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Rita Saldanha

Sem intenção, não vamos lá!

25 Outubro, 2024 by Rita Saldanha

Falar de sustentabilidade é obrigatório nas organizações que pretendem ter um papel relevante no mercado. Já é comum ter ESG no plano estratégico, optar por uma ação social ou ambiental no team building anual e monitorizar quais os ODS para os quais contribuímos (ou não nos perdêssemos a discutir o impacto das regras sobre reporting que em breve nos assolarão!). A sustentabilidade está já no léxico organizacional ainda que, na maioria dos casos, fiquemos pela superficialidade das best practices, enredados no que precisamos de fazer, mas sem nos comprometermos com a real integração dos princípios de desenvolvimento sustentável no negócio.

O que pode mudar isto? A regulamentação tende a ser um motivador extrínseco poderoso, mas fica aquém quando se trata de real transformação. O foco no desenvolvimento sustentável de um negócio – isto é, o pensar o negócio de modo a que responda às necessidades atuais sem pôr em causa as necessidades de futuras gerações – é difícil, pouco óbvio nalguns setores e até assustador quando se pensa apenas no investimento a curto prazo. Como levar esta abordagem do papel para os corredores das organizações? Começando pela intenção da liderança de topo.

Sejamos francos: sem lucro não há sustentabilidade. O exercício muda quando conseguimos continuar a frase… sem lucro não há sustentabilidade e sem pessoas e Planeta não há lucro. Experimentemos outro ângulo: Sinek trouxe-nos uma reflexão sobre dois tipos de jogos – os finitos (com regras fixas, jogadores conhecidos e um objetivo que os termina quando atingido) e os infinitos (em que as regras e jogadores estão sempre a mudar e em que a partida nunca acaba). Muitos gestores lideram organizações como quem está a disputar um jogo finito, pensando a curto prazo, focando-se apenas nos resultados imediatos. Do lado oposto, quem assume o jogo infinito sabe que o jogo virtualmente nunca acaba e por isso guia-se por um quadro de valores e uma causa maior, que serve de inspiração e bússola no superar de desafios. Assim fica claro que a intenção com que se entra em jogo é rainha! Cabe à liderança definir referenciais conscientes e integrados que norteiem a tomada de decisão. Integrar o reporting não como uma obrigatoriedade, mas como uma forma realista de avaliar o negócio e os projetos. Privilegiar as decisões tomadas em coerência com o quadro de valores defendido, principalmente quando seria mais fácil, menos oneroso ou mais imediato fazer da outra forma. Formar líderes e equipas a partir deste quadro de referência e construir políticas de gestão que o reforcem é liderar pelo exemplo e a partir de princípios fortes e conscientes. Afinal, o jogo não chega ao fim a não ser que o joguemos com esse intuito.

Este artigo faz parte da edição de outono da revista Líder, com o tema Humanity is Calling – Be Silent, Decide with Truth. Subscreva a Líder aqui.

Arquivado em:Notícias, Opinião

O futuro do trabalho precisa de um salto de produtividade: como se faz isso?

24 Outubro, 2024 by Rita Saldanha

É fundamental para a Economia portuguesa a rápida adoção da automação e da Inteligência Artificial generativa (GenAI). Estas tecnologias, consideradas ‘oportunidades únicas’ para Portugal dar um salto de aumento de produtividade, são uma realidade inevitável que vai impactar o futuro do trabalho a nível global.

Até 2030, a adoção rápida da automação e GenAI irá afetar aproximadamente 30% do mercado de trabalho. Segundo o recente relatório Future of Work Automação e GenAI, Portugal apresenta níveis de produtividade aquém dos da média da UE e dos EUA, durante a última década. A adoção célere de tecnologias de automação e de IA podem levar a um salto de 2,7 p.p. anuais de crescimento do PIB por aumento de produtividade, ficando em linha com a média da UE

A análise enfatiza também que a adoção mais lenta destas tecnologias terá um impacto negativo no crescimento do PIB, o que agravaria o fosso da Economia portuguesa frente aos pares europeus.

O estudo contou com a análise do McKinsey Global Institute (MGI), uma ramo da McKinsey & Company,  que reuniu dados sobre a oportunidade da automação com GenAI em Portugal, com a colaboração da NOVA SBE.

Necessidades de reskilling e upskilling

O impacto da adoção da automação irá afetar o equivalente a cerca de 1,3 milhões de empregos, sobretudo nas áreas de STEM e de saúde, o que vai levar à necessidade de realocação profissional de cerca de 320 mil pessoas. Serão, por isso, necessárias novas capacidades tecnológicas e sociais equivalentes a novas tarefas.

A ausência de uma política ativa de requalificação e realocação terá um impacto negativo no crescimento do PIB (de -0,5 p.p. a -0.7 p.p.) e arriscará o aumento do desemprego, com cerca de 250 mil pessoas por realocar.

 

Como potenciar a rápida adoção da automação e GenAI e a realocação laboral?

De acordo com a análise, é necessário obter um alinhamento estratégico nacional entre setores empresarial, educativo e público que promova o investimento em infraestrutura tecnológica necessária, a qualificação da força de trabalho (upskilling e reskilling) para adotar a tecnologia e o controlo de risco. Singapura e Estónia são referências de boas práticas na implementação de desígnios estratégicos com esta escala.

É preciso também garantir que os líderes destes setores se focam em três dimensões:

1 – Definição de estratégia: entender o potencial de impacto na organização e priorizar investimento com foco em retorno de negócio, conhecendo os processos de transformação necessários para o alcançar.

2 – Desenvolvimento de infraestrutura e de competências: garantir a infraestrutura tecnológica e de dados, bem como o talento necessário para a potenciar ao nível técnico e de negócio.

3 – Gestão da mudança: assegurar um ritmo de adoção rápido e sustentável à escala, incluindo a qualificação de trabalhadores (upskilling e reskilling), a adoção de novos modelos operativos, a implementação de mecanismos de controlo de riscos e o uso responsável de inteligência artificial.

 

 

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Fintech: conheça os cinco mitos que mais preocupam a banca e os consumidores

24 Outubro, 2024 by Rita Saldanha

A existência de entidades fornecedoras de serviços financeiros, fora da banca tradicional, foi durante muitos anos imponderada. Hoje, as Fintechs têm registado um crescimento exponencial e em Portugal, as start-ups já levantaram mais de mil milhões de euros.

Os avanços tecnológicos e regulamentares mostram que os pagamentos online, a partir de qualquer dispositivo eletrónico, são tão seguros para o vendedor como para o consumidor.

A Líder apresenta os cinco mitos mais comuns sobre as novas tecnologias financeiras, partilhados pela tecnológica PaynoPain.

Veja aqui:

As Fintechs operam sem regulamentação

Falso. Como qualquer entidade, devem sempre cumprir certos níveis de regulamentação ou conformidade regulamentar. O Portugal FinLab é uma plataforma de comunicação entre inovadores do sector financeiro – start-ups ou instituições incumbentes – e as autoridades reguladoras portuguesas. Através desta plataforma, os reguladores fornecem aos participantes o enquadramento para operar no ambiente regulatório nacional. O objetivo do Portugal FinLab é criar um canal de comunicação eficiente entre os Reguladores nacionais e os participantes, para que estes compreendam a realidade regulatória em que operam durante a fase de criação e de desenvolvimento de novos projetos. Esta plataforma resulta de uma parceria formal entre a ASF, o Banco de Portugal, CMVM e a Portugal Fintech.

 

O sector não oferece segurança no tratamento dos dados pessoais

Falso. As empresas que tratam dados sensíveis devem garantir que estes são armazenados de acordo com as normas de segurança mais rigorosas (PCI-DSS). Além disso, as empresas dispõem de sistemas antifraude e os pagamentos devem ser duplamente autenticados, por exemplo, por telemóvel e por uma chave secreta, cumprindo assim a DSP2.

 

As soluções Fintech são apenas para grandes empresas

Falso. Há soluções para o retalho e para sectores específicos como a hotelaria, a banca, os marketplaces, a economia colaborativa, os teleoperadores e até os microcréditos.

 

As ferramentas são difíceis de utilizar

Falso. O sector Fintech apoia-se nas mais recentes tecnologias e metodologias para criar produtos inovadores e de qualidade, a fim de garantir uma experiência de utilizador ágil e intuitiva, para que o processo seja simples e rápido a partir de qualquer dispositivo.

 

A banca tradicional e as empresas FinTech competem pelos utilizadores

Falso. Os bancos e as empresas FinTech não são inimigos. Graças ao aparecimento destas novas entidades, a banca tradicional iniciou o seu processo de digitalização, incorporando algumas das ferramentas que estas empresas oferecem, a fim de oferecer serviços a sectores que antes não alcançavam. Há uma colaboração direta entre os bancos e as fintechs, que promove a inovação e a criação de projetos em conjunto.

Arquivado em:Economia, Notícias

Nova Plataforma vai acelerar a requalificação profissional de 20 milhões de europeus

24 Outubro, 2024 by Rita Saldanha

New Career Network (NCN) é o nome da plataforma de requalificação que vai ajudar a colmatar a necessidade de requalificar 20 milhões de europeus, juntando no mesmo local candidatos, empregadores e entidades formadoras. A NCN recorre a Inteligência Artificial e está aberta a todas as empresas e entidades que queiram aderir à iniciativa.

As formações são alvo de avaliação e curadoria, com uma elevada taxa de empregabilidade e integração de um leque de profissões de futuro. A plataforma disponibiliza oportunidades de emprego por empresas que procuram profissionais com competências nas áreas de formação selecionadas.

Portugal e Espanha são os primeiros países a acolher a ferramenta, num projeto que integra a iniciativa Reskiling for Employment (R4E) da European Roundtable for Industry (ERT), associação que reúne cerca de 60 líderes das maiores empresas europeias, entre as quais a portuguesa Sonae e a espanhola Telefónica.

As formações são ministradas por entidades como a Code for All, Escola 42, TechOf, Le Wagon, Ironhack, Porto Tech Hub e ISQ. A oferta inclui ainda cursos do IEFP – PRO_MOV, iniciativa no âmbito do R4E em Portugal que junta empresas e Estado com o objetivo de ajudar na requalificação das pessoas para os empregos de futuro.

Ajuda na definição da carreira e elevada empregabilidade

Para as pessoas que pretendem mudar de rumo profissional, a plataforma oferece uma ferramenta que ajuda a definir as competências necessárias e a planear os próximos passos na carreira, identificando as lacunas e sugerindo formações adequadas.

Os cursos disponibilizados na plataforma pelas entidades formadoras são selecionados com base na sua elevada taxa de empregabilidade, o que permite reforçar as garantias de carreira e valorizar o seu empenho no desenvolvimento de novas competências.

A oferta formativa conta com 39 cursos de diversas entidades. Entre os cursos disponibilizados, em áreas como Digital, Agricultura, Indústria e Saúde, estão: Data Science & AI, Data Analyst, Software Development, Programação Full Stack, UX/UI Design, Cybersecurity, Quality Assurance, Especialista em Automação, Robótica e Controlo Industrial, Auxiliar de Ação Médica, Eletromecânico de Manutenção Industrial ou Operador Agrícola Especializado.

Os já “graduados” pelos cursos podem disponibilizar o seu currículo vitae às empresas que integram a plataforma, bem como encontrar vagas de emprego, criando um círculo virtuoso de requalificação.

A inteligência artificial, a digitalização e a transição verde requerem novas competências, pelo que é importante acelerar a requalificação das pessoas para os empregos do futuro. A plataforma NCN pretende apoiar as pessoas nesta sua evolução pessoal e profissional, disponibilizando uma oferta formativa de entidades reconhecidas e oportunidades de trabalho reais após a conclusão da formação. Ao juntar na mesma plataforma todo o ecossistema, estamos a contribuir para a competitividade das empresas e da economia europeia, bem como para a qualidade de vida das pessoas

Cláudia Azevedo, CEO da Sonae e membro da ERT

 

A NCN é a chave para abrir novas carreiras em setores com elevada procura. O nosso compromisso é capacitar pessoas com programas de requalificação cuidadosamente selecionados e oportunidades de emprego reais. A nossa missão é aproximar quem procura um novo futuro profissional, das exigências de um mercado em constante evolução, assegurando uma transição suave para novos caminhos profissionais. Juntos, estamos mais perto de responder à urgente necessidade de requalificar mais de 700 mil profissionais em Portugal

Marta Cunha, coordenadora da iniciativa Reskilling 4 Employment em Portugal

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

A arte de edificar uma cidade habitat

24 Outubro, 2024 by Rita Saldanha

A Carta Europeia de Ordenamento do Território (OT), assinada pelos Ministros europeus de OT, estabeleceu em 1988 uma definição bastante consensualizada: o OT é uma visão, um objetivo e um conjunto de ações, devidamente articuladas no espaço e no tempo, que resultam na “tradução espacial das políticas económica, social, cultural e ecológica da sociedade”. Isso significa que o OT tem como função espacializar, de forma ordenada, as diferentes políticas setoriais (transportes, energia, habitação, ambiente, saúde, educação, segurança, entre outras) dando-lhes uma expressão territorial. Como território temos a cidade, integrada nos espaços urbanos, mas temos também os espaços industriais, rurais e naturais. Ao fazer a espacialização ordenada é necessário conciliar todos os objetivos setoriais, individuais e coletivos, para criar um território integrado e diversificado, o que é uma tarefa muito complexa.

Urbanismo é apresentado no dicionário Priberam de língua portuguesa como o “conjunto das questões relativas à organização e ao planeamento das cidades e à sua evolução, incluindo a adaptação destas às necessidades dos seus habitantes”; ou o “conjunto das questões relativas à arte de edificar uma cidade”.

Podemos dizer que o OT é um conceito bastante mais recente do que o urbanismo. A cidade aparece com a sedentarização do Homem, que se rodeia de estruturas e relações funcionais, criando serviços e atividades económicas que possibilitam a vivência gregária prolongada num mesmo local. O que dá lugar ao desenvolvimento do urbanismo. Mas o ordenamento do território só aparece bastante mais recentemente quando a intervenção da atividade humana nos espaços envolventes é um fator inequívoco de transformação do território, e frequentemente de conflito.

Ao longo dos milhares de anos da sua evolução a cidade tem sido construída com distintos objetivos e funções: mais defensiva (militar/fortificada), mais política (centro de decisão), mais económica (centro de produção/financeiro), mais sociológica (relações sociais entre os múltiplos utilizadores), mais tecnológica (maior eficiência), mais natural e humanizada (mais saúde e bem-estar). Que é onde estamos a chegar – exigir uma cidade que seja como a nossa casa, uma cidade habitat, onde estamos seguros, confortáveis e felizes.

Recentemente uma partilha nas redes sociais sobre o que queremos das cidades referia: “sonho com a cidade desta forma: amigável, universal, qualificada, preparada para o novo ciclo climático, caminhável, ciclável, transporte coletivo gratuito, caminhos de escola seguros (sem serem asséticos), comércio de rua, coexistências de culturas, economia de proximidade, referência de saúde pública”, por Pedro Ribeiro Da Silva, Urbanista e Planeador do Território Agosto 2024. Esta afirmação estava associada à imagem comparativa de uma rua entre o que era e o que pode ser. Que exige saber o que se quer no futuro e agir para que a cidade que queremos possa acontecer.

Este artigo faz parte da edição de outono da revista Líder, com o tema Humanity is Calling – Be Silent, Decide with Truth. Subscreva a Líder aqui.

 

Arquivado em:Artigos, Sustentabilidade

Liderança Sustentável: qual o caminho?

24 Outubro, 2024 by Rita Saldanha

Abraçar a sustentabilidade e integrar políticas de Environment, Social e Governance (ESG), deve ser uma prioridade para as organizações. Para o seu sucesso é necessária uma transição para uma liderança sustentável, em detrimento de modelos mais tradicionais. Mas como podem organizações e profissionais fazer essa evolução para uma liderança sustentável?

A liderança sustentável equilibra o sucesso económico com a responsabilidade ambiental e social, assegurando prosperidade a longo prazo e um impacto positivo na sociedade. Alcançar este equilíbrio nas organizações não é tarefa fácil e requer dos seus líderes um conjunto de características e competências específicas.

Essencial a este processo é o desenvolvimento de um Sustainability Mindset; um forte sentido de propósito e orientação a longo prazo, com predisposição para incorporar práticas sustentáveis em todas as decisões de negócio.

Systems Thinking é outra característica fundamental; trata-se da capacidade de compreender as ligações e dinâmicas entre os diversos componentes organizacionais e o ambiente externo. Por outro lado, a capacidade de construir relações sólidas e duradouras, respeitando a cultura das pessoas e apoiando a diversidade, permite promover um ambiente de trabalho inclusivo e de confiança. A continuidade do compromisso só poderá ser assegurada por uma liderança que compreende que os complexos desafios que enfrenta requerem uma gestão ágil, adaptável e comprometida em promover as mudanças necessárias. Por último, mas não menos importante, uma comunicação eficaz; que promova a transparência e o alinhamento organizacional em torno de metas e práticas sustentáveis, ao mesmo tempo ajuda a gerir conflitos ou motivar as equipas.

Desenvolver uma liderança sustentável na organização implica seguir um caminho estruturado de desenvolvimento de competências: a formação oferece o conhecimento teórico e competências práticas em áreas como ESG, comunicação ou Diversidade, Equidade, Inclusão (DEI ), enquanto o mentoring proporciona orientação contínua e personalizada de líderes experientes, e o coaching foca-se no desenvolvimento pessoal e profissional, ajudando os líderes a superar barreiras pessoais e a melhorar competências interpessoais. Juntos, estes elementos garantem que os líderes estão bem preparados para implementar e liderar práticas sustentáveis de forma eficaz e inspiradora.

Neste caminho, é crucial que as organizações abordem a sustentabilidade com autenticidade e compromisso genuíno. A prática de green washing – a apresentação de uma imagem pública de responsabilidade ambiental sem a implementação de ações concretas – pode ser extremamente prejudicial. Para evitar isso, as empresas devem ser transparentes nas suas práticas, estabelecer metas mensuráveis e partilhar os progressos de forma honesta. Apenas assim se poderá construir uma liderança sustentável verdadeira e eficaz, que promove o sucesso económico e um impacto positivo e duradouro na sociedade e no ambiente.

Este artigo faz parte da edição de outono da revista Líder, com o tema Humanity is Calling – Be Silent, Decide with Truth. Subscreva a Líder aqui.

Arquivado em:Notícias, Opinião

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