais para manter a confiança.

A aceleração da transformação digital é uma realidade que temos acompanhado nos últimos anos. Este fenómeno, potenciado pela pandemia e crescente digitalização dos processos, levou ao surgimento de novos modelos de trabalho, que trouxeram vantagens em termos de flexibilidade, mas também desafios para a formação da cultura empresarial, e até ao bem-estar dos colaboradores. A liderança deve ser exercida com empatia e sensibilidade, um equilíbrio que permite navegar por estes novos modelos e novas realidades laborais.

Com isto quero dizer que os líderes não devem apenas focar-se nos resultados e no desempenho, mas também no bem-estar físico e emocional das equipas, reconhecendo os sinais de desgaste e criando um ambiente de apoio, promovendo iniciativas de saúde mental e garantindo um espaço aberto ao diálogo e à partilha. Este cuidado com o bem-estar contribui para a criação de uma cultura organizacional onde as pessoas se sentem valorizadas e motivadas.

É igualmente essencial descentralizar a tomada de decisões, para que não haja uma estrutura hierárquica rígida, mas um modelo que permita uma maior autonomia às equipas. Este modelo de liderança distribuída, em que as responsabilidades são partilhadas por diferentes níveis e setores da empresa, promove a inovação, aumenta o compromisso dos colaboradores e torna a organização mais ágil na resposta às mudanças. Neste processo, os líderes devem encorajar os colaboradores a experimentarem novas abordagens e a arriscarem. O medo de falhar não deve paralisar a equipa, mas deve ser encarado como uma oportunidade de aprendizagem.

Outro aspeto fundamental para o sucesso da liderança é a capacidade de fomentar um sentido de propósito entre os colaboradores. Num mundo em que as questões sociais e ambientais são cada vez mais relevantes, as empresas são chamadas a repensar o seu papel na sociedade. Os stakeholders exigem das organizações uma postura ética e sustentável.

Uma liderança eficaz não se baseia, por isso, apenas em resultados, mas na forma como estes são alcançados, ou seja, se de forma ética, sustentável e com respeito pelos valores humanos. A capacidade de um líder inspirar as equipas a alcançar objetivos comuns passa por um equilíbrio entre o pragmatismo nas decisões e o cuidado com as pessoas. A confiança nas equipas constrói-se pela competência técnica e pela demonstração de empatia e compromisso com o bem-estar de todos.

 

Este artigo faz parte da edição de outono da revista Líder, publicada em setembro 2024, com o tema Humanity is Calling – Be Silent, Decide with Truth. Subscreva a Líder aqui.

Arquivado em:Notícias, Opinião

Energia nuclear vai potenciar a utilização de Inteligência Artificial

23 Outubro, 2024 by Rita Saldanha

A Google assinou um acordo “inédito a nível mundial” com a compra de uma frota de mini-reactores nucleares para gerar a energia necessária ao aumento da utilização da Inteligência Artificial (IA). A empresa tecnológica encomendou, entre seis e sete pequenos reactores nucleares (SMRs Small Nuclear Reactors) à empresa californiana Kairos Power, devendo o primeiro estar concluído em 2030 e os restantes até 2035.

Segundo avança o The Guardian, a tecnológica espera uma solução com baixas emissões de carbono para alimentar os Centros de Dados, que requerem grandes volumes de eletricidade. A Google, propriedade da Sociedade Alphabet, afirmou que a energia nuclear proporciona “uma fonte limpa e permanente que nos pode ajudar a satisfazer de forma fiável as necessidades de eletricidade”.

O crescimento da IA generativa, bem como do armazenamento em nuvem, aumentou a procura de eletricidade por parte das empresas tecnológicas. Em setembro, a Microsoft fechou um acordo para obter energia da Three Mile Island, na Pensilvânia, ativando a central nuclear encerrada há cinco anos. Em março de 1979, o local foi palco de um dos mais graves acidentes nucleares na história dos EUA. Em março, a Amazon comprou à Talen Energy um centro de dados, também alimentado por energia nuclear, na Pensilvânia.

Quanto às localizações das novas centrais da Google, bem como pormenores financeiros do acordo,  tal informação não foi revelada. Foi acordada a compra de 500 megawatts de energia à Kairos que está a construir um reator de demonstração no Tennessee, cuja conclusão está prevista em 2027.

O acordo, que está sujeito a autorizações regulamentares, representa um voto de confiança na tecnologia SMR. As centrais elétricas mais pequenas, construídas em fábrica, foram concebidas para reduzir os custos excessivos e os atrasos frequentemente verificados na construção de centrais maiores. No entanto, argumenta-se que os SMRs serão caros porque podem não conseguir alcançar a mesma economia de escala que as centrais maiores.

Os SMRs são reactores com uma potência máxima de 300 megawatts (MW) que podem produzir mais de 7 milhões de quilowatts-hora por dia.

Michael Terrell, Diretor Energia e Clima da Google, afirmou: «A rede precisa de novas fontes de eletricidade para apoiar as tecnologias de IA que estão a impulsionar grandes avanços científicos, melhorando os serviços para empresas e clientes, e impulsionando a competitividade nacional e o crescimento económico. Este acordo ajuda a acelerar uma nova tecnologia para atender às necessidades de energia, de forma limpa e confiável, e desbloquear o potencial da IA para todos.».

Segundo Mike Laufer, Diretor Executivo e cofundador da Kairos:  «Estamos confiantes de que esta nova abordagem vai melhorar as perspetivas de nossos projetos serem entregues dentro do custo e do cronograma.».

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Maioria dos portugueses estão insatisfeitos com a sua compensação

23 Outubro, 2024 by Rita Saldanha

Apenas 35,3% dos colaboradores em Portugal estão satisfeitos com a sua atual compensação. O desagrado revela, sobretudo, um desalinhamento entre as expectativas dos trabalhadores e o que as empresas oferecem.

Os níveis de satisfação são superiores para quem trabalha em regime remoto ou híbrido, com metade das pessoas que trabalham em regime presencial a considerar que têm jornadas de trabalho mais longas.

Estão são as principais conclusões do estudo O Estado da Compensação elaborado pela Coverflex que contou com a participação de cerca de 2600 inquiridos residentes em Portugal.

Benefícios e compensações

Entre as conclusões, destaca-se o marcado crescimento da adoção de benefícios: em 2024, 67,2% dos portugueses confirmam ter acesso a estes benefícios, o que reflete que as empresas estão a adaptar as suas ofertas às necessidades individuais dos colaboradores.

O estudo mostra também que a flexibilidade continua a ser um fator crucial de satisfação: 88,6% dos colaboradores em regime remoto expressam níveis elevados de satisfação, valor que se situa nos 72,9% para quem trabalha em regime híbrido. Cerca de 51,5% revela satisfação a trabalhar em regime presencial.

A flexibilidade no horário de trabalho influencia a satisfação: 88,4% dos trabalhadores remotos consideram o seu horário “Muito Flexível” ou “Flexível”, um valor que é de 80% entre os trabalhadores em regime híbrido e desce para 52,9% entre os trabalhadores presenciais.

Entre os inquiridos, 39,9% dos que trabalham em regime presencial relatam trabalhar mais de oito horas por dia, em comparação com 29,1% dos colaboradores em regime híbrido e 25,6% dos colaboradores em regime remoto. Estes números reforçam a perceção de que os modelos mais flexíveis proporcionam um melhor equilíbrio entre a esfera profissional e a pessoal.

Benefícios flexíveis ganham terreno

O estudo realça que a maioria (87,6%) dos colaboradores consideram os benefícios flexíveis um ponto relevante na sua compensação – apesar da existência destes benefícios se verificar para 67,2% dos inquiridos.

Os seguros de saúde surgem também entre os benefícios mais valorizados, com 83,6% a ter acesso a um plano oferecido pela empresa, sendo que 36% têm a possibilidade de incluir membros do agregado familiar. Há espaço para crescimento em áreas como stock options, desejadas por 57,3% dos inquiridos, mas ainda pouco acessíveis.

O cartão-refeição abrange a quase totalidade (90,5%) dos inquiridos, com os dados a revelar que quem recebe o subsídio em cartão, tende a obter valores superiores de subsídio de alimentação.

A maioria (86,6%) expressa a preferência de que as faixas salariais sejam incluídas nos anúncios de emprego. Esta expectativa é especialmente marcada nos jovens, com 92,6% dos inquiridos entre 18 e 34 anos a apoiar esta prática.

O estudo completo está disponível aqui.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

A cidade que sonhamos

23 Outubro, 2024 by Rita Saldanha

É urgente transformarmos as nossas cidades para que respondam aos desafios da sustentabilidade, mas sobretudo às necessidades e qualidade de vida dos seus habitantes, permanentes e temporários.

Segundo dados da ONU, apesar de 56% da população mundial viver em cidades, estas ocupam apenas 1% a 3% da superfície terrestre do Planeta. Esta crescente concentração exige planeamento e ambição.

Todos queremos que a cidade do futuro seja ainda mais inteligente e segura (com tecnologia integrada que permita maior eficiência na gestão de recursos – como a água – e eficácia no seu planeamento e funcionamento – as cidades são responsáveis por 70% das emissões globais de CO2 e consomem mais de 75% dos recursos naturais globais), mais sustentável (centrada na energia renovável, na arquitetura verde, na economia circular, no humanismo), com melhor mobilidade (abrangendo toda a cidade e devolvendo-a aos cidadãos- ao invés da prioridade dada a automóveis) e mais saudável (incentivando um estilo de vida saudável e eliminando os fatores que prejudiquem a sua habitabilidade).

A cidade do futuro não terá sucesso se não for, acima de tudo, inclusiva. Um território diverso e disperso, mas integrador onde os locais e os estrangeiros, turistas ou imigrantes, se sintam em casa e tenham casa (com políticas públicas eficazes, testadas em partes do Mundo, que façam da habitação e da habitabilidade algo para todos e não privilégio de alguns). Uma cidade que saiba falar com todos e para todos, não apenas com o objetivo de conquista de um voto, mas porque acredita e aposta no bem-estar de quem ali vive, seja por um dia, um ano ou uma vida inteira.

A comunicação será um ponto essencial nestas cidades. Não será possível envolver todos num projeto comum sem explicar o porquê de uma nova medida, a sua causa e efeito, ou sem os trazer para o debate sobre os desafios do futuro e as suas soluções. É essencial falar para cada um (conscientes que muitos dos novos habitantes são temporários ou recentes) sem esquecer a importância de recolher a opinião e o contributo de todos. A participação cidadã através de uma governança digital permitirá uma maior abrangência, acessibilidade e foco, mas sobretudo transparência na tomada de decisões. Se a esta juntarmos a educação contínua como motor da mudança e a inclusão social como pilar para uma cidade mais equitativa, estaremos no caminho certo para o destino ideal onde todos queremos viver: a cidade que sonhamos.

Este artigo faz parte da edição de outono da revista Líder, com o tema Humanity is Calling – Be Silent, Decide with Truth. Subscreva a Líder aqui.

 

Arquivado em:Artigos, Sustentabilidade

Novas bolsas disponíveis em 15 Universidades e Institutos públicos de todo o país

23 Outubro, 2024 by Rita Saldanha

Estão abertas, até ao final do ano, as candidaturas para um conjunto de bolsas disponíveis para mestrados, pós-graduações e Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) em 15 universidades públicas e institutos politécnicos de todo o país. Os alunos interessados em concorrer a estas bolsas, numa iniciativa da Fundação José Neves (FJN), podem formalizar a candidatura até 31 de dezembro.

As bolsas são acessíveis a qualquer pessoa, bastando ser maior de idade e ter residência fiscal e cartão de cidadão português. O programa, que conta com a parceria da Fundação Galp, garante o pagamento integral da propina e esse investimento só é reembolsado quando o estudante atingir as condições para o fazer de forma sustentada.

O ISA FJN é um programa de bolsas reembolsáveis baseado no modelo de acordo de partilha de rendimentos (Income Share Agreement). Tem como objetivo apoiar os portugueses no acesso aos cursos e formações que lhes permitam continuar os estudos através do pagamento integral da propina.

Dirigido aos estudantes e também a todos aqueles que já estão no mercado de trabalho, o ISA FJN facilita o acesso dos portugueses a cursos e formações onde existe uma necessidade de talento.

Dados da Fundação José Neves demonstram que a taxa de empregabilidade entre os 403 bolseiros que já terminaram os respetivos cursos ou formações está nos 86% e que a sua remuneração média beneficiou de um aumento superior a 20%. Isto permitiu que 73% dos bolseiros se encontrem já a reembolsar o seu ISA FJN.

Lançado publicamente há quatro anos, o programa de bolsas ISA FJN já permitiu a mais de 470 pessoas aumentarem ou requalificarem as suas competências, através de um investimento superior a 3 milhões de euros no pagamento de propinas. No total, entre universidades, institutos politécnicos e diversas escolas de formação prática e intensiva, são já 496 os cursos elegíveis e 39 as instituições de ensino parceiras do ISA FJN.

Esta é a lista das 15 instituições de ensino públicas parceiras da Fundação José Neves com vagas para estas bolsas: Instituto Politécnico do Cávado e Ave; Instituto Politécnico de Leiria; Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP); Instituto Politécnico de Setúbal; Instituto Politécnico de Tomar; Instituto Politécnico de Viana do Castelo; Universidade de Aveiro; Universidade de Évora; Universidade de Lisboa (Faculdade de Ciências, Instituto Superior Técnico (IST), Técnico+); Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG); Universidade Nova de Lisboa; Universidade do Minho; Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

As candidaturas estão disponíveis aqui.

Arquivado em:Educação, Notícias

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